Seguidores

sábado, 17 de fevereiro de 2018

23º edição do Poetizando e Encantando

Chegamos ao 23º  edição do Poetizando e Encantando 


Participando  do 23º Poetizando e Encantando.
Uma brincadeira, sem competição  indicada pela Profª Lourdes Duarte em seu blog Filosofando na Vida.
A partir de uma imagem que ela indica os participantes escrevem poesias, mensagens e ilustram suas postagens.

filosofandonavidaproflourdes.blogspot.com.br/





Venha você também participar


Escolhemos a primeira imagem sujerida por ela.




Vamos a minha participação e a do aluno Guilherme oliveira
Como não sou poeta, participei com o Guilherme, espero que gostem.




A TRISTE NOITE SEM LUAR
Autores: Elza e Guilherme oliveira.

Como é triste a noite sem luar,
Já imaginaram o que seria da noite,
E o que seria de nós românticos,
sem a luz do luar....


Tudo imerso nas trevas, sem cor
Sem a lua a nos contemplar
Ou sem a lua para nos guiar.
Seria o mesmo que  ficar na vida,
Desiludido sem  amor !


O que seria dos navegantes em alto mar
Procurando sempre  a lua sem achar
Sentir na vida um vazio, no mar
e de solidão sentiria horror.


Dizem que a lua é dos namorados
Eu digo, a lua é de todos...
Os amantes apaixonados,
Pela vida e pela natureza

Por ter tanta beleza!

******
Recebam o nosso abraço com desejos de um feliz fim de semana.




Amigos, como aqui é também um espaço para aprendizagem e pesquisas,
 Vamos aprender um pouco de literatura, sobre poesias com versos brancos ou versos livres. 



Literatura

O que são Versos Brancos?

Na teoria da literatura, os Versos Brancos, também chamados de “Versos Soltos” são aqueles que não apresentam esquemas de rima, entretanto podem apresentar métrica (medida).
Os versos brancos são muito utilizados desde o século XVIII no Brasil, sobretudo na poesia romântica, moderna e contemporânea.
Observe que o verso é o nome dado a uma linha da poesia, sendo o conjunto deles, denominado de estrofe. A rima representa aproximação de sons entre as palavras de um verso.

 Versos livres

Na teoria da literatura, os versos Livres, também chamados de versos irregulares ou heterométricos, são aqueles que não seguem um padrão de métrica definido, ou seja, não obedece às formas fixas, estando, portanto, em oposição aos versos regulares ou isométricos, os quais possuem a mesma medida.

Importante destacar que os textos poéticos que apresentam os versos livres, não deixam de reunir a principal característica das poesias: a musicalidade.
Os versos livres tratam-se de uma importante caraterística da literatura moderna e contemporânea, visto que a intenção maior desses escritores era criar algo novo e inovador, rompendo assim com os padrões clássicos de metrificação ao subverter as formas poéticas tradicionais.




Metrificação e Versificação

A arte de compor versos e reunir diversos aspectos dos textos poéticos, como a musicalidade, rima, ritmo e encadeamento é chamado de versificação. Por sua vez, o estudo sobre as medidas apresentadas no verso é chamado de metrificação, feita por meio do processo denominado escansão de versos.

De tal modo, a escansão é a contagem das sílabas poéticas por meio da união de algumas sílabas quando houver som fraco e forte e somente até a última sílaba tônica de cada verso.

Lembre-se que a métrica é a medida do verso e a metrificação é o estudo dessas medidas. Além disso, devemos atentar para as diferenças entre as sílabas poéticas (que admite a sonoridade e musicalidade) e as sílabas gramaticais (segundo as normas da língua) por exemplo:

O/ poe/ ta é/ um/ fin/ gi/ dor - 7 Sílabas literárias
O/ po/ e/ ta/ é/ um/ fin/ gi/ dor - 9 Sílabas gramaticais
Veja mais em: Metrificação e Versificação

Tipos de Versos

Segundo a métrica (medida dos versos) utilizada nos textos poéticos, eles são classificados em:

Monossílabo: uma sílaba poética
Dissílabo: duas sílabas poéticas
Trissílabo: três sílabas poéticas
Tetrassílabo: quatro sílabas poéticas
Pentassílabo ou Redondilha Menor: cinco sílabas poéticas
Hexassílabo: seis sílabas poéticas
Heptassílabo ou Redondilha Maior: sete sílabas poéticas
Octossílabo: oito sílabas poéticas
Eneassílabo: nove sílabas poéticas
Decassílabo: dez sílabas poéticas
Hendecassílabo: onze sílabas poéticas
Dodecassílabo ou Alexandrino: doze sílabas poéticas
Verso Bárbaro: verso com mais de doze sílabas poéticas
Veja mais sobre o conceito: O que é Verso?

Versos Brancos e Versos Livres

Quando falamos em versos brancos não devemos confundir com a definição de versos livres, denominados de versos irregulares (heterométricos). Já destacamos acima que os versos brancos são aqueles que não apresentam rima, entretanto, os versos livres representam os versos que não possuem medida definida, ou seja, não seguem o esquema de metrificação. Para tanto, uma poesia pode apresentar versos livres e brancos ao mesmo tempo


Exemplo de Versos Brancos e Versos Livres

Para exemplificar melhor o conceito de versos brancos e livres (versos sem rima e métrica), observe o poema abaixo do escritor Mário Quintana (1906-1994):

Esperança

“Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano
Vive uma louca chamada Esperança
E ela pensa que quando todas as sirenas
Todas as buzinas
Todos os reco-recos tocarem
Atira-se
E
— ó delicioso vôo!
Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada,
Outra vez criança...
E em torno dela indagará o povo:
— Como é teu nome, meninazinha de olhos verdes?
E ela lhes dirá
(É preciso dizer-lhes tudo de novo!)
Ela lhes dirá bem devagarinho, para que não esqueçam:
— O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA...”

Exemplo de Versos Brancos

Na obra intitulada “Meus Versos Mais queridos” (1967) do escritor brasileiro Guilherme de Almeida (1890-1969), há um poema chamado “Versos Brancos”, o qual agrega o próprio conceito, ou seja, não apresenta rimas:

Versos Brancos

“Uma fina saudade vai varando
a quietude cansada do meu tédio.
Mas, saudade do quê? de quem?...
Os dias
são bolas de cristal, azuis, polidas,
lisas, sem uma aresta traiçoeira
em que venha prender-se e estraçalhar-se
o véu de um pensamento de outros tempos;
sem nem o esconderijo de uma nuvem
onde fique um olhar longo de outrora
olhando para as cinzas destes instantes;
nem uma sombra forte em que se oculte
um pedaço perdido de passado...
Tudo, em torno de mim, é luminoso,
alto e macio, deslizante e lindo;
tudo é apenas um lúcido presente:
é a negação perfeita da saudade...
E no entanto – por quê? por quem?... – eu vejo
e ouço passar na terra a minha vida
cantando uma cantiga vagarosa
de água que leva flores na descida...”

Fonte: https://www.todamateria.com.br/o-que-sao-versos-livres/

22 comentários:

  1. Olá querida Elza! Gostei muito da sua participação, seu poema é belíssimo que, mesmo podendo aparentar um certo "medo" e dúvida (quando é mencionado um ambiente de trevas), é cheio de beleza e delicadeza, gostei demais!
    Tenha um ótimo fim de semana.

    ResponderExcluir
  2. Amiga Elza, que beleza de poesia você escreveram! Linda e com uma grande lição literária sobre poesias com versos brancos e livres. Parabéns por mais uma vez participar com alunos e esta magnífica postagem. Obrigada, abraços

    ResponderExcluir
  3. Que linda participação! Bom ver teus alunos novamente!Adorei ler! bjs para todos vocês, chica

    ResponderExcluir
  4. Son preciosas las poesías, cuentas con la participación de grandes seguidores, será un éxito seguro. Abrazos

    ResponderExcluir
  5. Boa noite, Elza
    Magnifico poema que me encantou.
    Deixo um grande abraço e o meu carinho.
    Verena e Bichinhos.

    ResponderExcluir
  6. Adorei a sua participação, fabulosa inspiração!!! Amei


    Participando no Poetizando:- "Trabalho árduo... ao luar" ( Poetizando ...)

    Boa noite... Beijos...Bom Domingo

    ResponderExcluir
  7. Parabéns Elza e ao Guilherme, lindas participações um completando o pensamento do outro. parabéns pela aula de conhecimento que nos deu. amei! Abraços

    ResponderExcluir
  8. Olá, querida amiga Elza!
    Que poesia mais linda! A lua é de todos e se faz bela em todas as ocasiões...
    Seja muito feliz e abençoada junto aos seus amados!
    Bjm de paz e bem

    ResponderExcluir
  9. https://poemasdaminhalma.blogspot.pt/
    Olá Elza e Guilherme, bela participação no Poetizando, gostei a lua sempre traz encantadoras surpresas.
    Beijos e bom Domingo.
    Luisa Fernandes

    ResponderExcluir
  10. Elza que beleza de participação com o Guilherme numa poesia linda leve e e conclusiva belamente neste olhar que se lança aos céus e vê, que a Lua é de quem a sabe namorar. Lua que inspira e que alumia os errantes navegantes, Lua que faz recordar e amar.
    Sua generosidade foi linda com estas definições e ilustrações de inspirações de nossos mestres em poesia. Gostei de ler e reler as definições das estruturas poéticas.Acho lindo sua dedicação nesta formação de jovens inspirados e inspiradores de uma legião de futuros poetas com conhecimento da arte.
    Aplausos amiga com duplo abraço pela participação.
    Um bom domingo para uma semana alegre e leve.

    ResponderExcluir
  11. Olá, Elza. Você e o Guilherme estão de parabéns. E, aqui, além de um belo versar, uma aula de poesia. Gostei muito.

    Um abraço e uma semana com tudo de bom.

    ResponderExcluir
  12. Belíssima participação Elza e parabéns ao Guilherme e a você também.
    Eu adorei.
    Bjs e obrigada pela visita.
    Carmen Lúcia.

    ResponderExcluir
  13. Bom dia Elza
    Você e o Guilherme num dueto perfeito fizeram da arte de poetar uma pérola para o nosso deleite. O poema ficou espetacular.
    E este artigo literário sobre poesia está um show minha querida
    Parabéns pelo grandioso e inspirado poema
    Beijos e um feliz domingo

    ResponderExcluir
  14. Sempre bom vir aqui e aprender. Linda sua poesia, e a minha já deixei hoje tbm!

    ResponderExcluir
  15. Boa Tarde Elza!

    Belíssima participação, dê os Parabéns ao Guilherme também, os versos estão lindos!

    Minha participação está aqui: https://jjuliojl.blogspot.com.br/2018/02/lua-de-marfim.html

    ResponderExcluir
  16. olá Elza , que belo poema !!
    parabéns pelo maravilhoso blog e poema!! lindo !!
    grande abraço.
    :o)

    ResponderExcluir
  17. Elza!
    Uauuuuu!
    Verdadeira aula, obrigada!
    Que lindo poema em parceria, amei!
    “Acredite que você pode, assim você já está no meio do caminho.” (Theodore Roosevelt)
    cheirinhos
    Rudy
    http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/2018/02/divulgacao-cultural-22-23-poetizando-e.html

    ResponderExcluir
  18. Bom dia. Poema fascinante, maravilhoso de ler.
    .
    * Rascunhos poéticos, estados de alma, em livro fechado *
    .
    Votos de uma Feliz Sexta Feira.

    ResponderExcluir
  19. Menina perdi o endereço daqui, mas hj lá no Toninho achei, que poesia mais bela que fez juntamente com o Guilherme, nossa ficou suave e bela, ah a lua eu a adoro, tantos mistérios ela guarda e muitos suspiros, parabéns aos dois poetas, beijos

    ResponderExcluir
  20. Bom dia!
    Mais uma vez deixando o convite para o POETIZANDO E ENCANTANDO que já é um sucesso graças a sua linda participação.
    Hoje a temática que sugeri está muito agradável e dá margem a imaginação poética. Seja mais uma vez participante, para nos deliciar com sua maravilhosa postagem e poesia.
    Tenha um fim de semana iluminado e feliz, com muita saúde e paz.
    Abraços da amiga Lourdes Duarte.

    ResponderExcluir
  21. Bom dia!
    Hoje tem Poetizando e Encanando. O desafio dessa edição, confesso não foi fácil. É uma imagem linda mas que tem traços de outras daí a dificuldade, mas para grandes poetisas e poetas como os nossos participantes, vai ser a mais linda das edições. Este é o convite para a 25ª Edição.
    Tenha um fim de semana de muita paz, saúde e inspiração. Abraços da amiga Lourdes Duarte.

    ResponderExcluir