Participando da 56ª Edição do Poetizando e Encantando Objetivo da brincadeira
A brincadeira tem como objetivo a interação entre amigos, visitando e comentando os blogues participantes e incentivar o amor a poesia.
A partir de uma ou mais imagens indicada pela Profª Lourdes Duarte a cada semana,em seu blog Filosofando na vida, desenvolve-se a criatividade escrevendo versos, poesias, pensamentos ou mensagens.
É uma brincadeira sem competição, participa-se com o coração e o amor a poesia.
IMAGEM ESCOLHIDA PARA NOSSA PARTICIPAÇÃO.
A aluna Thay Silva participou do Projeto Festival de Talentos da escola, na categoria poesia e ficou em segundo lugar com a poesia," A culpa foi sua", esta que está participando desta BC. Parabéns Thay por esse amor a poesia e pela classificação bem merecida.
Thay Silva
A CULPA NÃO FOI TUA
Autora: Thay
Silva
A culpa não foi sua
A culpa nunca
será tua
Entenda, eu errei
E você não tem
que me perdoar.
Fui tolo o
bastante para deixá-la ir
Agora o vazio
tomou conta de mim
Demorei demais
para perceber,
O quanto é
sufocante não te ter.
Agora estou
perdido
Em busca do seu
sorriso
E sei, que ele já
não será mais meu
Você e eu.
Mas o que mais me
doía,
Era saber que
nessa madrugada fria
Você poderia
estar
Aquecendo outra
pessoa no meu lugar.
Dentro de mim
sobrou apenas um silêncio
Pois o que antes
era completo, hoje vazio
Me prendi dentro
do meu próprio mundo
E como todo
universo me preencho com o vácuo.
O que me restou
foi continuar
Sem sua voz para
me acalmar
Continuarei
sempre te amando,
Porém sem você
nada mais faz sentido.
Para refletir, deixo essa poesia do Gabriela
Saad
AMOR E PAIXÃO
Muitas vezes as pessoas dizem que
amam
mas na verdade não é amor, é paixão.
Nenhuma pessoa apaixonada é madura
porque a paixão não é um sentimento maduro.
A paixão prende; o amor liberta
a paixão é egoísta; o amor sabe esperar
a paixão cega; o amor esclarece
a paixão desequilibra; o amor harmoniza
a paixão causa insegurança; o amor segurança
a paixão cansa; o amor revigora.
a paixão é uma criança mimada
o Amor é um sábio Mestre.
“Democracia é oportunizar a todos o mesmo ponto de
partida quando o ponto de chegada, depende de cada um”.
Fernando Sabino
A política é parte do nosso cotidiano. Está nos diversos
meios de comunicação, nas rodas de conversa em família, na rua. Muito se fala
em política.
O voto, ou sufrágio, como é também conhecido, é um
dos principais instrumentos utilizados para eleições de
representantes políticos ou para tomar decisões políticas, em espaços em que há
consulta popular para isso, como nos casos de referendos ou plebiscitos.
No Brasil, são eleitos através do voto diversos
representantes políticos da população, como vereadores, prefeitos, deputados
estaduais e federais, além de governadores e presidentes da República.
Desde a Constituição de 1988 que
o sufrágio universal foi instituído para a escolha dos ocupantes
desses cargos acima mencionados. Sufrágio universal significa que todo o
cidadão dentro das normas legais tem direito ao voto. Tal configuração de
participação política foi uma vitória no sentido de ampliação dos critérios
da democracia representativa no país, já que todos os cidadãos com
mais de 16 anos, homens ou mulheres, alfabetizados ou analfabetos, têm direito
a escolher seu representante através do voto.
Porém, na história do voto do Brasil, nem sempre foi
assim. As votações que existiam durante a colônia e durante o Império
brasileiro estavam restritas a homens que detinham certo nível de renda. Com o
advento da República, o voto foi estendido aos demais homens, mas não às
mulheres. Estas somente puderam participar das eleições no Brasil a partir de
1932, com a reforma do Código Eleitoral
Em 23 de
janeiro de 1532 os habitantes da primeira vila estabelecida na colônia
portuguesa (São Vicente), em São Paulo, foram às urnas para escolher o Conselho
Municipal. As eleições eram dirigidas por uma legislação de Portugal,
organizada em 1603 (Livro das Ordenações). No entanto, na época , o povo
escolheu seis representantes, que por sua vez, escolheram os oficiais do
Conselho.
Com a independência do Brasil de Portugal, por ordem de Dom Pedro I, foi
organizada a primeira legislação eleitoral brasileira, que foi empregada na
eleição da Assembléia Geral Constituinte de 1824.
Nos períodos colonial e imperial, havia o voto por procuração, não existia
título de eleitor e as pessoas eram reconhecidas pelos membros da Mesa
Apuradora e por testemunhas. Em decorrência de corrupção e fraudes eleitorais
,em 1842 foi impedido o voto por procuração. Em 1881, através da Lei Saraiva,
foi instituído o título de eleitor, porém esse documento não era muito
legítimo, pois não possuía a foto do eleitor. Era por conseqüência lógica, um
processo eleitoral conduzido, que não vislumbrava em momento algum o direito do
exercício de cidadania e democracia.
Em 1889, depois da Proclamação da República (a palavra República deriva do
latim e significa "coisa pública") , os analfabetos, mendigos,
menores de 21 anos, mulheres, soldados rasos, indígenas e membros do clero
estavam proibidos de votar. Nesta época o voto ainda não era direito de
todos.
Na Constituição Republicana de 1891, pela primeira vez, aconteceu o voto
direto, sendo eleito Prudente de Morais ( primeiro presidente civil doBrasil -
Prudente José de Morais e Barros ) .
Na década de 30, Getúlio Vargas foi o autor do golpe que tirou o presidente
Washington Luís do governo. Surgem nesta época o voto feminino e o voto
secreto. No entanto, com o golpe militar em meados de 1937, Getúlio Vargas
estabeleceu o Estado Novo, uma ditadura que se estendeu até 1945. Neste período
de oito anos, o brasileiro não exerceu o direito do voto. Houve o fechamento do
Congresso, e a política do governo centralizada.
Com o golpe militar de 1964 , houve a proibição do voto direto para Presidente
da República, tirando dos brasileiros, o direito de cidadão e de democracia.
Nos anos 60 e 70, com a ditadura e bipartidarismo foram fechadas emissoras de
rádio e televisão, e tudo que se produzia em termos de comunicação era
censurado. Com os chamados anos de chumbo (década de 70), houve um descrédito
dos governos militares, e em 1974 vimos o desenvolvimento do MDB nas
urnas.
Em 23 de janeiro de 1532 os habitantes da primeira vila
estabelecida na colônia portuguesa (São Vicente), em São Paulo, foram às urnas
para escolher o Conselho Municipal. As eleições eram dirigidas por uma
legislação de Portugal, organizada em 1603 (Livro das Ordenações). No entanto,
na época, o povo escolheu seis representantes, que por sua vez, escolheram os
oficiais do Conselho.
Com a independência do Brasil de Portugal, por ordem de Dom Pedro I, foi
organizada a primeira legislação eleitoral brasileira, que foi empregada na
eleição da Assembléia Geral Constituinte de 1824.
Nos períodos colonial e imperial, havia o voto por procuração, não existia
título de eleitor e as pessoas eram reconhecidas pelos membros da Mesa
Apuradora e por testemunhas. Em decorrência de corrupção e fraudes eleitorais
,em 1842 foi impedido o voto por procuração. Em 1881, através da Lei Saraiva,
foi instituído o título de eleitor, porém esse documento não era muito
legítimo, pois não possuía a foto do eleitor. Era por conseqüência lógica, um
processo eleitoral conduzido, que não vislumbrava em momento algum o direito do
exercício de cidadania e democracia.
Em 1889, depois da Proclamação da República (a palavra República deriva do
latim e significa "coisa pública") , os analfabetos, mendigos,
menores de 21 anos, mulheres, soldados rasos, indígenas e membros do clero
estavam proibidos de votar. Nesta época o voto ainda não era direito de
todos.
Na Constituição Republicana de 1891, pela primeira vez, aconteceu o voto
direto, sendo eleito Prudente de Morais ( primeiro presidente civil doBrasil -
Prudente José de Morais e Barros ) .
Na década de 30, Getúlio Vargas foi o autor do golpe que tirou o presidente
Washington Luís do governo. Surgem nesta época o voto feminino e o voto
secreto. No entanto, com o golpe militar em meados de 1937, Getúlio Vargas
estabeleceu o Estado Novo, uma ditadura que se estendeu até 1945. Neste período
de oito anos, o brasileiro não exerceu o direito do voto. Houve o fechamento do
Congresso, e a política do governo centralizada.
Com o golpe militar de 1964 , houve a proibição do voto direto para Presidente
da República, tirando dos brasileiros, o direito de cidadão e de democracia.
Nos anos 60 e 70, com a ditadura e bipartidarismo foram fechadas emissoras de
rádio e televisão, e tudo que se produzia em termos de comunicação era
censurado. Com os chamados anos de chumbo (década de 70), houve um descrédito
dos governos militares, e em 1974 vimos o desenvolvimento do MDB nas
urnas.
Não pare agora... Tem mais depois da publicidade ;)
Na década de 80 assistimos o movimento das Diretas- Já.
Ulysses Guimarães (Senhor Diretas) foi uma das principais lideranças da
empreitada e tornou-se um dos maiores oponentes ao regime militar. Em 1985
Tancredo Neves (primeiro presidente civil após o Golpe de 64), assinalou o fim
do Regime Militar e o princípio da redemocratização do País. Com a morte de
Tancredo, assume José Sarney. O período da Nova República trouxe melhorias
importantes. Em 1985, uma emenda constitucional restituiu eleições diretas para
a presidência. Essa emenda também outorgou direito de voto aos maiores de 16
anos e os analfabetos também passaram a votar.
Proclamada em 1988, a nova Constituição estabeleceu eleições diretas com dois
turnos para a presidência. Exclusivamente em 1989 o brasileiro voltou a indicar
pelo voto direto o presidente da República. O País concretizava com esse evento
a democracia. As urnas eletrônicas , foram implantadas na década de 90 como uma
grande inovação para o voto no Brasil. Em 1996, elas foram empregadas pela
primeira vez nas eleições municipais e, em 2000, houve a primeira eleição em
que todas os eleitores votaram na urna eletrônica. O Brasil, país que foi o
precursor, na automação eletrônica do seu princípio de votação, soube abolir,
através da impressão do voto visto pelo eleitor, o potencial para deturpação da
aspiração popular através de erros no funcionamento das urnas
eletrônicas.
Atualmente existe o projeto ''A Eleição Eletrônica do Futuro'', que agilizará o
sistema de votação eleitoral através de um cartão magnético com chip. Esse
cartão terá o nome de “smart card”, que trocará o título eleitoral impresso em
papel. O “smart card” já poderá ser inserido a partir das eleições de 2006 e
poderá ser empregado pelo eleitor em qualquer lugar do país.
O processo eleitoral brasileiro, apesar de algumas
falhas, é o que melhor oferece um processo de representação, com a oportuna
participação popular na dinâmica do poder, mesmo que indiretamente, ocorrendo
de forma efetiva por votações a cada 2 (dois) anos através das urnas
eletrônicas.
Ainda tratando a despeito da participação do povo no
processo democrático, inúmeras foram as discussões concernentes à legalidade do
processo de impeachment. Todavia, o que o presente artigo sustenta, assim
como grande parte da doutrina brasileira, é que não há qualquer violação à
democracia, sendo certo que o impeachment é um mecanismo garantido na
própria lei mãe para frear eventuais abusos de poder.
Por fim, conclui-se que a Constituição Federal assegura
os direitos dos cidadãos e faz da cidadania a manifestação mais nobre do
princípio democrático, sendo que este se faz com participação do povo,
responsável não apenas por eleger seus representantes, mas também por
fiscalizá-los e lutar por seus direitos, com a consciência de que um país só se
torna desenvolvido e próspero quando os direitos são garantidos a todos os
membros da sociedade.
O VOTO É PERSONALÍSTICO
O meu ideal político é a democracia, para que todo o
homem seja respeitado como indivíduo e nenhum venerado.
Albert Einstein
Os direitos políticos surgem no momento em que a
soberania popular toma o lugar da monarquia absolutista, quando o povo, tomando
consciência de sua importância e força e assume seu próprio futuro. Soberania
popular significa que a titularidade do poder pertence aos cidadãos. John Locke
dizia que o governo não deveria pertencer ao príncipe, mas ao povo, que seria,
na verdade, o único soberano. Com a Revolução Francesa, essa ideia
disseminou-se pelo mundo, passando em muitos países, a ser o povo o soberano em
lugar do rei.
O voto é personalíssimo, somente pode ser exercido
pessoalmente. É obrigatório e igual para homens e mulheres, entre 18 (dezoito)
e 70 (setenta) anos e facultativo entre 16 (dezesseis) e 18 (dezoito) e acima
de 70 (setenta) anos, havendo inclusive sanção para ausência não justificada. O
eleitor pode escolher quem ele bem entender, diante dos candidatos inscritos,
ou votar em branco e até mesmo anular seu voto. Para expressar a real intenção
do eleitor, o voto deve revestir-se de alguns atributos, tais como eficácia,
sinceridade, autenticidade, personalidade e liberdade. Decorre do atributo da
liberdade que o voto seja secreto. Decorre da sinceridade, da autenticidade e
da eficácia, que o voto seja direto. De todos esses atributos, deveria decorrer
a facultatividade do voto.
O conceito jurídico isolado de democracia é considerá-la
apenas como um regime em que os governantes são periodicamente escolhidos pelos
governados. Porém, esta definição não completa o conceito de democracia, que é
mais amplo. A democracia supõe a igualdade e a liberdade, é uma forma de vida
social, de coexistência entre indivíduos membros de dada sociedade, é fruto de
longa discussão histórica, que não se esgotou, ainda, e que nunca se esgotará.
A democracia é como a liberdade e o próprio direito, pois
muitos somente os reconhecem e estimulam depois de violados, durante
repressões, ditaduras ou terrorismo. Paulo Bonavides (1999) defende que o povo,
melhor do que os juristas e filósofos sabem sentir e compreender a democracia,
embora não possa explicá-la com limpidez da razão nem com a solidez das
teorizações.
explicá-la com limpidez da razão nem com a solidez das
teorizações.
Diante do exposto, podemos conceituar democracia como
sendo a soberania popular, de distribuição equitativa de poder, que emana do
povo, pelo povo e para o povo, que governa a si mesmo ou elege representantes,
através do sufrágio, direto, universal, secreto, facultativo, onde todos devem
estar representados, porém prevalecendo a vontade da maioria, desde que não
contrarie os princípios da legalidade, igualdade, liberdade e da dignidade da
pessoa humana.
A existência dos períodos ditatoriais, como entre 1937 e
1945 e entre 1964 e 1985, diminuiu muito a abrangência da participação política
dos cidadãos na escolha de seus representantes políticos. A restrição histórica
à participação de boa parte da população na escolha de seus representantes
através do voto fez com que o sufrágio universal estabelecido na Constituição
de 1988 ganhasse uma enorme importância.
Através do voto, é possível ao eleitor e ao cidadão
escolher dentre um leque de opções previamente estabelecido uma pessoa que o
representará em algumas das instituições políticas por um período determinado.
Essa escolha, na forma ideal, deve ser feita com consciência política e após
uma análise das propostas do candidato e de sua viabilidade de aplicação, além
do histórico pessoal e político do candidato.
A Constituição assegura os direitos do cidadão e faz da
cidadania a manifestação mais nobre da Democracia. Pelo que, no processo
eleitoral, é ele que tem o papel central de titular insubstituível do poder.
Somente com a sua participação efetiva, sensível, engajada e responsável é. que
se tem a Democracia operante. Não se há frustrá-Io, seja como for. Qualquer
tentativa ou consumação de tal aniquilamento importa em violação do princípio da
cidadania e não pode ser considerado lícito, legítimo e fundado no sistema
constitucional democrático. Há se respeitar, irrestritamente, a Constituição e
as leis que lhe dão eficácia. Mas é de se notar que o papel de cada um e de
todos os cidadãos é essencial para que tal efetividade deixe de ser sonho.
Afinal, como se continha em parecer da comissão do Senado Imperial proferido
sobre a Lei dos Círculos "... os costumes não se corrigem tão prontamente
como se alteram as leis; o resultado, pois, será lento (mesmo com a introdução
das mudanças), mas infalível, e o povo não passará pela decepção, sempre
perigosa, de esperar da lei o que ela não pode realizar". Compete a cada
um de nós, cidadãos, e a mais ninguém, o dever de sermos solidários e responsáveis
uns com os outros, uns pelos outros. A Democracia não prescinde de ninguém. Nem
é propriedade do Estado. Nem sua única, conquanto necessária, responsabilidade.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Ante
as considerações precedentemente expostas, permite-se concluir que o processo
eleitoral é o principal mecanismo para que a sociedade em geral possa fazer
parte do funcionamento governamental, sendo instrumento para que se atinja a
democracia.
O
processo eleitoral brasileiro, apesar de algumas falhas, é o que melhor oferece
um processo de representação, com a oportuna participação popular na dinâmica
do poder, mesmo que indiretamente, ocorrendo de forma efetiva por votações a
cada 2 (dois) anos através das urnas eletrônicas.
Ainda tratando a despeito da participação do povo no
processo democrático, inúmeras foram as discussões concernentes à legalidade do
processo de impeachment. Todavia, o que o presente artigo sustenta, assim
como grande parte da doutrina brasileira, é que não há qualquer violação à
democracia, sendo certo que o impeachment é um mecanismo garantido na
própria lei mãe para frear eventuais abusos de poder.
Por fim, conclui-se
que a Constituição Federal assegura os direitos dos cidadãos e faz da cidadania
a manifestação mais nobre do princípio democrático, sendo que este se faz com
participação do povo, responsável não apenas por eleger seus representantes,
mas também por fiscalizá-los e lutar por seus direitos, com a consciência de
que um país só se torna desenvolvido e próspero quando os direitos são
garantidos a todos os membros da sociedade.
Vote consciente e respeite o direito
a democracia de cada um.
A brincadeira tem como objetivo a interação entre amigos, visitando e comentando os blogues participantes.
A partir de uma ou mais imagens indicada pela Profª Lourdes Duarte a cada semana,em seu blog Filosofando na vida, desenvolve-se a criatividade escrevendo versos, poesias, pensamentos ou mensagens.
É uma brincadeira sem competição, participa-se com o coração e o amor a poesia.
IMAGENS ESCOLHIDAS PARA NOSSA PARTICIPAÇÃO.
O Início da Primavera
2018 começa às 22h53 do dia 22 de setembro de 2018; e termina em 21 de dezembro
de 2018.
Não poderia deixar de
lembrar dessa linda estação vendo esta bela imagem que a Profª Lourdes nos
sugere. Apesar de que:
Nem sempre
a primavera
surge nas estações...
Ela também
se manifesta nas mãos.
De quem tem o dom,
de semear o amor!
Primavera
Célia Cristina Prado
O verde se torna mais verde,
as cores mais vivas, mais intensas,
brilham com sua alegria e magia,
como se fosse um mundo de fantasia.
Os dias mais coloridos, mais perfumados,
eu sei bem porquê tudo está assim,
é ela quem está de volta,
bela e doce Primavera que voltou enfim!
SAIBA MAIS SOBRE A
PRIMAVERA
A primavera é a estação
que antecede o verão e sucede o inverno. No Hemisfério Sul, onde está
localizado o Brasil, esta estação é caracterizada pelo desabrochar das flores,
chuvas e pelo aquecimento da temperatura.
Nesta estação, o clima
é mais ameno, ou seja, não tão quente quanto o verão, e nem muito frio como no
inverno.
Equinócio da Primavera
O equinócio da
primavera marca o início da primavera no Brasil. O equinócio é um fenômeno
astronômico onde o Sol atinge com maior intensidade as regiões próximas à linha
do Equador. No equinócio, o dia tem a mesma duração no hemisfério Norte e no
hemisfério Sul.
Fim da Primavera
O fim da primavera é
marcado por outro evento astronômico: o solstício de Verão. Este é o período em
que o hemisfério Sul está inclinado cerca de 23,5º na direção do Sol. Em 2018,
o solstício de Verão será às 19h22 ou 20h22 (para estados com horário de verão)
do dia 21 de dezembro de 2018 no Brasil.
Participação da aluna Vanessa Oliveira que nos encanta com sua linda poesia.
Carlos
Drummond de Andrade, cronista, jornalista, funcionário público e,
principalmente, poeta. Um dos maiores nomes da literatura brasileira apostou em
versos livres e linguagem objetiva nas suas obras. Drummond, além de poemas,
escreveu livros em prosa e alguns de temática infantil.
O
mineiro morou no Rio de Janeiro por muitos anos, mas a terra natal, Itabira,
sempre esteve presente nos seus versos. O poeta ainda trata da questão da
existência, do individualismo e do fazer poético. Em uma fase mais social,
apresenta versos que mostram solidariedade e desejo de transformação.
Drummond
viveu em um período marcado pela Guerra Fria. A incerteza da época pode ser
percebida em sua obra, o eu-lírico se mostra sem esperança e impotente diante
de certas situações.
Com
características modernistas, Drummond aposta no verso livre, sem métricas. O
poeta faz parte da segunda fase do modernismo brasileiro, período marcado pela
consolidação do movimento literário. Cecília Meireles, Murilo Mendes,
Graciliano Ramos, Jorge Amado, Érico Veríssimo e Vinícius de Morais também
fazer parte dessa geração.
Estilo
Carlos Drummond de Andrade apresenta uma poesia concreta, objetiva e com
linguagem mais popular. O autor incentiva a liberdade para escrever, como
muitos modernistas do seu tempo, e dá um tom ácido aos seus escritos com versos
irônicos e sarcásticos.
As
sem-razões do amor
Carlos
Drummond de Andrade
Eu te amo porque te amo,
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.
Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.
Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.
Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.
A UM
AUSENTE
Carlos
Drummond de Andrade
Tenho razão de sentir saudade,
tenho razão de te acusar.
Houve um pacto implícito que rompeste
e sem te despedires foste embora.
Detonaste o pacto.
Detonaste a vida geral, a comum aquiescência
de viver e explorar os rumos de obscuridade
sem prazo sem consulta sem provocação
até o limite das folhas caídas na hora de cair.
Antecipaste a hora.
Teu ponteiro enlouqueceu, enlouquecendo nossas horas.
Que poderias ter feito de mais grave
do que o ato sem continuação, o ato em si,
o ato que não ousamos nem sabemos ousar
porque depois dele não há nada?
Tenho razão para sentir saudade de ti,
de nossa convivência em falas camaradas,
simples apertar de mãos, nem isso, voz
modulando sílabas conhecidas e banais
que eram sempre certeza e segurança.
Sim, tenho saudades.
Sim, acuso-te porque fizeste
o não previsto nas leis da amizade e da natureza
nem nos deixaste sequer o direito de indagar
porque o fizeste, porque te foste.
MANEIRA
DE AMAR
O jardineiro conversava com as flores, e elas se habituaram ao diálogo. Passava
manhãs contando coisas a uma cravina ou escutando o que lhe confiava um
gerânio. O girassol não ia muito com sua cara, ou porque não fosse homem
bonito, ou porque os girassóis são orgulhosos de natureza.
Em vão o jardineiro tentava captar-lhe as graças, pois o girassol chegava a
voltar-se contra a luz para não ver o rosto que lhe sorria. Era uma situação
bastante embaraçosa, que as outras flores não comentavam. Nunca, entretanto, o
jardineiro deixou de regar o pé de girassol e de renovar-lhe a terra, na devida
ocasião.
O dono do jardim achou que seu empregado perdia muito tempo parado diante dos
canteiros, aparentemente não fazendo coisa alguma. E mandou-o embora, depois de
assinar a carteira de trabalho.
Depois que o jardineiro saiu, as flores ficaram tristes e censuravam-se porque
não tinham induzido o girassol a mudar de atitude. A mais triste de todas era o
girassol, que não se conformava com a ausência do homem. "Você o tratava
mal, agora está arrependido?" "Não, respondeu, estou triste porque
agora não posso tratá-lo mal. É minha maneira de amar, ele sabia disso, e
gostava".