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terça-feira, 21 de agosto de 2018

A CIÊNCIA E O MÉTODO CIENTÍFICO E A CIÊNCIA MODERNA




ESCOLA DE REFERÊNCIA EM ENSINO MÉDIO DR. MOTA SILVEIRA



DISCIPLINA : MATEMÁTICA



Grupo de Estudo MALBA TAHAN- GEMAT





A CIÊNCIA E O MÉTODO CIENTÍFICO E A CIÊNCIA MODERNA



A CIÊNCIA



      O que é ciência? De forma geral, pura e simplesmente “saber”. Mas em um sentido mais específico, ciência da forma que um cientista faz dentro de um laboratório pode ser definida como:

Forma ou conjunto de procedimentos utilizados para adquirir conhecimentos baseada em observações e experimentos passíveis de serem repetidos e que acabam por originar teorias. A ciência também busca desvendar as leis que descrevem o funcionamento do mundo material.

Um conceito associado é o de tecnologia, que consiste na utilização dos conhecimentos científicos para a obtenção de resultados práticos.

O conjunto de procedimentos utilizados pelos cientistas pode ser resumido ou exemplificado pelo método científico clássico, que consiste das seguintes etapas:

11-   Problema: a primeira coisa que se faz é perceber um “problema”. Basicamente é aquilo que se quer resolver ou saber mais sobre.
22-     Pergunta: então o problema é formulado em forma de pergunta, para que a partir daí se possa tentar obter uma resposta.
33-    Formulação de uma hipótese. Hipótese é uma tentativa de explicar um fenômeno.
44-     Teste da hipótese: consiste na observação e/ou elaboração de um experimento para testá-la.
55-    Conclusões sobre a validade da hipótese: onde se pode rejeitar ou aceitar a hipótese, dependendo dos resultados dos testes. Se a hipótese for rejeitada, é necessário formular uma nova, a partir dos dados obtidos, caso a hipótese seja confirmada ou aceita, ela pode vir a fazer parte de uma teoria.
Teoria: conjunto de conhecimentos que procura explicar fenômenos abrangentes da natureza.



Vejamos um exemplo clássico:

     Alguém observa ou sabe que algumas goiabas apresentam larvas. Essa mesma pessoa também observa ou sabe que é comum haver moscas pousando nas goiabas em determinados períodos. Daí surge um problema, que pode ser formulado como pergunta: de onde vêm as larvas das goiabas?

O segundo passo é formular uma hipótese. Neste caso, a pessoa suspeita que as larvas sejam provenientes de ovos de moscas depositados nos frutos.
Em seguida, deve-se testar a hipótese. O indivíduo propôs fazer o seguinte: cobrir algumas goiabas com sacos plásticos antes do período em que as moscas começam a sobrevoar e pousar nos frutos.

Como você provavelmente já sabe, ao final do experimento, os frutos cobertos não apresentarão larvas (indicando que são provenientes dos ovos das moscas). Ao passo que os frutos descobertos, onde as moscas puderam pousar, apresentarão larvas, justamente devido ao fato de que as moscas puderam depositar seus ovos neles. A conclusão que se tira é a de que a hipótese foi confirmada e é verdadeira.


Alguns detalhes importantes a serem destacados:

11-     Note que a pessoa não cobriu todos os frutos. Em um experimento sempre é importante ter um grupo experimental que irá sofrer uma intervenção (neste caso, as goiabas cobertas) e um segundo grupo, chamado de grupo controle, que não sofrerá a intervenção (goiabas descobertas), mas ao final do experimento será comparado ao grupo experimental, para que se possamos ter uma boa noção dos efeitos da intervenção. Se acontecesse de as goiabas descobertas também não apresentarem larvas, a hipótese poderia ter de ser descartada ou reformulada.
22-     Caso a pessoa tivesse proposto a hipótese de que as larvas são provenientes das próprias goiabas, e não das moscas, os resultados do experimento iriam descartar essa hipótese, que por sua vez teria então de ser descartada ou reformulada.
33-     Os conhecimentos obtidos com esse conhecimento científico poderiam ser utilizados no desenvolvimento de tecnologias de preservação dos frutos, por exemplo.



MÉTODO CIENTÍFICO



       O método científico pode ser definido como a maneira ou o conjunto de regras básicas empregadas em uma investigação científica com o intuito de obter resultados o mais confiáveis quanto for possível. Entretanto, o método científico é algo mais subjetivo, ou implícito, do modo de pensar científico do que um manual com regras explícitas sobre como o cientista, ou outro, deve agir.

Geralmente o método científico engloba algumas etapas como: a observação, a formulação de uma hipótese, a experimentação, a interpretação dos resultados e, por fim, a conclusão. Porém alguém que se proponha a investigar algo através do método científico não precisa, necessariamente, cumprir todas as etapas e não existe um tempo pré-determinado para que se faça cada uma delas. Charles Darwin, por exemplo, passou cerca de 20 anos apenas analisando os dados que colhera em suas pesquisas e seu trabalho se constitui basicamente de investigação, sem passar pela experimentação, o que, contudo, não torna sua teoria menos importante. Algumas áreas da ciência, como a física quântica, por exemplo, baseiam-se quase sempre em teorias que se apoiam apenas na conclusão lógica a partir de outras teorias e alguns poucos experimentos, simplesmente pela impossibilidade tecnológica de se realizar a comprovação empírica de algumas hipóteses.
O método científico como conhecemos hoje foi o resultado direto da obra de inúmeros pensadores que culminaram no “Discurso do Método” de René Descartes, onde ele coloca alguns importantes conceitos que permeiam toda a trajetória da ciência até hoje. De uma forma um pouco simplista, mas apenas para dar uma visão melhor do que se trata o método proposto por Descartes, que acabou sendo chamado de “Determinismo Mecanicista”, “Reducionismo”, ou “Modelo Cartesiano”, ele baseia-se principalmente na concepção mecânica da natureza e do homem, ou seja, na concepção de que tudo e todos podem ser divididos em partes cada vez menores que podem ser analisadas e estudadas separadamente e que (para usar a frase clássica) “para compreender o todo, basta compreender as partes”.

     Talvez, o exemplo mais fácil de se verificar o método proposto por Descartes, seja através da medicina: baseada no modelo cartesiano a medicina se dividiu em especialidades cada qual procurando entender os mecanismos de funcionamento de um órgão ou parte específica do corpo humano. As doenças passaram a ser encaradas como algum distúrbio em determinada parte que constitui o homem, e o homem em si, como um todo, deixa de ser considerado na investigação da medicina segundo modelo cartesiano.

      Que o método de Descartes funcionou, não restam dúvidas a ciência evoluiu como nunca com a aplicação deste método. Porém a ciência que tinha como objetivo primeiro, proporcionar o bem estar ao homem através da compreensão e modificação da natureza a seu favor, como propôs Francis Bacon seguido por Descartes, perdeu seu sentido. Com a aplicação do modelo reducionista em todas as áreas do conhecimento as interações entre as partes e o todo e entre este e outros deixou de ser considerada causando sérios distúrbios sociais, ambientais e ameaçando até a existência do próprio homem em contradição com seu princípio fundamental.



A CIÊNCIA E A EVOLUÇÃO DO MÉTODO CIENTÍFICO





       A história do método científico considera as mudanças na metodologia da investigação científica que ocorrem ao longo de toda história da ciência. Desta forma, ao olhar para a dinâmica histórica não identificamos apenas um raciocínio científico, mas uma série de métodos adotados para construir conhecimento científico.
O desenvolvimento das regras que fazem parte do critério científico de construção de conhecimento não foi raciocínio direto. O método científico é debatido de forma relativamente frequente, especialmente sobre critérios de delimitação entre o que é, o que não é ciência, e o que é pseudociência. Ao longo da história da ciência muitos filósofos naturais e cientistas defenderam abordagens distintas sobre qual seria a melhor forma de se obter conhecimento.

        A criação do método científico é atribuída a René Descartes, mas tem suas raízes um pouco mais profundas em dois pensadores de nomes semelhantes: Roger e Francis Bacon. Roger Bacon (1220-1292) foi o primeiro a defender a experimentação como fonte de conhecimento. Francis Bacon (1561-1626) foi, porém, quem terminaria por fixar a base do que Descartes transformaria no moderno método científico. A nova abordagem de Francis Bacon foi fortemente influenciada por descobertas de cientistas como Copérnico e Galileu Galilei que o levaram a propor uma nova abordagem da investigação científica através do pensamento indutivo em contraposição ao pensamento dedutivo que desde Aristóteles predominava sobre as ciências. Francis Bacon é considerado um dos fundadores da ciência moderna sendo responsável por desenvolver o método empírico de pesquisa cientifica, onde a razão fica subordinada a experimentação. Bacon propõem o raciocínio indutivo ou indução, que vai do particular para o geral e onde o objetivo dos argumentos é levar a conclusões cujo conteúdo é muito mais amplo do que o das premissas nas quais se basearam (LAKATOS, E. M. e MARCONI, M. de A. Metodologia científica. São Paulo: Atlas, 1991).  
      Isaac Newton (1643-1727) foi o grande sintetizador das obras de Copérnico, Kepler, Bacon, Galileu e Descartes, desenvolvendo uma formulação matemática da concepção mecanicista da natureza. A partir dele estava plenamente estabelecido o paradigma mecanicista ou newtoniano-cartesiano. Com relação ao método científico, Newton, agrega o método empírico-indutivo e o racionalista-analítico-dedutivo, e vai além. Antes de Newton, duas tendências opostas orientavam a ciência: 1) o método empírico, indutivo, representado por Bacon; e, 2) o método racional, dedutivo, representado por Descartes. Ultrapassando Bacon em sua experimentação sistemática e Descartes em sua análise matemática, Newton unificou as duas tendências. Assim, estava montado o modelo de ciência que vigora até o presente momento, que foi um dos grandes responsáveis pelos avanços e retrocessos, pelos benefícios e malefícios que a sociedade moderna atual vive até o presente momento. Foi Newton quem deu vida ao sonho de Descartes completando a Revolução Científica.

        Como a ciência é um campo em constante mudança, o método científico de Descartes passa a ser questionado no início do século XX, após as descobertas de Einstein sobre a relatividade e de Niels Bohr sobre a física quântica que colocam em xeque um dos preceitos fundamentais do modelo mecanicista de Descartes. Até o início do século XX predominava na ciência o método científico baseado no modelo mecanicista proposto por René Descartes em seu Discurso do Método (2005). Entretanto as teorias da relatividade de Albert Einstein (1879-1955) e a mecânica quântica de Niels Bohr (1885- 1962) puseram em xeque alguns dos pilares do modelo cartesiano. As descobertas de Einstein e Bohr provaram a impossibilidade de determinar até mesmo a realidade dos resultados de uma observação, derrubando o preceito de que “para conhecer o todo, basta conhecer as partes” ao demonstrar que muitos fenômenos não possuem explicação se não encarados dentro de uma situação ou sistema e, sobretudo, derrubaram o preceito de que o objeto é separado e independente do observador, mostrando que o que conhecemos daquilo que acreditamos ser o objeto real é apenas o resultado de nossa intervenção nele e não o objeto em si.

CIÊNCIA MODERNA Por Me. Cláudio Fernandes



     A Ciência Moderna, isto é, a ciência que conseguiu articular o método de observação e experimentação com o uso de instrumentos técnicos (sobretudo o telescópio e o microscópio), começou a se desenvolver, propriamente, na Europa do século XVI. O nascimento dessa ciência nova é tido por muitos historiadores como uma revolução, haja vista que no mundo antigo e no mundo medieval as investigações sobre fenômenos naturais (terrestres e celestes), organismos vivos, dentre outras coisas, não se valiam do uso da técnica e não concebiam o universo como algo composto de uma mesma matéria uniforme, suscetível à corrosão e à finitude.
O universo, melhor dizendo, o mundo, para os antigos e medievais, era um sistema fechado, com estrutura muito bem definida e harmônica, grosso modo: um cosmos. Havia, segundo a terminologia aristotélica, o mundo sublunar (abaixo das esferas celestes e da Lua), isto é, terreno e finito – cheio de imperfeições, e o mundo supralunar, cujos corpos celestes não poderiam ter as mesmas imperfeições que os terrenos. Tal concepção foi absorvida pelos doutores da Igreja Católica em uma complexa e muito fértil combinação da doutrina da criação e investigação da natureza. Soma-se a essa combinação a perspectiva cosmológica desenvolvida por Ptolomeu, que concebia a Terra como sendo o centro desse cosmos harmônico.
Com o chamado Renascimento Cultural, que se deu em várias regiões da Europa entre os séculos XIV e XVI, houve um intenso intercâmbio de conhecimento a respeito de antigos tratados sobre astronomia e física, bem como o aperfeiçoamento de instrumentos de navegação, como a luneta – que mais tarde constituiria a base para a criação do telescópio, por Galileu Galilei. No norte da Europa, na região das atuais Polônia, Alemanha e Holanda e no sul, sobretudo na Itália – regiões que foram palco do desenvolvimento comercial neste período, o Renascimento deitou raízes em vários campos, principalmente o artístico e o científico.
O astrônomo polonês Nicolau Copérnico foi o primeiro a elaborar uma hipótese sobre o cosmos que se diferiu radicalmente daquela de Ptolomeu, que vigorava até então. Essa hipótese era a do Heliocentrismo, cujo postulado compreendia que os planetas, incluindo a Terra, giravam em torno da órbita do Sol. Partindo disso, o Sol poderia ser considerado o centro do Universo. A hipótese de Copérnico seria confirma por outro astrônomo, o italiano Galileu Galilei.

 
Estátua de Galileu (munido de seu telescópio) no Palácio de Uffizi, em Florença, Itália
Galileu foi o responsável pela criação do telescópio, instrumento decisivo para observação dos corpos celestes. Por meio do telescópio, Galileu pode perceber imperfeições na Lua e em outros planetas, fato que acabou por contestar a antiga concepção de um cosmos fechado. O historiador da ciência Alexandre Koyré compreende que a “destruição deste cosmos fechado”, operada por Galileu, Joahannes Kepler, Tycho Brahe, dentre outros cientistas, inaugura uma nova cosmologia, ou uma nova forma de se conceber o mundo físico, que, a partir do século XVII, passaria a ser a do universo infinito.
A concepção de um universo infinito pressupunha uma linguagem nova. A matemática seria essa nova linguagem. O mundo, segundo Galileu, poderia ser “lido”, interpretado, através de caracteres geométricos. A matemática e a lógica indutiva, mesclada com as concepções filosóficas do século XVII, notadamente o racionalismo de René Descartes e o empirismo dos filósofos ingleses, alinhavaram o sistema científico moderno, cujo desenvolvimento se deu progressivamente até o advento da Teoria da Relatividade de Einstein e da Mecânica Quântica, de Heisenberg e Bohn, na primeira metade do século XX.


PESQUISA E ORGANIZAÇÃO DA POSTAGEM- Professores
Lourdes Duarte
Elza Interaminese e 
Eduardo Xavier



Fontes bibliográficas
https://crentinho.wordpress.com/2009/02/10/a-ciencia-e-o-metodo-cientifico/
fevereiro 10, 2009 às 6:01 pm | Publicado em Blogroll, Uncategorized | Comentários desativadosem A CIÊNCIA E O MÉTODO CIENTÍFICO 
https://www.infoescola.com/ciencias/metodo-cientifico/
https://pt.linkedin.com/pulse/ci%C3%AAncia-e-evolu%C3%A7%C3%A3o-do-m%C3%A9todo-cient%C3%ADfico-fernando-alcoforado

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