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quarta-feira, 12 de setembro de 2018

Grécia Antiga é a época da história grega que se estende do século XX ao século IV a.C. e os período da História Antiga em que a civilização grega se desenvolveu.


Grécia Antiga é a época da história grega que se estende do século XX ao século IV a.C.
e os período da História Antiga em que a civilização grega se desenvolveu.



     A Grécia Antiga constituiu um longo período da História Antiga em que a civilização grega se desenvolveu a tal ponto que exerceu enorme influência sobre a sociedade ocidental.
Grécia Antiga é o nome dado à civilização que foi constituída na área que abrange o sul da península Balcânica, ilhas do Mar Egeu e o litoral da Ásia Menor. A importância da Grécia Antiga para o mundo ocidental é grande em virtude, principalmente, dos aspectos cultural, científico, filosófico e político dessa civilização que foram legados à civilização contemporânea.

     O primeiro processo de povoamento da região que pode ser considerado como originário da civilização grega foi o que ocorreu na ilha de Creta, entre 2000 e 1400 a.C. Pouco se sabe sobre a forma de organização da sociedade cretense (ou minoica), apesar de haver um grande trabalho arqueológico sendo realizado nas ruínas dos palácios da ilha, cujo mais famoso é o de Cnossos. Entretanto, sabe-se que os cretenses controlaram o comércio no Mar Mediterrâneo até que houve a extinção da civilização por volta de 1400 a.C.
Além desse período considerado como inicial, os historiadores dividem ainda a existência da civilização da Grécia Antiga em mais quatro períodos: Pré-Homérico – do século XX ao século XII a.C.; Homérico – do século XII ao século VIII a.C.; Arcaico – do século VIII ao século VI a.C.; Clássico – do século V ao século IV a.C.; Helenístico – do século IV ao século I a.C.


O período Pré-homérico aproximou-se do período da civilização cretense e tem como principal característica a ocupação da Grécia Continental pelos povos de origem indo-europeia, sendo que primeiramente foram os aqueus a chegarem à região, sendo sucedidos pelos eólios e jônios. Por fim, temos os dórios, povos essencialmente guerreiros que possivelmente foram os responsáveis pela dispersão de vários grupos humanos pelas ilhas do Mar Egeu e pelo litoral da Ásia Menor, processo denominado de primeira diáspora.
O período Homérico recebeu esse nome em decorrência de as obras Ilíada e Odisseia, as principais fontes de estudo do período, serem atribuídas ao poeta Homero. Essa situação indica também um período de volta ao campo desses povos e o abandono da escrita.
Nesse período, as comunidades gentílicas fortalecerem-se, e o núcleo social orbitava sobre os genos – famílias coletivas constituídas por um grande número de pessoas sob a liderança de um monarca.

Em um primeiro momento, as terras das comunidades gentílicas eram comunitárias, mas o desenvolvimento verificado entre os séculos XII e VIII a.C. levou à privatização das terras, ao crescimento demográfico e à ocorrência de uma segunda diáspora, realizada em decorrência da crise da sociedade gentílica. A segunda diáspora originou a Magna Grécia, nome pelo qual ficou conhecido o processo de colonização de regiões do Mediterrâneo ocidental, principalmente no sul da Península Itálica.
Período Homérico


O Período Homérico corresponde ao segundo período de desenvolvimento da civilização grega que ocorreu após o período pré-homérico, entre os anos de 1150 a.C. a 800 a.C..
O nome dado a esta fase, está relacionado com o poeta grego Homero, autor dos poemas épicos “A Ilíada” e a “Odisseia”.
Com a invasão dos povos dórios nas regiões gregas, a sociedade da época sofreu no período anterior a diáspora grega (dispersão de diversos povos), visto a maneira violenta que eles tomaram e destruíram diversas cidades da Hélade grega.
Após esse evento, que pôs fim ao período anterior (pré-homérico), a sociedade grega passa por uma fase de reestruturação, que tem início com o período homérico.
Assim, diversas colônias gregas são fundadas e surgem os genos, um tipo de organização social familiar desenvolvido a partir desse período. Em outras palavras, essa fase marcou a substituição da cultura micênica pela gentílica (dos genos).
As principais características dos genos eram: sistema fechado, autônomo e autossuficiente (independência econômica), de forma que o trabalho coletivo era realizado por membros da mesma família.
Eles eram comandados pelo Pater, o chefe e autoridade máxima dessas organizações que possuía autoridade política, militar e religiosa. Assim, os genos eram sociedades patriarcais, cujos membros compartilhavam laços consanguíneos.
Nos genos, os bens eram comuns a todos os habitantes, ou seja, era baseado numa sociedade igualitária, donde seus membros (os gens) cultivavam as terras e criavam animais para o sustento de todos.
No entanto, esse sistema de organização econômica e social entrou em decadência, levando a “segunda diáspora grega”.
A desestruturação das comunidades gentílicas ocorreu porque a população foi crescendo e almejou melhores condições de vida. Assim, com o passar do tempo, o trabalho nos genos não suportava alimentar toda a população.
Da mesma forma que ocorreu na primeira diáspora grega, ou seja, a fundação de diversas colônias, no período homérico esse fator também é propulsionado com a dispersão de diversos povos, dando origem a importantes cidades-estado como Bizâncio, Marselha, Nápoles, Siracusa, dentre outras.
Além disso, a decadência dos genos possibilitou uma fragmentação social e econômica tendo em conta a proximidade com os chefes dessas organizações, que por fim, levou a uma nova estrutura social dividida em: eupátridas (bem-nascidos), georgóis (agricultores) e thetas (marginais).
Surge, portanto, as classes sociais e a propriedade privada na Grécia Antiga, pondo fim ao período homérico e dando início ao período arcaico.







O período Clássico foi marcado pelo apogeu da civilização grega, principalmente pelo desenvolvimento econômico e cultural verificado em Atenas. As Guerras Médicas colocaram no campo de batalha duas grandes civilizações, a grega e a persa, proporcionando uma unidade entre as diversas cidades-estados gregas para enfrentar um inimigo que ameaçava conquistar seus territórios.
A vitória grega possibilitou o crescimento ainda maior do comércio controlado pelos atenienses no Mediterrâneo, marcando o período conhecido como imperialismo ateniense. Por outro lado, a cidade conheceu o período de seu apogeu cultural com o estímulo às diversas práticas artísticas, como teatro, arquitetura e filosofia, destacando a construção do Parthenon e a produção filosófica de Platão e Aristóteles.
As disputas internas às cidades-estados gregas, marcadas principalmente pela Guerra do Peloponeso, indicaram o declínio dos gregos. Após essa guerra, iniciou-se o período Helenístico, com a civilização grega sendo dominada pelos macedônicos, principalmente por Alexandre Magno. Alexandre levou o Império Macedônico à maior extensão de suas fronteiras, conquistando o Egito, a Pérsia e chegando até a Índia. Com essa expansão imperial e com o legado cultural grego, Alexandre pretendeu fundir as culturas gregas e orientais em um processo conhecido como helenismo. Entretanto, com sua morte precoce, aos 33 anos de idade, seus sucessores não puderam manter a unidade do império, caracterizando também o fim da Grécia Antiga.
A Grécia clássica aumentou após a queda dos tiranos atenienses ea instituição de reformas democráticas Clístenes, e durou todo o 5 º e 4 º séculos aC.



O período clássico seguiu o período arcaico, e foi sucedido pelo período helenístico.
Grande parte da política ocidental moderna, do pensamento artístico e científico, da literatura e da filosofia deriva desse período da história grega.
Por meio das reformas de Clístenes, o povo dotou a cidade de instituições isonômicas e estabeleceu o ostracismo.

Um conjunto de reformas feitas à administração política ateniense durante esse período levou ao surgimento de uma democracia mais ampla nas décadas de 460 e 450 aC.
Termos chave
trittyes : Divisões populacionais na antiga Ática, estabelecidas pelas reformas de Clístenes em 508 aC.
ostracismo : Um procedimento sob a democracia ateniense pelo qual qualquer cidadão poderia ser expulso da cidade-estado de Atenas por dez anos.
isonómico : Uma palavra usada por antigos escritores gregos para se referir a vários tipos de governo popular com o objetivo geral de “direitos iguais”.
Cleisthenes : Um nobre ateniense da família Alcmaeonid, creditado com a reforma da constituição da antiga Atenas, e colocando-a em pé de igualdade em 508/7 aC.
Grécia Clássica : Um período de 200 anos na cultura grega, com duração de 5 a 4 séculos aC.

   A Grécia Clássica foi um período de 200 anos na cultura grega que durou do 5º ao 4º séculos aC. Este período viu a anexação de grande parte da Grécia moderna pelo Império Persa, bem como a sua subsequente independência. A Grécia clássica também exerceu poderosa influência sobre o Império Romano e influenciou grandemente as fundações da civilização ocidental. Grande parte da política ocidental moderna, do pensamento artístico e científico, da literatura e da filosofia deriva desse período da história grega. O período clássico foi precedido pelo período arcaico, e foi sucedido pelo período helenístico.


Apesar da perda de influência política e econômica, a cultura grega iria ser assimilada pelos romanos, povo que iria dar continuidade ao legado cultural da Grécia Antiga e que contribuiria para que as características do mundo grego chegassem até os dias atuais.

Quando falamos em Grécia Antiga não estamos nos referindo a um país unificado. Na verdade eram um conjunto de cidades que compartilhavam a língua, costumes e algumas leis. No entanto, muitas delas eram até inimigas entre si como foi o caso de Atenas e Esparta.
De todos as maneiras, no Período Clássico, os gregos procuraram cultivar a beleza e a virtude desenvolvendo as arte da música, pintura, arquitetura, escultura, etc.
Dessa maneira, acreditavam que os cidadãos seriam capazes de contribuir para o bem-comum. Estava lançada, assim, a democracia.
Sociedade
Cada polis tinha sua própria organização social. Algumas, como Atenas, admitiam a escravidão, por dívida ou guerras. Por sua vez, Esparta, tinha poucos escravos, mas possuíam os servos estatais, que pertencia ao governo espartano.
Ambas cidades tinham uma oligarquia que os governava que também eram os proprietários das terras cultiváveis.
Também em Atenas verificamos a figura dos estrangeiros chamados metecos. Só era cidadão quem nascia na cidade e por isso, os estrangeiros não podiam participar das decisões políticas da polis.
Entenda mais em: Esparta e Atenas.




O período Arcaico teve como principal característica o fortalecimento das cidades-estados ou as pólis gregas. As cidades-estados que mais se destacaram foram Esparta e Atenas. A primeira em virtude de sua estrutura aristocrática e guerreira, cuja organização social era rigidamente hierarquizada. A segunda pelo desenvolvimento do comércio em diversas regiões do mar Mediterrâneo, principalmente com as áreas de colonização da Magna Grécia, e também pelas instituições políticas criadas.

Em Atenas, as lutas políticas entre as distintas classes sociais levaram à criação da democracia política, na qual poderiam participar das decisões sobre os rumos da pólis os cidadãos, grupo formado pelos homens maiores de 21 anos, filhos de pais e mães atenienses. Estavam excluídos dos direitos de cidadania as mulheres, os estrangeiros e os escravos.





Período Helenístico

        O período conhecido como helenístico foi um marco entre o domínio da cultura grega e o advento da civilização romana. Os sopros inspiradores da Grécia se disseminaram, nesta época, por toda uma região exterior conquistada por Alexandre Magno, rei da Macedônia. Com suas investidas bélicas ele incorporou ao universo grego o Egito, a Pérsia e parte do território oriental, incluindo a Índia.
Neste momento desponta algo novo no cenário mundial, uma cultura de dimensão internacional, na qual se destacam a cultura e o idioma grego. Esta era tem a duração de pelo menos trezentos anos, encontrando seu fim em 30 a.C., com a invasão do Egito pelos romanos. Alexandre Magno.
O período helenístico é caracterizado principalmente por uma ascensão da ciência e do conhecimento. A cultura essencialmente grega se torna dominante nas três grandes esferas atingidas pelo Helenismo, a Macedônia, a Síria e o Egito. Mais tarde, com a expansão de Roma, cada um desses reinos será absorvido pela nova potência romana, dando espaço ao que historicamente se demarca como o final da Antiguidade. Antes disso, porém, os próprios romanos foram dominados pelos gregos, submetidos ao Helenismo, daí a cultura grega ser depois perpetuada pelo Império Romano.
Agora não havia mais limites entre os diferentes territórios, as diversas culturas e religiões. Antigamente cada povo cultuava seus próprios deuses, mas com a difusão da cultura grega tudo se transforma em um grande caldeirão sincrético, no qual misturam-se as mais variadas visões religiosas, filosóficas e científicas. Alexandria era o grande centro da cultura helenística, especialmente no campo das artes e literatura.
Entre os alexandrinos floresceram as mais significativas edificações culturais deste período – o Museu, que englobava o Jardim Botânico, o Zoológico e o Observatório Astronômico; e a famosa biblioteca de Alexandria, que abrigava pelo menos 200.000 livros, salas nas quais os copistas trabalhavam ativamente e oficinas direcionadas para a confecção de papiros. Outro núcleo cultural importante foi o de Antioquia, capital da Síria, localizado próximo à foz do rio Orontes, em pleno Mediterrâneo.
A era helenística conheceu o incrível progresso da história, com destaque para Polibius; a ascensão da matemática e da física, campos nos quais surgem Euclides e Arquimedes; o desenvolvimento da astronomia, da medicina, da geografia e da gramática. A literatura conhece o apogeu com o poeta Teocritus, que prepondera especialmente na poesia idílica e bucólica.





Economia

A economia grega se baseava em produtos artesanais, a agricultura e o comércio.
Os gregos faziam produtos em coro, metal e tecidos. Estes davam muito trabalho, pois todas as etapas de produção - desde a fiação até o tingimento - eram demoradas.
Os cultivos estavam dedicados às vinhas, oliveiras e trigo. A isto somavam-se à criação de animais de pequeno porte.
O comércio estava presente e afetava toda sociedade grega. Para realizar as trocas comerciais se usava a moeda "dracma".
Havia tanto o pequeno comércio do agricultor, que levava sua colheita ao mercado local, quanto o grande comerciante, que possuía barcos que faziam toda rota do Mediterrâneo.


Religião

A  religião da Grécia Antiga era politeísta. Ao receber a influência de vários povos, os gregos foram adotando deuses de outros lugares até constituir o panteão de deuses, ninfas, seres humanos que alcançavam a imortalidade e deuses que perdiam sua condição imortal.
As estórias dos deuses serviam de ensinamento moral à sociedade, e também para justificar atos de guerra e de paz. Os deuses também interferiam na vida cotidiana e, praticamente, havia uma deidade para cada função.


CULTURA

 A cultura grega está intimamente ligada à religião. A literatura, a música e o teatro contavam os feitos dos heróis e de sua relação com os deuses que viviam no Olimpo.

As peças teatrais eram muito populares e todas as cidades tinham seu palco onde eram encenadas as tragédias e comédias.
A música era importante para alegrar banquetes civis e acompanhar atos religiosos. Os principais instrumentos eram a flauta, tambores e harpas. Esta última era utilizada para ajudar os poetas a recitarem suas obras.
Igualmente, os esportes faziam parte do cotidiano grego. Por isso, para celebrar a aliança entre as diferentes polis, organizavam-se competições nos tempos de paz.
A primeira delas foi realizada em 776 a.C, na cidade de Olímpia e daí seria conhecida como Jogos Olímpicos, ou simplesmente, Olimpíadas.


Ascensão das cidades-estados

O termo “cidade-estado”, que é de origem inglesa, não traduz completamente o termo grego para essas mesmas entidades, polis. Poleis eram diferentes das cidades-estado antigas em que eram governados por corpos dos cidadãos que viviam lá. Muitos foram inicialmente estabelecidos, como em Esparta, através de uma rede de aldeias, com um centro de governança sendo estabelecido em um centro urbano central. À medida que as noções de cidadania alcançaram proeminência entre os proprietários de terras, a polischegou a incorporar um corpo inteiro de cidadãos e o termo poderia ser usado para descrever a população de um lugar, em vez da localização física em si. Elementos básicos de uma polis  freqüentemente incluíam o seguinte:

- Autonomia, autonomia e independência
- Um centro social e mercado financeiro, chamado ágora
- Planejamento Urbano e Arquitetura
- Templos, altares e outros recintos sagrados, muitos dos quais seriam dedicados à divindade patronal da cidade
- Espaços públicos, como ginásios e teatros
- Paredes defensivas para proteger contra invasão
- Cunhagem cunhada pela cidade.


 Polis  foram estabelecidos e expandidos pelo synoecism, ou a absorção de aldeias próximas e tribos. A maioria das cidades era composta de várias tribos que, por sua vez, eram compostas por grupos que compartilhavam ancestrais comuns e suas famílias estendidas. Território era um meio menos útil de pensar sobre a forma de uma pólis do que regiões de associações religiosas e políticas compartilhadas.


Habitantes de uma polis eram tipicamente divididos em quatro classes sociais separadas, com o status de um indivíduo geralmente sendo determinado no nascimento. Homens adultos livres, nascidos de cidadãos legítimos, eram considerados cidadãos com plenos direitos legais e políticos, incluindo o direito de votar, ser eleitos no cargo e portar armas, com a obrigação de servir no exército durante a guerra. Os parentes femininos e filhos menores de cidadãos plenos também eram considerados cidadãos, mas não tinham direitos políticos formais. Eles eram tipicamente representados na sociedade por seus parentes adultos do sexo masculino. Cidadãos de outras poleis que escolheram residir em uma polis diferentepossuíam plenos direitos em seu lugar de origem, mas não tinham direitos políticos em seu novo local de residência. Caso contrário, esses cidadãos tinham direitos pessoais e de propriedade completos sujeitos a tributação. Finalmente, os escravos eram considerados posses de seu dono e não tinham direitos ou privilégios além daqueles concedidos por seu dono.

Pesquisa e organização da postagem: professoras
Lourdes Duarte
Melânia da Natividade


Fontes bibliográficas:



segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Meu país - Zezé de Camargo e Luciano.wmv BRASIL! EM SE PLANTADO TUDO DÁ



BRASIL! EM SE PLANTADO TUDO DÁ


Nesta terra, em se plantando, tudo dá!
Já dizia Pero Vaz de Caminha...
Eu digo mais, o que se planta, é o que se colhe...
Plante ódio, e o colherá...
Plante amizade, e a colherá...
Plante mágoas, e as colherá...
Plante paz, e a colherá...
Plante silêncio, e o colherá...
Plante diálogo, e o colherá...
Pra tudo serve desde "Caminha"...
Plante Lula, e colherá Dilma...
Portanto...
Cultive as boas amizades, os amigos, os irmãos...
Independentemente de tudo o que se passa na passageira vida...
Há tempo!
Em tempo, essa terra (nosso corpo e mente)
é fértil e de bons "ares" basta semente boa, e os colherá...
Elmar Santos



A expressão “em se plantando tudo dá” remete à Carta escrita em 1º de maio de 1500 por Pero Vaz de Caminha ao rei Dom Manuel, contando sobre a nova terra. A Carta, documento considerado de fundação do Brasil, só seria publicada em 1817. O que se lê na Carta, no entanto, é:
“Nela, até agora, não pudemos saber que haja ouro, nem prata, nem coisa alguma de metal ou ferro; nem lho vimos. Porém a terra em si é de muito bons ares, assim frios e temperados, como os de Entre Doiro e Minho, porque neste tempo de agora os achávamos como os de lá.
Águas são muitas; infindas. E em tal maneira é graciosa que, querendo-a aproveitar, dar-se-á nela tudo, por bem das águas que tem.” (Carta de Pero Vaz de Caminha)
Desse fragmento é que nasceu o “em se plantando tudo dá”, expressão usada até hoje e que designa que a terra era fértil.



SAIBA MAIS

   O enunciado “Em se plantando, tudo dá” é de autoria de Pero Vaz de Caminha, o escrivão que acompanhou Pedro Álvares de Cabral, em 1500. Consta na carta dirigida ao rei D. Manuel, de Portugal, dando informações sobre a viagem e impressões sobre a terra “descoberta”: o Brasil.
Às conclusões a que chegou sobre a nova terra tiveram origem no solo fértil das florestas densas e frondosas, nos rios limpos e repletos de peixes e no clima saudável e agradável aqui reinante. Era só olhar para os indígenas, na sua naturalidade, corpos sarados e sadios e perceber a graça exposta sem vergonha e constrangimentos.
Diante de tudo isso, foi fácil insculpir no papiro real: – Majestade, pode ordenar o início das plantações de tudo o que existe, de Norte a Sul, de Leste a Oeste, porque, ali, na nova terra, em se plantando, tudo dá, não importa o lugar.

Agora, da janela do quarto do meu apartamento, vejo, ao longe, de forma inusitada, a concretização do registro histórico de Caminha, nos tempos atuais. Vejo uma horta plantada à beira estrada, entre o meio fio e o barranco, em uma longa faixa, com a largura de meio metro a um metro e meio. É na Rua Piratuba, em Indaial, no bairro Rio Morto, bem seja dito, não há saída, portanto, a movimentação de carros e pedestres não é tão intensa quanto em outras ruas.
Se de longe havia dúvidas quanto à veracidade e beleza das hortaliças, fui conferir de perto: havia, ali: chás, temperos verdes, couves, nabos, cenouras e beterrabas; todos viçosos e lindos, dando água na boca só em pensar tê-los à mesa. Não sei quem os plantou e quem cuida deles. Há um prédio com alguns apartamentos no outro lado da rua. Certamente, mora ali a pessoa cuidadora da horta beira-estrada. Não vi, mas tenho a impressão de que uma senhora, relativamente idosa, repleta de benevolências, é responsável pelo trabalho e capricho. Não tem nada demais nisso, é só plantar.



    Mas não é só isso. Já vi plantas nascerem e crescerem nos mais diferentes lugares. Vi um pé de palmito no telhado de uma casa entre musgos e telhas; uma figueira sobre uma pedra gigante; uma samambaia na fenda de uma rocha, sem contar os liquens nos fios elétricos tão frequentes em Ibirama e nem foi preciso plantá-los.
Pois é, caro leitor! São espécies que foram plantadas pelas mãos dos homens, ou pela própria natureza, assim como a horta à beira do barranco, na Rua Piratuba. Estas e tantas outras plantas estavam no script de Pero Vaz de Caminha. Basta plantar, pois aqui tudo dá.
É evidente que há outras formas de plantar e que também, em se plantando, tudo dá, mesmo que o escrivão de Cabral não tenha feito alusão a elas. Refiro-me à plantação de palavras. Plantar palavras é como plantar cafezais, canaviais, laranjais e tantas outras culturas. As palavras ficam enfileiradas tão bem organizadas como as grandes áreas de culturas, pé a pé, até se perderem de vista e formarem páginas e mais páginas de romances, contos, crônicas, peças de teatro e poemas.
Todavia, no início não foi assim. Apareceram textos em jornais, revistas e depois de algum tempo em livros. Escritores de Ibirama e também de Presidente Getúlio plantaram livros. Os primeiros nasceram humildes, simples, finos e mesmo na sua simplicidade conquistaram leitores, muitos de perto e poucos de longe. Com o tempo passando, adquiriram estilo e se transformaram em clássicos da literatura e foram se espalhando pelo Estado e pelo País. Embora poucos saibam, aconteceram premiações e reconhecimento de escritores insignes e críticos literários conceituados. Sim, a colheita foi farta.
Agora, na terra, onde em se plantando, tudo dá, novamente estão germinando as sementes, já com as primeiras folhas aparecendo à luz do astro-maior: a Academia de Letras do Brasil – Seccional de Ibirama. Isto foi possível devido a um trabalho conjunto, como afirma a Presidente da Academia, a imortal Apolônia Gastaldi, embora se saiba que sem os esforços e dedicação desta renomada e incansável escritora, nada teria acontecido. Reconhece-se também a colaboração do Grupo de Apoio à academia, que sempre presente e atuante foi partícipe do evento.
    Ibirama, como muitos já afirmaram, é uma cidade pequena, pacata e humilde, rodeada de montanhas e por isso cunhada de cidade fechada. Poderia ser uma cidade qualquer, mas não é. Aqui se planta e aqui se colhe com fartura. Assim é no futebol, no ciclismo, no atletismo, na cultura e em tantas outras áreas. Compete-se de igual por igual com cidades de porte muito superior a nossa.
Com a fundação da Academia de Letras do Brasil, Ibirama foi notícia no país inteiro, pois aqui esteve o Presidente Nacional da Academia de Letras do Brasil, o Prof. Dr. Mário Roberto Carabajal, acompanhado do Presidente Estadual, Prof. Dr. Miguel João Simão e muitos escritores e poetas de outras cidades. Agora se tem a convicção de que haverá motivação bastante para produzir mais ainda, isto é, plantando palavras, palavras, palavras, como se fossem laranjeiras, pereiras, pessegueiros e abacateiros; ou plantando laranjeiras, pereiras, pessegueiros e abacateiros, como se fossem romances, contos crônicas, peças de teatro e poemas, pois há a certeza de que aqui tudo dá. Sim, aqui tudo dá! Alguém duvida disso?


   Como vimos, Já dizia Pero Vaz de Caminha "aqui tudo o que se planta dá". Porque muitos passam fome no Brasil?
Dá para entender que em muitos países haja fome e pobreza. Pois as terras de lá não são muito generosas, existe desertos, rios que não produzem nada de peixes, como   é  o caso de muitos países da Asia e África. Mas como entender isto no Brasil? Até parece que aqui as pessoas são privadas de produzir para viver se o seu produto não estiver nos "conformes" de uma minoria que manda e desmanda no país.

A FOME E A MISÉRIA NO BRASIL É SIMPLESMENTE ESTÚPIDA E RIDÍCULA, INÁCEITÁVEL, POIS O PAÍS TEM ÁGUAS E TERRAS MUITO GENEROSAS, COM O MAIOR POTENCIAL PRODUTIVO DO MUNDO.





Fontes:
http://historiasdagentebrasileira.com.br/site/em-se-plantando-tudo-da/
http://www.harrywiese.pro.br/modulos/infocronicas.php?id=87
Pesquisa e organização da postagem: Profª Lourdes Duarte.

terça-feira, 24 de outubro de 2017

Clara Nunes - Canto das 3 raças e A CONTRIBUIÇÃO DAS TRÊS RAÇAS (ÍNDIOS, NEGROS E EUROPEUS) PARA AFORMAÇÃO DO POVO BRASILEIRO, ANALISANDO OS DIFERENTES CONCEITOS DEMISCIGENAÇÃO




A CONTRIBUIÇÃO DAS TRÊS RAÇAS (ÍNDIOS, NEGROS E EUROPEUS) PARA AFORMAÇÃO DO POVO BRASILEIRO, ANALISANDO OS DIFERENTES CONCEITOS DEMISCIGENAÇÃO


Canto Das Três Raças
Clara Nunes

Ninguém ouviu
Um soluçar de dor
No canto do Brasil

Um lamento triste
Sempre ecoou
Desde que o índio guerreiro
Foi pro cativeiro
E de lá cantou

Negro entoou
Um canto de revolta pelos ares
No Quilombo dos Palmares
Onde se refugiou

Fora a luta dos Inconfidentes
Pela quebra das correntes
Nada adiantou

E de guerra em paz
De paz em guerra
Todo o povo dessa terra
Quando pode cantar
Canta de dor

ô, ô, ô, ô, ô, ô
ô, ô, ô, ô, ô, ô

ô, ô, ô, ô, ô, ô
ô, ô, ô, ô, ô, ô

E ecoa noite e dia
É ensurdecedor
Ai, mas que agonia
O canto do trabalhador

Esse canto que devia
Ser um canto de alegria
Soa apenas
Como um soluçar de dor



      A História do Brasil é marcada por vários fatos e acontecimentos que deixaram marcas profundas na sociedade, e que foram contados e recontados ao longo dos anos com versões renovadas que estiveram de encontro à historiografia tradicional, trazendo um novo olhar sobre a colonização, miscigenação e a questão racial no Brasil. O grande encontro de povos a partida América portuguesa colocou em contato culturas completamente diferentes, cada qual, com os seus costumes, crenças e valores, gerando diversas discussões acerca de brancos, índios engrossa miscigenados. A mestiçagem como fato social só começou a ser percebida no século XIX, sendo, porém entendida por uma sociedade dominada pela noção da superioridade branca, como um fenômeno negativo, que degradava o povo brasileiro. Diversos foram às visões a respeito da problemática da mescla cultural, aparecendo pela primeira vez com Von Martinus que afirmava que para compreender a História brasileira era necessário um estudo das três raças que lhe deram origem; em um período que reinava o sistema escravista, admitir a contribuição de negro na formação étnica brasileira apontava como uma questão desafiadora; no entanto, suas ideias não foram seguidas ao longo do século.

      Na atualidade não existe nenhuma sociedade ou grupo social que não possua a mistura de etnias diferentes. Há exceções como pouquíssimos grupos indígenas que ainda vivem isolados na América Latina ou em algum outro lugar do planeta.
    De modo geral, as sociedades contemporâneas são o resultado de um longo processo de miscigenação de suas populações, cuja intensidade variou ao longo do tempo e do espaço. O conceito “miscigenação” pode ser definido como o processo resultante da mistura a partir de casamentos ou coabitação de um homem e uma mulher de etnias diferentes.
     A miscigenação ocorre na união entre brancos e negros, brancos e amarelos e entre amarelos e negros. O senso comum divide a espécie humana entre brancos, negros e amarelos, que, popularmente, são tidos como "raças" a partir de um traço peculiar – a cor da pele. Todavia, brancos, negros e amarelos não constituem raças no sentido biológico, mas grupos humanos de significado sociológico.
     No Brasil, há o “Mito das três raças”, desenvolvido tanto pelo antropólogo Darcy Ribeiro como pelo senso comum, em que a cultura e a sociedade brasileiras foram constituídas a partir das influências culturais das “três raças”: europeia, africana e indígena.
       Contudo, esse mito não é compartilhado por diversos críticos, pois minimiza a dominação violenta provocada pela colonização portuguesa sobre os povos indígenas e africanos, colocando a situação de colonização como um equilíbrio de forças entre os três povos, o que de fato não houve. Estudos antropológicos utilizaram, entre os séculos XVII e XX, o termo “raça” para designar as várias classificações de grupos humanos; mas desde que surgiram os primeiros métodos genéticos para estudar biologicamente as populações humanas, o termo raça caiu em desuso.
Enfim, "o mito das três raças" é criticado por ser considerado uma visão simplista e biologizante do processo colonizador brasileiro.

Orson Camargo
Colaborador Brasil Escola
Graduado em Sociologia e Política pela Escola de Sociologia e Política de São Paulo – FESPSP
Mestre em Sociologia pela Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP


MITO DAS TRÊS RAÇAS

       O mito das três raças trata-se de uma noção desenvolvida tanto no senso comum quanto em obras de autores como Darcy Ribeiro que afirma que a cultura e a sociedade brasileiras foram constituídas através de influências culturais de três raças: a europeia (i.e. portuguesa), a africana e a indígena.
    Isto é considerado um "mito" por críticos a esse tipo de pensamento por diversos fatores, entre eles:
     Esta ideia de certa maneira minimiza a violência da dominação colonialista exercida pelos portugueses nos povos ameríndios e africanos, colocando a situação de colonização como um relativo equilíbrio de três forças, quando de fato há um desequilíbrio claro e extremo.
há um ataque à ideia de raça enquanto fator definidor de cultura. Há quem diga que raça não existe, aliás.

falar de "três culturas" - é o mesmo que falar "três culturas em desequilíbrio" - seria problemático por que é incorreto considerar os indígenas brasileiros e os povos africanos escravizados como uma coisa só: o que é homogeneizado na visão europeia na realidade são milhares de grupos diferentes cada um com seus costumes etc.
Várias obras literárias reforçam a ideia do mito das três raças. Entre elas podemos citar Casa Grande e Senzala, de Gilberto Freyre (relação entre negros e brancos) e O Guarani, de José de Alencar (relação entre índios e brancos). O documentário O Povo Brasileiro, dirigido por Darcy Ribeiro, é um exemplo de registro da ideia desse mito.
Apesar do mito das três raças tentar caracterizar a formação da sociedade brasileira, muitos de seus partidários não deixam de considerar que, embora haja no Brasil uma grande miscigenação, as diferentes raças brasileiras, no dia a dia, ainda convivem com uma realidade de preconceito.


Repúdio ao ´mito´ das três raças: SERGIO BUARQUE DE HOLANDA


Publicado por José Roberto Ferreira Militao em 25 abril 2011 às 18:40 em Inclusão Social
Por J.Roberto Militão
SERGIO BUARQUE DE HOLANDA e o repúdio ao mito das três raças:
http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/sergio-buarque-e-o-mito-da...

                        Embora não seja nem historiador nem cientista social foi na condição de ativista radical contra a classificação racial dos humanos que, convidado, participei desse debate do sabático aos dois volumes de escritos não clássicos de SBH na busca de mais subsídios para a luta contra o racialismo estatal e contra os defensores da raça estatal, pois, aprendi em “Raízes do Brasil”  a utopia de ser simplesmente humanista e de repúdio à falaciosa classificação racial dos humanos. O desafio da luta contra o racismo é a destruição da crença em ´raças humanas´ a base nuclear do sentimento racista que é a classificação biológica dos humanos em grupos raciais e sua hierarquia implícita, conforme a tradição legada por Aristóteles e que tantos males já produziram à humanidade.

                        Com precisão acadêmica, a partir de 1930, RAÍZES DO BRASIL e CASA GRANDE & SENZALA, romperam e descredenciaram o racialísmo até então crescente nas universidades e intelectualidade brasileira, a tempo de nos salvar da cumplicidade com a tragédia do nazi-fascismo que se anunciava. Em Raízes, SBH não só repudia o mito de que no Brasil se dava o encontro e mestiçagem das três raças: ele recusava o conceito biológico de ´raças humanas´. Não aceitava que o brasileiro seja o fruto da mistura, até então considerada degenerativa, das ´raças´, conforme afirmava a eugenia com base em falsas premissas da biologia ainda rudimentar.
                        Hoje, tanto a biologia avançada e a genética, comprovam que SBH tinha inteira razão: se não há raças biológicas, não poderia haver o ´encontro´ das raças diferentes, repudiando assim o mito. Para Sérgio o pertencimento ´racial´ nos impõe a prisão a uma condição biológica da qual não podemos nos libertar. O “ser nacional” brasileiro, para ele, é fruto da condição humana pelas transições culturais de cada um, de cada povo, de cada momento histórico nos fazendo simplesmente, brasileiros. O "ser nacional", dizia, é fruto de uma determinada cultura. "É um ser cultural´ (mutante) e não um " ser biológico" (imutável). Na condição de humanos podemos optar, como fez ´Che´ GUEVARA por ser universal, continental, nacional ou regional. Podemos ou não mudar a nossa condição e nosso pertencimento. Como pertencentes a uma ´raça´, estaremos dentro de uma jaula biológica, da qual, por ser imutável, jamais podemos nos libertar. Nós não precisamos de direitos segregados, pois apenas queremos  “ser brasileiros” dizia, em 2001, o saudoso professor MILTON SANTOS.
                         A atualidade dessa distinção está entre ser simplesmente humanista e a aceitação dos ideais racistas do século 19 e início do...
continua:
http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/sergio-buarque-e-o-mito-da...

FONTES:
 https://pt.scribd.com/document/143586321/A-Contribuicao-Das-Tres-Racas-Indios-Negros-e-Europeus-Para-a-Formacao-Do-Povo-Brasileiro-Analisando-Os-Diferentes-Conceitos-de-Miscigenacao
http://brasilescola.uol.com.br/sociologia/o-brasil-varias-cores.htm
https://pt.wikipedia.org/wiki/Mito_das_tr%C3%AAs_ra%C3%A7as
http://humanidadesruibarbosa.blogspot.com.br/2012/04/cultura-brasileira-da-diversidade.html
https://www.vagalume.com.br/clara-nunes/canto-das-tres-racas.html


Vem Vencer
Mombaça

Somos a mesma nação
Somos todos irmãos
Todo mundo é a bola

Não adianta odiar
Tá no Dna
Somos a raça humana

Quando a torcida levanta
O tam se adianta
Um grito de paz

Do cartola ao treinador
Do juíz ao torcedor
Somos iguais

Do maqueiro ao médico
Do gandula ao jogador
Somos iguais

Vem vencer
Seus preconceitos de raça
Vem vencer
Seus preconceito de cor

Vem vencer
Seus preconceitos imundos
Pra valer
Ser campeão do mundo

Iluminada a terra do samba
O Brasil de fato
É o país do futebol

Todo mundo joga
Todo mundo dribla
Todo mundo brinca carnaval

De braços abertos
De cara pintada
Orgulho da raça somos nós

Vencer preconceito, ditadura e (?)
Assim a gente acorda e levanta nosso gigante
É no alto falante o brado retumbante
Assim a gente acorda e levanta nosso gigante

Somos a mesma nação
Somos todos irmãos
Todo mundo é a bola

Não adianta odiar
Tá no Dna
Somos a raça humana

Quando a torcida levanta
O TAM se adianta
Um grito de paz

Do cartola ao treinador
Do juiz ao torcedor
Somos iguais

Do maqueiro ao médico
Do gandula ao jogador
Somos iguais

Vem vencer
Seus preconceitos de raça
Vem vencer
Seus preconceito de cor

Vem vencer
Seus preconceitos imundos
Pra valer
Ser campeão do mundo

Iluminada a terra do samba
O Brasil de fato
É o país do futebol

Todo mundo joga
Todo mundo dribla
Todo mundo brinca carnaval

De braços abertos
De cara lavada
Orgulho da raça somos nós

Vem vencer
Seus preconceitos de raça
Vem vencer
Seus preconceito de cor

Vem vencer
Seus preconceitos imundos
Pra valer
Ser campeão do mundo

Vem vencer, vem vencer
Vem vencer, Vem vencer
Vem vencer, Vem vencer

Seus preconceito de cor
Vem vencer
Seus preconceitos imundos
Pra valer
Ser campeão do mundo

Vem vencer
Seus preconceitos de raça
Vem vencer
Seus preconceito de cor

Vem vencer
Seus preconceitos imundos
Pra valer
Ser campeão do mundo

Letra enviada por Playlists Do Vagalume
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Pesquisa e organização da postagem: Profª Lourdes Duarte


quarta-feira, 9 de agosto de 2017

O ILUMINISMO, OS IDEAIS ILUMINISTAS E PRINCIPAIS FILÓSOFOS ILUMINISTAS.





O ILUMINISMO

       O movimento conhecido como Iluminismo (ou Ilustração) foi um influente processo cultural, social, filosófico e político que tem suas origens ainda no século XVII, com a Revolução Científica possibilitada pela pesquisa efetuada por nomes como René Descartes (1596-1650) e Isaac Newton (1643-1727), mas se desenvolveu plenamente apenas durante o século seguinte. Por tal motivo, os anos 1700 são qualificados como o “Século das Luzes”. Embora a França seja amplamente considerada a nação que liderou o processo de desenvolvimento desta mentalidade, o próprio termo faz referência à palavra alemã Aufklarung, que significa esclarecimento; logo, podemos ver os primeiros sinais do movimento em outras partes da Europa – como o Sacro Império Romano Germânico, Holanda e Inglaterra – antes que o Iluminismo encontrasse terreno mais fértil em França.
Nesta sociedade extraordinariamente desigual, onde as classes privilegiadas possuíam privilégios e isenções notáveis ao custo da exploração de parte esmagadora da população, o Iluminismo rapidamente ganharia adeptos entre a ascendente classe burguesa. Isto não quer dizer, porém, que o Iluminismo fosse uma escola de pensamento propriamente dita, e muito menos que se tratasse de um movimento homogêneo. De fato, seu ecletismo era tamanho que acabava resultando em um pensamento pouco original para a época. Isso levaria alguns estudiosos a afirmarem mesmo que o movimento iluminista foi apenas uma invenção posterior dos revolucionários franceses em busca de legitimação para suas ações.
O diferencial do Iluminismo em relação aos demais movimentos do período, contudo, estava em sua abordagem estrita da razão, principalmente em relação ao viés científico, numa linha de pensamento que poderia ser aplicada tanto a filósofos e intelectuais quanto a matemáticos e físicos. Com o passar as décadas, cresceu a ideia de que o mesmo método poderia ser utilizado com sucesso em outras áreas da vida, levando ao progresso e à felicidade; assim, em breve a própria política se apropriaria da ideia da razão como a mais benéfica para a sociedade em geral, em contraponto à mera autoridade e à estratificação. Alguns monarcas europeus do período seriam até conhecidos como déspotas iluminadosou soberanos filósofos – como Catarina II da Rússia (1729-96), Frederico II da Prússia (1712-86) e, em certa medida, Maria Teresa d’Áustria (1717-80) – devido às reformas que visavam ao bem-estar de seus súditos.


    Segundo o Iluminismo, apenas a razão, aliada ao método científico, poderia fornecer as verdades elementares que seriam as bases do progresso do conhecimento. Partindo disso, é mais fácil compreender a iniciativa de vários nomes ligados ao movimento – como Denis Diderot (1713-84), Voltaire (1694-1778), Jean-Jacques Rousseau (1712-78) e Montesquieu (1689-1755), apenas para citar os mais notáveis – para começar o desenvolvimento e publicação daqueles que se tornariam, entre a década de 1750 e a década de 1770, os 35 volumes da Enciclopédia. Somando no total cerca de 70.000 textos sobre os mais variados assuntos, a Enciclopédia era uma espécie de catálogo ornamentado de todo o conhecimento da época em que foi produzida. Pela primeira vez na história, toda a sabedoria humana foi reunida numa só coleção que estava totalmente disponível ao público, incentivando, assim, o pensamento livre.
       Este movimento surgiu na França do século XVII e defendia o domínio da razão sobre a visão teocêntrica que dominava a Europa desde a Idade Média. Segundo os filósofos iluministas, esta forma de pensamento tinha o propósito de iluminar as trevas em que se encontrava a sociedade.


Os ideais iluministas 

Os pensadores que defendiam estes ideais acreditavam que o pensamento racional deveria ser levado adiante substituindo as crenças religiosas e o misticismo, que, segundo eles, bloqueavam a evolução do homem. O homem deveria ser o centro e passar a buscar respostas para as questões que, até então, eram justificadas somente pela fé. 


Século das Luzes

    A apogeu deste movimento foi atingido no século XVIII, e, este, passou a ser conhecido como o Século das Luzes. O Iluminismo foi mais intenso na França, onde influenciou a Revolução Francesa através de seu lema: Liberdade, igualdade e fraternidade. Também teve influência em outros movimentos sociais como na independência das colônias inglesas na América do Norte e na Inconfidência Mineira, ocorrida no Brasil. 

Para os filósofos iluministas, o homem era naturalmente bom, porém, era corrompido pela sociedade com o passar do tempo. Eles acreditavam que se todos fizessem parte de uma sociedade justa, com direitos iguais a todos, a felicidade comum seria alcançada. Por esta razão, eles eram contra as imposições de caráter religioso, contra as práticas mercantilistas, contrários ao absolutismo do rei, além dos privilégios dados a nobreza e ao clero. 

Os burgueses foram os principais interessados nesta filosofia, pois, apesar do dinheiro que possuíam, eles não tinham poder em questões políticas devido a sua forma participação limitada. Naquele período, o Antigo Regime ainda vigorava na França, e, nesta forma de governo, o rei detinha todos os poderes. Outra forma de impedimento aos burgueses eram as práticas mercantilistas, onde, o governo interferia ainda nas questões econômicas. 

No Antigo Regime, a sociedade era dividida da seguinte forma: Em primeiro lugar vinha o clero, em segundo a nobreza, em terceiro a burguesia e os trabalhadores da cidade e do campo. Com o fim deste poder, os burgueses tiveram liberdade comercial para ampliar significativamente seus negócios, uma vez que, com o fim do absolutismo, foram tirados não só os privilégios de poucos (clero e nobreza), como também, as práticas mercantilistas que impediam a expansão comercial para a classe burguesa. 



Principais filósofos iluministas 

Os principais filósofos do Iluminismo foram: John Locke (1632-1704), ele acreditava que o homem adquiria conhecimento com o passar do tempo através do empirismo; Voltaire (1694-1778), ele defendia a liberdade de pensamento e não poupava crítica a intolerância religiosa; Jean-Jacques Rousseau (1712-1778), ele defendia a ideia de um estado democrático que garanta igualdade para todos; Montesquieu (1689-1755), ele defendeu a divisão do poder político em Legislativo, Executivo e Judiciário; Denis Diderot (1713-1784) e Jean Le Rond d´Alembert (1717-1783), juntos organizaram uma enciclopédia que reunia conhecimentos e pensamentos filosóficos da época.


Fontes:
 http://www.infoescola.com/historia/iluminismo/
http://www.suapesquisa.com/historia/iluminismo/



Organização ; Profª Lourdes Duarte.