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sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Uma verdadeira história de amor! Autor: Aluno Mateus Felipe


Uma verdadeira história de amor!
Autor: Aluno Mateus Felipe


O amor é uma página em branco onde todos os dias devemos escrever uma nova história. Haverá dias em que preferimos não escrever ou rasgar as páginas, mas como toda história sempre tem, os acontecimentos bons e ruins. O amor será sempre o amor e quando verdadeiro, logo chegará momentos únicos. Então escreveremos, uma verdadeira história de amor!



Ficamos orgulhosas com a  sensibilidade poética dos nossos alunos escritores.

Um adolescente escrevendo com o coração sobre o amor. Parabéns Mateus Felipe! Que todas as formas de amor povoe seu coração e que você 

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Simbolismo no Brasil , Características do Simbolismo e Autores Brasileiros Simbolistas


Simbolismo no Brasil

O simbolismo no Brasil surge em 1893, com a publicação de "Missal" e "Broquéis", de Cruz e Souza, considerado o maior representante do movimento no país, ao lado de Alphonsus de Guimarães.

Características do Simbolismo

- Não-racionalidade
- Subjetivismo, individualismo e imaginação
- Espiritualidade e transcendentalidade
- Subconsciente e inconsciente
- Musicalidade e misticismo
- Figuras de linguagem: sinestesia, aliteração, assonância

Autores Brasileiros Simbolistas

Cruz e Sousa (1861-1898)

Considerado o precursor do simbolismo no Brasil, João da Cruz e Sousa foi um poeta brasileiro nascido em Florianópolis.
Sua obra é marcada pela musicalidade e espiritualidade com temáticas individualistas, satânicas, sensuais. Suas principais obras: Missal (1893), Broquéis (1893), Tropos e fantasias (1885), Faróis (1900) e Últimos Sonetos (1905).
Representado por poetas como Cruz e Sousa e Alphonsus de Guimaraens, o Simbolismo no Brasil prenunciou importantes movimentos literários do século XX.

O Simbolismo no Brasil foi representado, principalmente, por Cruz e Sousa e Alphonsus de Guimaraens. A temática simbolista apoia-se na subjetividade.


(Sinfonias do Ocaso – Cruz e Sousa)

Musselinosas como brumas diurnas
descem do ocaso as sombras harmoniosas,
sombras veladas e musselinosas
para as profundas solidões noturnas.
Sacrários virgens, sacrossantas urnas,
os céus resplendem de sidéreas rosas,
da Lua e das Estrelas majestosas
iluminando a escuridão das furnas.
Ah! por estes sinfônicos ocasos
a terra exala aromas de áureos vasos,
incensos de turíbulos divinos.
Os plenilúnios mórbidos vaporam ...
E como que no Azul plangem e choram
cítaras, harpas, bandolins, violinos ...

O poema que você leu pertence a Cruz e Sousa, principal poeta simbolista brasileiro. O Simbolismo constituiu-se na Europa, principalmente na França e na Bélgica, alcançando a poesia brasileira no final da década de 80, século XIX.


  Podemos perceber que o autor explora bastante o recurso da sinestesia dando enfoque principal ao olfato ao citar: “Os céus resplendem de sidéreas rosas”, e à audição em: “E como que no Azul plangem e choram cítaras, harpas, bandolins, violinos...”.
Como toda estética literária, o Simbolismo também surgiu sob forte influência de correntes ideológicas e do contexto histórico, cultural e social da época em voga.

  E por assim dizer, o final do século XIX representou uma sociedade marcada por um sentimento de total inquietação proveniente das descobertas científicas tanto difundidas pela era do Realismo, que, como toda mudança, desencadeou um processo de indefinições quanto a valores e convicções inerentes ao ser humano.


  Em consonância com esta problemática, destacava a enorme crise social desencadeada pela disputa econômica entre as grandes potências mundiais com o advento da Revolução Industrial, que obteve como fator resultante, as duas grandes guerras mundiais.

  Diante disso, o ser humano constituía uma visão patética e dramática perante a sociedade que o cercava, sentindo-se impotente e enclausurado em meio a tantas tensões e contradições.

  Refletindo, portanto, na literatura e nas artes de uma forma geral, que com uma força tamanha e brutal, os artistas retomaram o sentimentalismo subjetivo tanto cultuado pelos românticos, porém partindo para uma visão transcendental influenciada nas ideias de Sigmund Freud: a descoberta pelo “eu” nas camadas mais profundas que habita o ser: o inconsciente e o subconsciente.

  Diante de uma visão extremamente pessimista do mundo, os simbolistas procuravam no mais profundo “eu” uma resposta para todas estas inquietações procurando solucionar todo este sentimento de angústia. Mas qual era a forma de expressá-lo?

Através de imagens simbólicas, as quais eram traduzidas pelas seguintes características:

-  Conhecimento ilógico e intuitivo da realidade - Para encarar o mundo real, os artistas apostavam numa visão intuitiva e obscura da realidade, explorando principalmente o sistema sensorial (visão, tato, olfato, paladar e audição).

-  Predomínio do subjetivismo, pois mediante o “contexto”, o resultado não poderia ser outro, senão uma visão individualista do mundo que os cercava.

-  Emprego da sinestesia - Para expressar as imagens e sensações, o artista promovia uma inusitada combinação, na qual se estabelecia uma combinação simultânea entre os diferentes órgãos do sentido.

-  Concepção mística do mundo - Em consequência da busca pelo mundo “ideal”, difundiam bastante uma fé cristã mais voltada para o mistério e para o misticismo. 

-  Sentimento de alienação frente à sociedade - Para os simbolistas, o que importava era a busca incessante do próprio “eu”. Funcionando como uma espécie de fuga diante da realidade, sendo que uma visão objetiva da mesma cedia lugar para a análise introspectiva das impressões causadas no artista, diante desta realidade.


Alphonsus de Guimarães (1870-1921)

Um dos principais poetas simbolistas do Brasil, Afonso Henrique da Costa Guimarães possui uma obra marcada pela sensibilidade, espiritualidade, misticismo, religiosidade, com temas como a morte, a solidão, o sofrimento e o amor.
Sua produção literária apresenta características neo-romântico, árcades e simbolistas. Suas.principais obras: Setenário das dores de Nossa Senhora (1899), Dona Mística (1899), Kyriale (1902), Pastoral aos crentes do amor e da morte (1923).

Ismália
(Alphonsus de Guimaraens)

Quando Ismália enlouqueceu,
Pôs-se na torre a sonhar...
Viu uma lua no céu,
Viu outra lua no mar.
No sonho em que se perdeu,
Banhou-se toda em luar...
Queria subir ao céu,
Queria descer ao mar...
E, no desvario seu,
Na torre pôs-se a cantar...
Estava longe do céu...
Estava longe do mar...
E como um anjo pendeu
As asas para voar. . .
Queria a lua do céu,
Queria a lua do mar...
As asas que Deus lhe deu
Ruflaram de par em par...
Sua alma, subiu ao céu,
Seu corpo desceu ao mar...



A Catedral
(Alphonsus de Guimaraens)

Entre brumas ao longe surge a aurora,
O hialino orvalho aos poucos se evapora,
Agoniza o arrebol.
A catedral ebúrnea do meu sonho
Aparece na paz do céu risonho
Toda branca de sol.


E o sino canta em lúgubres responsos:
"Pobre Alphonsus! Pobre Alphonsus!"


O astro glorioso segue a eterna estrada.
Uma áurea seta lhe cintila em cada
Refulgente raio de luz.
A catedral ebúrnea do meu sonho,
Onde os meus olhos tão cansados ponho,
Recebe a benção de Jesus.


E o sino clama em lúgubres responsos:
"Pobre Alphonsus! Pobre Alphonsus!"


Por entre lírios e lilases desce
A tarde esquiva: amargurada prece
Poe-se a luz a rezar.
A catedral ebúrnea do meu sonho
Aparece na paz do céu tristonho
Toda branca de luar.


E o sino chora em lúgubres responsos:
"Pobre Alphonsus! Pobre Alphonsus!"


O céu é todo trevas: o vento uiva.
Do relâmpago a cabeleira ruiva
Vem acoitar o rosto meu.
A catedral ebúrnea do meu sonho
Afunda-se no caos do céu medonho
Como um astro que já morreu.


E o sino chora em lúgubres responsos:
"Pobre Alphonsus! Pobre Alphonsus!"



Augusto dos Anjos (1884-1914)

Augusto dos Anjos foi um dos grandes poetas brasileiros simbolistas, embora, muitas vezes, sua obra apresente características pré-modernas.
Patrono da cadeira número 1 da Academia Paraibana de Letras, publicou um livro intitulado "Eu" e foi chamado de "Poeta da morte" uma vez que seus poemas exploram temas sombrios.


Psicologia de um Vencido
 Augusto do Anjos

Eu, filho do carbono e do amoníaco,
Monstro de escuridão e rutilância,
Sofro, desde a epigênesis da infância,
A influência má dos signos do zodíaco.


Profundíssimamente hipocondríaco, 
Este ambiente me causa repugnância... 
Sobe-me à boca uma ânsia análoga à ânsia 
Que se escapa da boca de um cardíaco.

Já o verme — este operário das ruínas —
Que o sangue podre das carnificinas 
Come, e à vida em geral declara guerra,


Anda a espreitar meus olhos para roê-los, 
E há-de deixar-me apenas os cabelos, 
Na frialdade inorgânica da terra!
Na frialdade inorgânica da terra!

 
   Ao contrário do que aconteceu na Europa, onde o Simbolismo contou com maior destaque em relação ao Parnasianismo, no Brasil o movimento ficou à sombra da poesia parnasiana, que ganhou a simpatia das camadas mais cultas do país, sobretudo em virtude do preciosismo da métrica e linguagem. Embora não contasse com o mesmo prestígio, a poesia simbolista brasileira deixou uma contribuição significativa, prenunciando os movimentos literários do século XX. 

   No Brasil, as inovações estiveram relacionadas com o plano temático e com o plano formal, com uma poesia permeada pelo subjetivismo, representado pelos sofrimentos universais, o amor, a morte e a religiosidade. 




Fontes:
http://portugues.uol.com.br/literatura/simbolismo-no-brasil.html
http://brasilescola.uol.com.br/literatura/o-simbolismo-no-brasil.htm

https://educacao.uol.com.br/disciplinas/portugues/cruz-e-sousa-o-principal-poeta-simbolista-brasileiro.htm

Pesquisa e organização da postagem: 

Professoras: Lourdes Duarte
Elza Interaminense

domingo, 17 de setembro de 2017

PARTICIPANDO DA BRINCADEIRA NO BLOG: POETIZANDO E ENCANTANDO


Amigos seguidores, o blog da Profª Lourdes Duarte
FILOSOFANDO NA VIDA

Lançou uma brincadeira,

POETIZANDO E ENCANTANDO

 A  partir de uma imagem que ela posta a cada domingo  que se prolonga a  segunda feira, criarmos uma quadrinha ou uma poesia.
Estamos participando com carinho e parabenizamos a Profª Lourdes pela iniciativa   do projeto que incentiva a criatividade, a escrita e a interação entre amigos, uma vez que visitamos e comentamos os blogs participantes.
Obrigada pelo convite.
Mostraremos a imagem aos alunos escritores e caso eles escrevam seus versos, voltarei a postagem e acrescentarei.

Segue o nosso Poetizar

Imagem para o poetizar 


NOSSO VERSO


Mãos iluminada, coração de amor!
Ilumina nossos alunos com todo esplendor
Para que façam da sua aprendizagem,
Uma importante jornada de amor!

****

Pensamento da aluna Lívia Vitória

As mãos que se unem para afagar um coração sofrido
São as mesmas que se estendem
Para um aperto de mão. Amigos para sempre!

Lívia Vitória

****

Luz Divina, luz de amor,
 Ilumina o coração dos homens
e enche de paz e amor! 


Aluna Vitória Lima

****

Biblioteca madre Ódila Maroja


Elza Interaminese

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

CONTINUAÇÃO DOS TEMAS: Gêneros literários, Tipos de textos literários e textos não literários.




Gêneros literários
Tipos de textos literários
 Textos não literários.  


A Literatura é uma manifestação artística difícil de ser conceituada. Para nos ajudar a melhor entendê-la, Aristóteles, em sua Arte Poética, definiu aquilo que chamamos de gêneros literários. Portanto, é interessante observar que a história da teoria dos gêneros pode ser contada a partir da Antiguidade greco-romana, quando também surgiram as primeiras manifestações poéticas da cultura ocidental.

O texto literário se organiza em gêneros literários.

Os textos literários são divididos em dois grupos: textos em verso, textos em prosa.
Amor

Amemos! Quero de amor
Viver no teu coração!
Sofrer e amar essa dor
Que desmaia de paixão!
Na tu’alma, em teus encantos
E na tua palidez
E nos teus ardentes prantos
Suspirar de languidez! 


Quero em teus lábio beber
Os teus amores do céu,
Quero em teu seio morrer
No enlevo do seio teu!
Quero viver d’esperança,
Quero tremer e sentir!
Na tua cheirosa trança
Quero sonhar e dormir! 


Vem, anjo, minha donzela,
Minha’alma, meu coração!
Que noite, que noite bela!
Como é doce a viração!
E entre os suspiros do vento
Da noite ao mole frescor,
Quero viver um momento,
Morrer contigo de amor!

Álvares de Azevedo

 Os textos em verso são os poemas, aqueles que são formados por versos; os textos em prosa são aqueles construídos em linha reta, organizados em frases, parágrafos, capítulos, partes etc.
Os gêneros literários reúnem um conjunto de obras que apresentam características análogas de forma e conteúdo. Essa classificação pode ser feita de acordo com critérios semânticos, sintáticos, fonológicos, formais, contextuais, entre outros.
     Eles se dividem em três categorias básicas: gêneros épico, lírico e dramático. Vale salientar também que, atualmente, os textos literários são organizados em três gêneros: narrativo, lírico e dramático.

     Gênero literário (mais amplamente conhecido como gêneros literários) é geralmente dividido, desde a Antiguidade, em três grupos: narrativo ou épico, lírico e dramático. Essa divisão partiu dos filósofos da Grécia antiga, Platão e Aristóteles, quando iniciaram estudos para o questionamento daquilo que representaria o literário e como essa representação seria produzida.

    Essas três classificações básicas fixadas pela tradição englobam inúmeras categorias menores, comumente denominadas subgêneros.

O gênero lírico se faz, na maioria das vezes, em versos. Entretanto, os outros dois gêneros — o narrativo e o dramático — também podem ser escritos nessa forma, embora modernamente prefira-se a prosa.

    Todos as modalidades literárias são influenciadas pelas personagens, pelo espaço e pelo tempo. Todos os gêneros podem ser não-ficcionais ou ficcionais. Os não-ficcionais baseiam-se na realidade, e os ficcionais inventam um mundo, onde os acontecimentos ocorrem coerentemente com o que se passa no enredo da história.


*  Gênero narrativo
O Textos narrativos
*  Gênero lírico
O Textos líricos
*  Texto dramático
* Subclassificações dos gêneros
* Outros
*  Referências


Gênero narrativo

   O gênero narrativo nada mais faz do que relatar um enredo, sendo ele imaginário ou não, situado em tempo e lugar determinados, envolvendo uma ou mais personagens, e assim o faz de diversas formas. As narrativas utilizam-se de diferentes linguagens: a verbal (oral ou escrita), a visual (por meio da imagem), a gestual (por meio de gestos), além de outras.

Quanto à estrutura, ao conteúdo e à extensão, pode-se classificar as obras narrativas em romances, contos, novelas, poemas épicos, crônicas, fábulas e ensaios. Quanto à temática, às narrativas podem ser histórias policiais, de amor, de ficção e etc.

Todo texto que traz foco narrativo, enredo, personagens, tempo e espaço, conflito, clímax e desfecho é classificado como narrativo
Textos narrativos.


Gênero épico ou narrativo: No gênero épico ou narrativo há a presença de um narrador, responsável por contar uma história na qual as personagens atuam em um determinado espaço e tempo. Pertencem a esse gênero as seguintes modalidades:

Gênero épico ou narrativo: No gênero épico ou narrativo há a presença de um narrador, responsável por contar uma história na qual as personagens atuam em um determinado espaço e tempo. Pertencem a esse gênero as seguintes modalidades:

Épico;
Fábula;
Epopeia;
Novela;
Conto;
Crônica;
Ensaio;
Romance.

Gêneros épico :

Nos textos que pertencem ao gênero épico há a presença de um narrador que conta uma história que envolve terceiros.
Os textos épicos narram a história de um povo ou de uma nação, geralmente são textos longos envolvendo viagens, guerras, aventuras, gestos heroicos e há exaltação de heróis e seus feitos.
Por Luana Castro
Graduada em Letras


Seguem, abaixo, modalidades textuais pertencentes ao gênero narrativo.

* Romance: é um texto completo, com tempo, espaço e personagens bem definidos de carácter verossímil.
* Fábula: é um texto de carácter fantástico que busca ser inverossímil (não tem nenhuma semelhança com a realidade). As personagens principais são animais ou objetos, e a finalidade é transmitir alguma lição de moral.

* Epopeia ou Épico: é uma narrativa feita em versos, num longo poema que ressalta os feitos de um herói ou as aventuras de um povo. Três belos exemplos são Os Lusíadas, de Luís de Camões, Ilíada e Odisseia, de Homero.

* Novela: é um texto caracterizado por ser intermediário entre a longevidade do romance e a brevialidade do conto. O personagem se caracteriza existencialmente em poucas situações. Como exemplos de novelas, podem ser citadas as obras O Alienista, de Machado de Assis, e A Metamorfose, de Kafka.

* Conto: é um texto narrativo breve, e de ficção, geralmente em prosa, que conta situações rotineiras, anedotas e até folclores (conto popular). Caracteriza-se por personagens previamente retratados. Inicialmente, fazia parte da literatura oral e Boccaccio foi o primeiro a reproduzi-lo de forma escrita com a publicação de Decamerão.

* Crônica: é uma narrativa informal, ligada à vida cotidiana, com linguagem coloquial, breve, com um toque de humor e crítica.

* Ensaio: é um texto literário breve, situado entre o poético e o didático, expondo ideias, críticas e reflexões morais e filosóficas a respeito de certo tema. É menos formal e mais flexível que o tratado. Consiste também na defesa de um ponto de vista pessoal e subjetivo sobre um tema (humanístico, filosófico, político, social, cultural, moral, comportamental, literário, etc.), sem que se paute em formalidades como documentos ou provas empíricas ou dedutivas de caráter científico.


Gênero lírico: O gênero lírico é o texto onde há a manifestação de um eu lírico. Esse expressa suas emoções, ideias, mundo interior ante o mundo exterior. São textos subjetivos, normalmente os pronomes e verbos estão em 1ª pessoa e a musicalidade das palavras é explorada.

Olhei até ficar cansado
De ver os meus olhos no espelho
Chorei por ter despedaçado
As flores que estão no canteiro
Os pulsos e os punhos cortados
E o resto do meu corpo inteiro.

(Titãs)

    Os textos do gênero lírico, que expressam sentimentos e emoções, são permeados pela função poética da linguagem. Neles há a predominância de pronomes e verbos na 1ª pessoa, além da exploração da musicalidade das palavras. Estão, entre as principais estruturas utilizadas para a composição do poema:
Elegia;
Ode;
Écloga;
Soneto.


Seguem, abaixo, modalidades textuais pertencentes ao gênero lírico.

* Ode: é um texto de cunho entusiástico e melódico, em geral, uma música.
* Hino: é um texto de cunho glorificador ou até santificador. Os hinos de países e as músicas religiosas são exemplos de hinos.

* Soneto: é um texto em poesia com 14 versos, dividido em dois quartetos e dois tercetos, com rima geralmente em A-B-A-B A-B-B-A C-D-C D-C-D.

* Haicai ou haiku:
é uma forma de poesia japonesa, sem rima, constituídos normalmente por três versos na ordem de 5-7-5 sílabas.


Gênero dramático: De acordo com a definição de Aristóteles em sua Arte Poética, os textos dramáticos são próprios para a representação e apreendem a obra literária em verso ou prosa passíveis de encenação teatral. A voz narrativa está entregue às personagens, atores que contam uma história por meio de diálogos ou monólogos.


       O gênero dramático expõe o conflito dos homens e seu mundo, as manifestações da miséria humana. Os textos que são produzidos com o intuito de serem dramatizados pertencem ao gênero dramático; assim, os atores fazem o papel das personagens.



 Pertencem ao gênero dramático os seguintes textos:

Auto;
Comédia;
Tragédia;
Tragicomédia;
Farsa.

    É muito difícil ter definição de texto dramático que o diferencie dos demais gêneros textuais, já que existe uma tendência atual muito grande em teatralizar qualquer tipo de texto. No entanto, a principal característica do texto dramático é a presença do chamado texto principal, composto pela parte do texto que deve ser dito pelos autores na peça e que, muitas vezes, é induzido pelas indicações cênicas, rubricas ou didascálias, texto também chamado de secundário, que informa os atores e o leitor sobre a dinâmica do texto principal. Por exemplo, antes da fala de um personagem é colocada a expressão: «com voz baixa», indicando como o texto deve ser falado.

Já que não existe narrador nesse tipo de texto, o drama é dividido entre as duas personagens locutoras, que entram em cena pela citação de seus nomes.

"Classifica-se de drama toda peça teatral caracterizada por seriedade, ou solenidade, em oposição à comédia propriamente dita".
Subclassificações dos gêneros

* Elegia — é um texto de exaltação à morte de alguém, sendo que a morte é elevada como o ponto máximo do texto. Um bom exemplo é a peça Romeu e Julieta, de William Shakespeare. * Epitalâmia — é um texto relativo às noites nupciais líricas, ou seja, noites românticas com poemas e cantigas. Um bom exemplo de epitalâmia é a peça Romeu e Julieta nas Noites Nupciais.
* Sátira — é um texto de caráter ridicularizador, podendo ser também uma crítica indireta a algum fato ou a alguém. Uma piada é um bom exemplo de sátira.
* Farsa — é um texto onde os personagens principais podem ser duas ou mais pessoas diferentes e não serem reconhecidos pelos feitos dessa pessoa.
* Tragédia — representa um fato trágico e tende a provocar compaixão e terror.




Linguagem literária e não literária

    A linguagem literária apresenta algumas singularidades, entre elas a complexidade e a multissignificação, responsáveis por diferenciá-la da chamada linguagem não literária.
Existem, basicamente, dois grandes grupos de texto quando o assunto é a linguagem. Temos os chamados textos não literários e os chamados textos literários, que serão nosso objeto de análise. É fundamental observar os recursos linguísticos empregados em cada tipo de discurso para assim classificá-los corretamente. Nos textos literários, cuja linguagem literária predomina, existem alguns aspectos que devem ser considerados.
A notícia é um exemplo de texto não literário.


Distinguir a linguagem literária da não literária não é tão difícil. Apesar de haver aspectos convergentes nos dois tipos de discurso, Domício Proença Filho, notável pesquisador da língua portuguesa e da Literatura brasileira, definiu algumas particularidades que somente são observadas em um texto literário. São elas:

 Complexidade: é uma das características do discurso literário. Talvez seja por esse motivo que muitos leitores ainda encontrem certa resistência aos textos literários, já que a Literatura não tem compromisso em dar às palavras seus exatos sentidos, o que certamente pode ser um entrave linguístico. Nos textos literários, a semântica é subvertida, bem como as regras da gramática normativa.

Multissignificação: diz respeito às variadas interpretações que um texto literário permite. A subjetividade e o emprego de recursos estilísticos são responsáveis por essa variação de sentidos. Cada leitor, de acordo com seu senso estético e repertório cultural, pode fazer uma leitura diferente para um poema, um conto, uma crônica e demais textos literários.

Conotação: O emprego da conotação é uma das principais características do discurso literário, pois ela permite que ideias e associações extrapolem o sentido original da palavra, assumindo assim um sentido figurado e simbólico. Por isso o emprego de tantas figuras de linguagem e figuras de sintaxe, elementos inerentes à linguagem literária.

Liberdade na criação: O artista não possui compromisso apenas com o objeto linguístico. A literatura tem um forte apelo estético, e por esse motivo quem escreve utilizando o discurso literário pode afastar-se dos padrões convencionais da língua, inventando assim novas maneiras de expressão.

Variabilidade: Na linguagem literária, assim como na língua, ocorrem mudanças culturais que podem ser observadas no discurso individual e no discurso cultural.

   A linguagem literária pode ser encontrada em vários gêneros, como na prosa, nas narrativas de ficção, na crônica, no conto, na novela, no romance e nos poemas. Compreendê-la demanda cuidado e aguçado senso estético para interpretar e analisar esse tipo de discurso que foge das convenções e oferece o que a arte da literatura tem de melhor.

Prosa Poética

A principal característica da prosa poética está na dinâmica extensiva do texto, em geral, com imagens invocadas. Segue um processo semelhante ao encontrado no romance ou conto.
A prosa poética recorre a figuras típicas da poesia, como a aliteração, a metáfora, a elipse, e a sonoridade das frases.
A aplicação dos elementos, contudo, é subordinada ao alongamento do discurso narrativo, cuja tendência é o olhar lírico sobre a realidade.

Exemplos:


Grande Sertão Veredas

Entre os principais exemplos de prosa poética na obra da literatura brasileira está “Grande Sertão Veredas”, de João Guimarães Rosa.
Também é listado pela Academia Brasileira de Letras como um dos exemplos mais singulares da prosa poética.
Ambos são considerados exemplos de prosa levada ao estado de poesia sem, porém, abrir mão da estética narrativa extensiva.

Reze o senhor por essa minha alma. O senhor acha que a vida é tristonha? Mas ninguém não pode me impedir de rezar; pode algum? O existir da alma é a reza... Quando estou rezando, estou fora de sujidade, à parte de toda loucura. Ou o acordar da alma é que é?


Lavoura Arcaica

"Meu pai sempre dizia que o sofrimento melhora o homem, desenvolvendo seu espírito e aprimorando sua sensibilidade; ele dava a entender que quanto maior fosse a dor tanto ainda o sofrimento cumpria sua função mais nobre; ele parecia acreditar que a resistência de um homem era inesgotável."


Poema em Prosa

É a prosa gerada pelo impulso poético, tendo na essência liberdade formal a atrelada à concisão. O poema em prosa consegue desfrutar da crítica, da narração aos fatos diários e da regularidade de expressão.
A característica marcante está na brevidade e, ainda, na exceção à quebra de versos e no uso das mesmas figuras de linguagem comuns à poesia.
Embora se utilize dos recursos da poesia, se afasta da prosa poética por apresentar ritmo, harmonia e dissonâncias em todo o tempo. No recurso da brevidade, o poema em prosa marca pelo uso frequente de elipses e cortes brusco.

Exemplo


Illuminations, de Arthur Rimbaud

   Marotos muito sólidos. Vários exploraram vossos mundos. Sem necessidade, e sem pressa de aplicar suas brilhantes faculdades e seus conhecimentos de vossas consciências. Que homens maduros! Seus olhos embotados deverão ser como as noites de verão, negros e vermelhos, de três cores, de aço picotado por estrelas de ouro; fácies disformes, de estanho, lívidas, incendidas; grosseiras galhofas! O avanço cruel dos ouropéis! – Há alguns jovens – que achariam de Cherubino? – dotados de vozes apavorantes e de alguns apetrechos perigosos. Costumam mandá-los se virar na cidade, pavoneando um luxo degradante.





ALGUNS POEMAS LÍRICOS DE FORMA FIXA 

     Chama-se lírica a poesia que fala sobre sentimentos e emoções. Recebeu este nome, porque os poemas eram cantados ao som da lira na Antiga Grécia. Os gregos uniam a poesia ao instrumento musical, geralmente a lira, por isso, somente cantavam composições poéticas. Então musa poética e musa da música se identificavam. O gênero lírico expressa a subjetividade sentimental do artista. Existem poemas que apresentam sempre o mesmo número de versos e estrofes. Estes são chamados de poemas de forma fixa. 





Citamos apenas alguns.

ACALANTO é uma cantiga para embalar crianças.

Deita, filho
E constrói teu sono
O medo já vem
Fecha os olhos dos ouvidos
Faz escuro aos ruídos
Amortece o brilho desse som.
A angústia gira muda
No longplei sem sulcos
Da noite sem insônia
Dorme filho
Faz silêncio na Amazônia.

Millôr Fernandes 



ACRÓSTICO, poema em que letras dos versos (mais usado as primeiras letras dos versos) no sentido vertical formam o nome de pessoa ou uma frase ou apenas uma palavra.

Menina

Menina de serenos olhos,
Amiga daqueles que te rodeiam.
Refletes nas tuas perfeitas feições
Todo o puro, verdadeiro e sincero
Amor de tua alma-criança. 


Festejo cada encontro nosso,
Recolho cada palavra de carinho,
Imagino cada emoção sentida...
Elevo o pensamento aos céus,
Depois da cada dia vivido,
Respeitosamente pedindo a tua felicidade.
Impresso na foto está o teu rosto sorridente
Colocado no porta-retrato da mente,
Habituando-me eu, assim, à tua presença. 


Busco compreender os vôos inquietos da tua fantasia,
Riqueza permitida apenas ao mundo-criança.
Agrada-me saber que tens sonhos
Unicamente, porque aqueces os corações
Neles penetrando com a força de teu carinho.

Mardilê Friedrich Fabre 



DÉCIMA, improviso com canto lento, próximo a uma declamação, com estrofes de 10 versos. A décima era uma estrofe da literatura clássica na Europa do século XV e XVI e, segundo a maioria dos autores, veio para a América pelos colonizadores e aqui ganhou força especialmente no canto improvisado. Sua estrutura é a seguinte: rima abbaaccddc, com versos setissílabos ou octossílabos.

As obras da natureza
São de tanta perfeição,
Que a nossa imaginação
Não pinta tanta grandeza!
Para imitar a beleza
Das nuvens com suas cores,
Se desmanchando em louvores
De um manto adamascado,
O artista, com cuidado,
Da arte, aplica os primores.

Ugolino do Sabugi 



   Sua potencialidade poética é tão grande que pode ser vista como um poema. A décima exige que o vate coloque um assunto por inteiro em dez versos. O tema tem que ter início, meio e fim. Mesmo que um poema possua várias estrofes, cada uma delas precisa desenvolver uma idéia completa. Ao seguir o mesmo tema, o decimista tem que encontrar outra visão sobre ele e desenvolvê-la totalmente. Algumas décimas apresetnam o mote, que é uma sentença ou pensamento, formado de um ou dois versos, com que se finalizam as estrofes.

Ao pé do monte Calvário,
Jesus chorava e gemia!

Junto de dois malfeitores,
Via-se um pobre moribundo:
Era o Salvador do mundo,
Senhor de todos senhores!
Refúgio dos pecadores,
De quem sofre nostalgia!
Se quisesse, sairia
Daquele estado precário:
Ao pé do monte Calvário,
Jesus chorava e gemia! 
ELEGIA, composição lírica inspirada por algum acontecimento triste, como uma morte ou uma despedida. A elegia, assim como a ode, tem forma variável. A elegia surgiu na Grécia Antiga. Na literatura grega e latina, era composta em dísticos (estrofe de dois versos).

Elegia crepuscular

A morte chegou
e arrebatou-te
sem teres tempo de te opores
Sabiamente soubeste
alegrar a tua existência
e
num longo adeus
deixtaste o espaço azul
e foste para o país do sonho
Nem tempo tiveste de pôr em prática
os sonhos que te banhavam
Adeus viajante do tempo 





EPIGRAMA, dito espirituoso, breve e incisivo, que pode ter forma poética. Esta composição poética era comum entre os escritores da antiga Roma. Os epigramas têm muitas vezes um caráter satírico. Bocage tornou-se célebre pelos seus epigramas cômicos e satíricos, como, por exemplo: 

Aqui jaz um homem rico
Nesta rica sepultura:
Escapava da moléstia,
Se não morresse da cura. 


EPITÁFIO, em geral, são versos escritos em túmulos para homenagear pessoas ali sepultadas, mas figuradamente podem ser dirigidos a outros seres.

Aqui jaz o Sol
Que criou a aurora
E deu luz ao dia
E apascentou a tarde

O mágico pastor
De mãos luminosas
Que fecundou as rosas
E as despetalou.

Aqui jaz o Sol
O andrógino meigo
E violento, que

Possuiu a forma
De todas as mulheres
E morreu no mar.

Vinicius de Morais 



HINO, poema ou cântico composto para glorificar deuses ou heróis, canto solene em honra da pátria e/ou de seus defensores, com refrão (estribilho). Exemplo: Hino Nacional, Hino Rio-Grandense, Hino à Bandeira, cuja letra é de Olavo Bilac. O hino é originário da Grécia, onde era entoado em honra aos deuses. É hoje manifestação lírica subjetiva que se pode dedicar a seres humanas e acontecimentos que se quer comemorar. 




HAICAI é um poema de forma fixa de origem japonesa. Foi no século XX que começou a ser praticado no Brasil. O haicai é um poema pequeno de apenas três versos, que segue algumas normas: a) o 1º e o 3º versos são redondilhas menores (5 sílabas) e o 2º é uma redondilha maior (7 sílabas), com 17 sílabas métricas ao todo; b) os versos podem ser rimados ou não; c) fala direta ou indiretamente sobre a natureza, representada pelas estações do ano; d) reflete um momento vivido pelo poeta; e) linguagem simples; f) não tem título 

Manhã cor de cinza, 
a geada cobre os campos. 
Verde esmaecido.

Mardilê Friedrich Fabre 



MADRIGAL, como composição lírica, manifesta um sentimento subjetivo; pela espécie de sentimento, expressa um galanteio dirigido à formosura da mulher; pelo tratamento, é gracioso e leve. Exprime um pensamento fino, terno ou galante e que, em geral, se destina a ser musicada. O madrigal aborda assuntos heróicos, pastoris e até libertinos.

Madrigal

Dormias, Márcia, e eu vi Cupido ansioso
Já dum, já do outro lado
Querer furtar-te um beijo gracioso,
Que tu, a cada arquejo descansado,
Na linda boca urdias.
Graciosíssimo, oh! Márcia!... Não sabias
Como o nume girava de alvoroço.
Escondendo-lhe o jeito
De o dar do melhor lado. Eu vim, e dei-to
Bem na boca, e logrei o esperto moço.

Francisco Manuel do Nascimento 



ODE, cujo sentido grego é canto, poema lírico de forma complexa e variável, exprime alegria e entusiasmo. Surgiu na Grécia Antiga, onde era cantado com acompanhamento musical. A ode caracteriza-se pelo tom elevado e sublime com que trata determinado assunto.

Ode

Eu nunca fui dos que a um sexo o outro
No amor ou na amizade preferiram.
Por igual a beleza apeteço
Seja onde for, beleza.

Pousa a ave, olhando apenas a quem pousa
Pondo querer pousar antes do ramo;
Corre o rio onde encontra o seu retiro
E não onde é preciso.

Assim das diferenças me separo
E onde amo, porque o amo ou não amo,
Nem a inocência inata quando se ama
Julgo postergada nisto.

Não no objecto, no modo está o amor
Logo que a ame, a qualquer cousa amo.
meu amor nela não reside, mas
Em meu amor.

Os deuses que nos deram este rumo
Também deram a flor pra que a colhêssemos
com melhor amor talvez colhamos
O que pra usar buscamos.

Fernando Pessoa (Ricardo Reis) 



SONETO, pequena composição poética composta de 14 versos, com número variável de sílabas, sendo o mais freqüente o decassílabo, e cujo último verso (dito chave de ouro) concentra em si a idéia principal do poema ou deve encerrá-lo de maneira a encantar ou surpreender o leitor. Dentre os poemas de forma fixa, é o soneto o mais praticado, devido à sua condensação e lógica interna. Ao que tudo indica, o soneto - do italiano soneto, pequena canção ou, literalmente, pequeno som - foi criado no começo do século XIII, na Sicília. Alguns atribuem a Jacopo (Giacomo) Notaro, um poeta siciliano e imperial de Frederico, a invenção do soneto, que surgiu como uma espécie de canção ou de letra escrita para música, possuindo uma oitava e dois tercetos, com melodias diferentes. Francesco Petrarca aperfeiçoou a estrutura poética iniciada na Sicília, difundindo-a por toda a Europa em suas viagens. 

Rua dos Cataventos I

Escrevo diante da janela aberta.
Minha caneta é cor das venezianas:
verde!... e que leves, lindas filigranas
desenha o sol na página deserta! 


Não sei que paisagista doidivanas
mistura os tons... acerta... desacerta...
Sempre em busca de nova descoberta,
vai colorindo as horas quotidianas 


Jogos da luz dançando na folhagem!
Do que eu ia escrever até me esqueço...
Pra que pensar? Também sou da paisagem... 


Vago, solúvel no ar, fico sonhando...
E me transmuto... iriso-me... estremeço...
Nos leves dedos que me vão pintando!

Mário Quintana 




QUADRA, forma poética escrita, constituída de quatro versos rimados normalmente 2º com o 4º versos. Vem desde os séculos XI e XIV, quando os poetas portugueses já imitavam a poesia provençal. O poeta expressa todo o seu pensamento em uma única estrofe, demonstrando o poder da síntese semelhante à trova literária em que a rima é 1º com 3º versos e 2º com o 4º. A quadrinha popular lusa é um poema de uma só quadra, setissílaba. No Brasil, é poema de forma fixa com rigores, unânimes, baixados pelas casas trovadorescas, como no ritmo, na métrica e na exigência de mensagem completa, sem o que seria apenas uma estrofe. É o mais curto poema que apresenta todos os requisitos básicos e de métrica

Coração que bate-bate...
Antes deixes de bater!
Só num relógio é que as horas
Vão passando sem sofrer.

Mário Quintana 



Enviado por Mardilê Friedrich Fabre em 07/10/2006
Para:http://www.recantodasletras.com.br/teorialiteraria/258607
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Fontes:
  Luana Castro Graduada em Letras  http://brasilescola.uol.com.br/literatura/generos-literarios.htm
http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/literatura/os-generos-literarios.htm
http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/literatura/linguagem-literaria.htm
http://portaula-vini.blogspot.com.br/2010/03/tipos-de-textos-literarios.html
http://www.recantodasletras.com.br/teorialiteraria/258607
ALMEIDA, Silas Leite de. Curso prático de português. Belo Horizonte: Vigília, 1971.
CEGALLA, Domingos Paschoal. Novíssima gramática da língua portuguesa. 46. ed. São Paulo: Nacional, 2005.
http://www.sonetos.com.br/escrever.php Acesso em: 20 maio 2006.
http://www.bahai.org.br/cordel/generos.html Acesso em: 22 maio 2006.
HOUAISS, Antônio. Dicionário Houaiss da língua portuguesa. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001. 
https://www.todamateria.com.br/prosa


Pesquisa e organização da postagem: Profª Lourdes Duarte.

Bons estudos!