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terça-feira, 21 de agosto de 2018

A CIÊNCIA E O MÉTODO CIENTÍFICO E A CIÊNCIA MODERNA




ESCOLA DE REFERÊNCIA EM ENSINO MÉDIO DR. MOTA SILVEIRA



DISCIPLINA : MATEMÁTICA



Grupo de Estudo MALBA TAHAN- GEMAT





A CIÊNCIA E O MÉTODO CIENTÍFICO E A CIÊNCIA MODERNA



A CIÊNCIA



      O que é ciência? De forma geral, pura e simplesmente “saber”. Mas em um sentido mais específico, ciência da forma que um cientista faz dentro de um laboratório pode ser definida como:

Forma ou conjunto de procedimentos utilizados para adquirir conhecimentos baseada em observações e experimentos passíveis de serem repetidos e que acabam por originar teorias. A ciência também busca desvendar as leis que descrevem o funcionamento do mundo material.

Um conceito associado é o de tecnologia, que consiste na utilização dos conhecimentos científicos para a obtenção de resultados práticos.

O conjunto de procedimentos utilizados pelos cientistas pode ser resumido ou exemplificado pelo método científico clássico, que consiste das seguintes etapas:

11-   Problema: a primeira coisa que se faz é perceber um “problema”. Basicamente é aquilo que se quer resolver ou saber mais sobre.
22-     Pergunta: então o problema é formulado em forma de pergunta, para que a partir daí se possa tentar obter uma resposta.
33-    Formulação de uma hipótese. Hipótese é uma tentativa de explicar um fenômeno.
44-     Teste da hipótese: consiste na observação e/ou elaboração de um experimento para testá-la.
55-    Conclusões sobre a validade da hipótese: onde se pode rejeitar ou aceitar a hipótese, dependendo dos resultados dos testes. Se a hipótese for rejeitada, é necessário formular uma nova, a partir dos dados obtidos, caso a hipótese seja confirmada ou aceita, ela pode vir a fazer parte de uma teoria.
Teoria: conjunto de conhecimentos que procura explicar fenômenos abrangentes da natureza.



Vejamos um exemplo clássico:

     Alguém observa ou sabe que algumas goiabas apresentam larvas. Essa mesma pessoa também observa ou sabe que é comum haver moscas pousando nas goiabas em determinados períodos. Daí surge um problema, que pode ser formulado como pergunta: de onde vêm as larvas das goiabas?

O segundo passo é formular uma hipótese. Neste caso, a pessoa suspeita que as larvas sejam provenientes de ovos de moscas depositados nos frutos.
Em seguida, deve-se testar a hipótese. O indivíduo propôs fazer o seguinte: cobrir algumas goiabas com sacos plásticos antes do período em que as moscas começam a sobrevoar e pousar nos frutos.

Como você provavelmente já sabe, ao final do experimento, os frutos cobertos não apresentarão larvas (indicando que são provenientes dos ovos das moscas). Ao passo que os frutos descobertos, onde as moscas puderam pousar, apresentarão larvas, justamente devido ao fato de que as moscas puderam depositar seus ovos neles. A conclusão que se tira é a de que a hipótese foi confirmada e é verdadeira.


Alguns detalhes importantes a serem destacados:

11-     Note que a pessoa não cobriu todos os frutos. Em um experimento sempre é importante ter um grupo experimental que irá sofrer uma intervenção (neste caso, as goiabas cobertas) e um segundo grupo, chamado de grupo controle, que não sofrerá a intervenção (goiabas descobertas), mas ao final do experimento será comparado ao grupo experimental, para que se possamos ter uma boa noção dos efeitos da intervenção. Se acontecesse de as goiabas descobertas também não apresentarem larvas, a hipótese poderia ter de ser descartada ou reformulada.
22-     Caso a pessoa tivesse proposto a hipótese de que as larvas são provenientes das próprias goiabas, e não das moscas, os resultados do experimento iriam descartar essa hipótese, que por sua vez teria então de ser descartada ou reformulada.
33-     Os conhecimentos obtidos com esse conhecimento científico poderiam ser utilizados no desenvolvimento de tecnologias de preservação dos frutos, por exemplo.



MÉTODO CIENTÍFICO



       O método científico pode ser definido como a maneira ou o conjunto de regras básicas empregadas em uma investigação científica com o intuito de obter resultados o mais confiáveis quanto for possível. Entretanto, o método científico é algo mais subjetivo, ou implícito, do modo de pensar científico do que um manual com regras explícitas sobre como o cientista, ou outro, deve agir.

Geralmente o método científico engloba algumas etapas como: a observação, a formulação de uma hipótese, a experimentação, a interpretação dos resultados e, por fim, a conclusão. Porém alguém que se proponha a investigar algo através do método científico não precisa, necessariamente, cumprir todas as etapas e não existe um tempo pré-determinado para que se faça cada uma delas. Charles Darwin, por exemplo, passou cerca de 20 anos apenas analisando os dados que colhera em suas pesquisas e seu trabalho se constitui basicamente de investigação, sem passar pela experimentação, o que, contudo, não torna sua teoria menos importante. Algumas áreas da ciência, como a física quântica, por exemplo, baseiam-se quase sempre em teorias que se apoiam apenas na conclusão lógica a partir de outras teorias e alguns poucos experimentos, simplesmente pela impossibilidade tecnológica de se realizar a comprovação empírica de algumas hipóteses.
O método científico como conhecemos hoje foi o resultado direto da obra de inúmeros pensadores que culminaram no “Discurso do Método” de René Descartes, onde ele coloca alguns importantes conceitos que permeiam toda a trajetória da ciência até hoje. De uma forma um pouco simplista, mas apenas para dar uma visão melhor do que se trata o método proposto por Descartes, que acabou sendo chamado de “Determinismo Mecanicista”, “Reducionismo”, ou “Modelo Cartesiano”, ele baseia-se principalmente na concepção mecânica da natureza e do homem, ou seja, na concepção de que tudo e todos podem ser divididos em partes cada vez menores que podem ser analisadas e estudadas separadamente e que (para usar a frase clássica) “para compreender o todo, basta compreender as partes”.

     Talvez, o exemplo mais fácil de se verificar o método proposto por Descartes, seja através da medicina: baseada no modelo cartesiano a medicina se dividiu em especialidades cada qual procurando entender os mecanismos de funcionamento de um órgão ou parte específica do corpo humano. As doenças passaram a ser encaradas como algum distúrbio em determinada parte que constitui o homem, e o homem em si, como um todo, deixa de ser considerado na investigação da medicina segundo modelo cartesiano.

      Que o método de Descartes funcionou, não restam dúvidas a ciência evoluiu como nunca com a aplicação deste método. Porém a ciência que tinha como objetivo primeiro, proporcionar o bem estar ao homem através da compreensão e modificação da natureza a seu favor, como propôs Francis Bacon seguido por Descartes, perdeu seu sentido. Com a aplicação do modelo reducionista em todas as áreas do conhecimento as interações entre as partes e o todo e entre este e outros deixou de ser considerada causando sérios distúrbios sociais, ambientais e ameaçando até a existência do próprio homem em contradição com seu princípio fundamental.



A CIÊNCIA E A EVOLUÇÃO DO MÉTODO CIENTÍFICO





       A história do método científico considera as mudanças na metodologia da investigação científica que ocorrem ao longo de toda história da ciência. Desta forma, ao olhar para a dinâmica histórica não identificamos apenas um raciocínio científico, mas uma série de métodos adotados para construir conhecimento científico.
O desenvolvimento das regras que fazem parte do critério científico de construção de conhecimento não foi raciocínio direto. O método científico é debatido de forma relativamente frequente, especialmente sobre critérios de delimitação entre o que é, o que não é ciência, e o que é pseudociência. Ao longo da história da ciência muitos filósofos naturais e cientistas defenderam abordagens distintas sobre qual seria a melhor forma de se obter conhecimento.

        A criação do método científico é atribuída a René Descartes, mas tem suas raízes um pouco mais profundas em dois pensadores de nomes semelhantes: Roger e Francis Bacon. Roger Bacon (1220-1292) foi o primeiro a defender a experimentação como fonte de conhecimento. Francis Bacon (1561-1626) foi, porém, quem terminaria por fixar a base do que Descartes transformaria no moderno método científico. A nova abordagem de Francis Bacon foi fortemente influenciada por descobertas de cientistas como Copérnico e Galileu Galilei que o levaram a propor uma nova abordagem da investigação científica através do pensamento indutivo em contraposição ao pensamento dedutivo que desde Aristóteles predominava sobre as ciências. Francis Bacon é considerado um dos fundadores da ciência moderna sendo responsável por desenvolver o método empírico de pesquisa cientifica, onde a razão fica subordinada a experimentação. Bacon propõem o raciocínio indutivo ou indução, que vai do particular para o geral e onde o objetivo dos argumentos é levar a conclusões cujo conteúdo é muito mais amplo do que o das premissas nas quais se basearam (LAKATOS, E. M. e MARCONI, M. de A. Metodologia científica. São Paulo: Atlas, 1991).  
      Isaac Newton (1643-1727) foi o grande sintetizador das obras de Copérnico, Kepler, Bacon, Galileu e Descartes, desenvolvendo uma formulação matemática da concepção mecanicista da natureza. A partir dele estava plenamente estabelecido o paradigma mecanicista ou newtoniano-cartesiano. Com relação ao método científico, Newton, agrega o método empírico-indutivo e o racionalista-analítico-dedutivo, e vai além. Antes de Newton, duas tendências opostas orientavam a ciência: 1) o método empírico, indutivo, representado por Bacon; e, 2) o método racional, dedutivo, representado por Descartes. Ultrapassando Bacon em sua experimentação sistemática e Descartes em sua análise matemática, Newton unificou as duas tendências. Assim, estava montado o modelo de ciência que vigora até o presente momento, que foi um dos grandes responsáveis pelos avanços e retrocessos, pelos benefícios e malefícios que a sociedade moderna atual vive até o presente momento. Foi Newton quem deu vida ao sonho de Descartes completando a Revolução Científica.

        Como a ciência é um campo em constante mudança, o método científico de Descartes passa a ser questionado no início do século XX, após as descobertas de Einstein sobre a relatividade e de Niels Bohr sobre a física quântica que colocam em xeque um dos preceitos fundamentais do modelo mecanicista de Descartes. Até o início do século XX predominava na ciência o método científico baseado no modelo mecanicista proposto por René Descartes em seu Discurso do Método (2005). Entretanto as teorias da relatividade de Albert Einstein (1879-1955) e a mecânica quântica de Niels Bohr (1885- 1962) puseram em xeque alguns dos pilares do modelo cartesiano. As descobertas de Einstein e Bohr provaram a impossibilidade de determinar até mesmo a realidade dos resultados de uma observação, derrubando o preceito de que “para conhecer o todo, basta conhecer as partes” ao demonstrar que muitos fenômenos não possuem explicação se não encarados dentro de uma situação ou sistema e, sobretudo, derrubaram o preceito de que o objeto é separado e independente do observador, mostrando que o que conhecemos daquilo que acreditamos ser o objeto real é apenas o resultado de nossa intervenção nele e não o objeto em si.

CIÊNCIA MODERNA Por Me. Cláudio Fernandes



     A Ciência Moderna, isto é, a ciência que conseguiu articular o método de observação e experimentação com o uso de instrumentos técnicos (sobretudo o telescópio e o microscópio), começou a se desenvolver, propriamente, na Europa do século XVI. O nascimento dessa ciência nova é tido por muitos historiadores como uma revolução, haja vista que no mundo antigo e no mundo medieval as investigações sobre fenômenos naturais (terrestres e celestes), organismos vivos, dentre outras coisas, não se valiam do uso da técnica e não concebiam o universo como algo composto de uma mesma matéria uniforme, suscetível à corrosão e à finitude.
O universo, melhor dizendo, o mundo, para os antigos e medievais, era um sistema fechado, com estrutura muito bem definida e harmônica, grosso modo: um cosmos. Havia, segundo a terminologia aristotélica, o mundo sublunar (abaixo das esferas celestes e da Lua), isto é, terreno e finito – cheio de imperfeições, e o mundo supralunar, cujos corpos celestes não poderiam ter as mesmas imperfeições que os terrenos. Tal concepção foi absorvida pelos doutores da Igreja Católica em uma complexa e muito fértil combinação da doutrina da criação e investigação da natureza. Soma-se a essa combinação a perspectiva cosmológica desenvolvida por Ptolomeu, que concebia a Terra como sendo o centro desse cosmos harmônico.
Com o chamado Renascimento Cultural, que se deu em várias regiões da Europa entre os séculos XIV e XVI, houve um intenso intercâmbio de conhecimento a respeito de antigos tratados sobre astronomia e física, bem como o aperfeiçoamento de instrumentos de navegação, como a luneta – que mais tarde constituiria a base para a criação do telescópio, por Galileu Galilei. No norte da Europa, na região das atuais Polônia, Alemanha e Holanda e no sul, sobretudo na Itália – regiões que foram palco do desenvolvimento comercial neste período, o Renascimento deitou raízes em vários campos, principalmente o artístico e o científico.
O astrônomo polonês Nicolau Copérnico foi o primeiro a elaborar uma hipótese sobre o cosmos que se diferiu radicalmente daquela de Ptolomeu, que vigorava até então. Essa hipótese era a do Heliocentrismo, cujo postulado compreendia que os planetas, incluindo a Terra, giravam em torno da órbita do Sol. Partindo disso, o Sol poderia ser considerado o centro do Universo. A hipótese de Copérnico seria confirma por outro astrônomo, o italiano Galileu Galilei.

 
Estátua de Galileu (munido de seu telescópio) no Palácio de Uffizi, em Florença, Itália
Galileu foi o responsável pela criação do telescópio, instrumento decisivo para observação dos corpos celestes. Por meio do telescópio, Galileu pode perceber imperfeições na Lua e em outros planetas, fato que acabou por contestar a antiga concepção de um cosmos fechado. O historiador da ciência Alexandre Koyré compreende que a “destruição deste cosmos fechado”, operada por Galileu, Joahannes Kepler, Tycho Brahe, dentre outros cientistas, inaugura uma nova cosmologia, ou uma nova forma de se conceber o mundo físico, que, a partir do século XVII, passaria a ser a do universo infinito.
A concepção de um universo infinito pressupunha uma linguagem nova. A matemática seria essa nova linguagem. O mundo, segundo Galileu, poderia ser “lido”, interpretado, através de caracteres geométricos. A matemática e a lógica indutiva, mesclada com as concepções filosóficas do século XVII, notadamente o racionalismo de René Descartes e o empirismo dos filósofos ingleses, alinhavaram o sistema científico moderno, cujo desenvolvimento se deu progressivamente até o advento da Teoria da Relatividade de Einstein e da Mecânica Quântica, de Heisenberg e Bohn, na primeira metade do século XX.


PESQUISA E ORGANIZAÇÃO DA POSTAGEM- Professores
Lourdes Duarte
Elza Interaminese e 
Eduardo Xavier



Fontes bibliográficas
https://crentinho.wordpress.com/2009/02/10/a-ciencia-e-o-metodo-cientifico/
fevereiro 10, 2009 às 6:01 pm | Publicado em Blogroll, Uncategorized | Comentários desativadosem A CIÊNCIA E O MÉTODO CIENTÍFICO 
https://www.infoescola.com/ciencias/metodo-cientifico/
https://pt.linkedin.com/pulse/ci%C3%AAncia-e-evolu%C3%A7%C3%A3o-do-m%C3%A9todo-cient%C3%ADfico-fernando-alcoforado

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

CONTEÚDOS DE BIOLOGIA PARA O 2º ANO DO ENSINO MÉDIO - artrópodes, diplópodes, crustáceos e aracnídeos



                 Animais  artrópodes, diplópodes,  crustáceos , aracnídeos.


Artrópodes

       Muitas vezes, não percebemos a presença daqueles animais com corpos de formas estranhas e cores variadas, que vivem ao nosso redor, voam sobre nossas cabeças ou aqueles que se locomovem próximo dos nossos pés. A maioria desses seres é formada por animais artrópodes.
Esse grupo inclui animais como aranha, mosca, siri, lacraia, piolho-de-cobra, camarão, escorpião, abelha, entre inúmeros outros. O grupo dos artrópodes é tão bem adaptado aos diferentes ambientes que, atualmente, representa mais de 70% das espécies animais conhecidas.


Características gerais dos artrópodes

A principal característica que diferencia os astrópodes dos demais invertebrados são as patas articuladas. Foi essa característica que deu o nome ao grupo, pois a expressão patas articuladas vem do grego: artro, que significa "articulação", e podos, "patas".
As patas articuladas permitem que o animal possa realizar vários movimentos diferentes, muitos deles bem definidos e elaborados. Além de uma locomoção muito eficiente, as patas articuladas apresentam outras vantagens para o animal, pois auxiliam na sua defesa e na captura de alimento. No dia-a-dia, é fácil observar nas formigas, por exemplo, a atividade que essas patas permitem.
Além das patas articuladas, outra característica importante dos artrópodes é a presença de um reforço externo: o exoesqueleto. Ele é resistente, impermeável e é constituído de sais de quitina, que é um tipo de "açúcar".
O exoesqueleto reveste e protege o corpo desses animais de muitos perigos externos e também evita que eles percam água. é uma importante adaptação ao ambiente terrestre.



Inseto saindo do seu exoesqueleto antigo


     Embora ofereça proteção, o exoesqueleto limita o tamanho do animal, pois não acompanha o crescimento do corpo. Quando esse exoesqueleto fica pequeno, ocorre a muda. Nesse fenômeno, o exoesqueleto antigo se desprende do corpo do animal e é trocado pelo novo, que já está formado.
Até se tornarem adultos, os artrópodes podem fazer essa troca várias vezes. Por isso, podemos encontrar exoesqueletos de artrópodes soltos em árvores.
Os diversos grupos de artrópodes
Os artrópodes são subdivididos em classes de acordo com alguns critérios, como a divisão do corpo e o número de apêndices apresentados (por exemplo: número de patas, antenas etc.).


Entre as classes de artrópodes, podemos citar: crustáceos, aracnídeos, quilópodes, diplópodes e insetos.

A seguir, vamos conhecer melhor cada uma delas.


Os artrópodes formam um filo (Arthropoda) de animais com as patas e todos os outros apêndices articulados (antenas, peças bucais etc) e com exoesqueleto, uma proteção externa contra perda de água e danos físicos, que limita o crescimento dos animais sendo necessário uma troca de exoesqueleto para que se desenvolvam.
Exoesqueleto

Uma troca de exoesqueleto


Classificação


Dentro dos artrópodes existem cinco grupos que são diferenciados e agrupadas pelo número de patas que eles têm. Os insetos são os animais que apresentam três pares de patas, os aracnídeos têm quatro pares de patas, os crustáceos têm cinco pares, os quilópodes apresentam um par em cada segmento do corpo e os diplópodes apresentam dois pares por segmento.
Cigarra saindo do seu exoesqueleto. Foto: Souchon Yves / Shutterstock.com
Para a troca de exoesqueleto e o consequente crescimento, os artrópodes fazem a muda. Esse processo é comandado por eventos hormonais e ambientais. O hormônio que comanda essa troca é chamado de ecdisona, e a abundância de comida e a temperatura são os fatores ambientais que comandam a muda. Quando os fatores ambientais favoráveis começam a aparecer, a ecdisona aumenta e o exoesqueleto do animal começa a rachar e se destacar do corpo enquanto outro mais fino e flexível começa a ser produzido. Esse novo exoesqueleto vai endurecendo aos poucos e durante esse tempo os animais vão crescendo até que o enrijecimento da cutícula esteja completo e os animais ficam estagnados no tamanho até a próxima muda.





Sistema digestivo


       O sistema digestivo dos artrópodes é completo e o alimento é levado até ele por apêndices bucais articulados. O sistema é dividido em três partes, o anterior serve para digestão mecânica, o mediano (ou ceco) para digestão enzimática e absorção de nutrientes e o posterior para absorção de água. A excreção é feita pelo nefrídeos que são associados a outras estruturas como túbulos de Malpighi ou glândulas coxais, as quais têm aberturas na base das antenas ou na base do primeiro par de patas para eliminação dos excretas.
Sistema circulatório


Pelo fato do sistema circulatório ser aberto, o sangue sai do coração, passa pelos vasos, sai para a hemocele, alimentando os órgãos dos animais e enfim volta para o coração, e todo o processo começa de novo. Os pequenos artrópodes não têm moléculas ou células dariam cor ao sangue, já os artrópodes maiores têm hemocianina no sangue, molécula que deixa o sangue com coloração azulada. Antes do sangue voltar para o coração, este passa pela estrutura responsável pela realização da troca gasosa, brânquias no caso de animais aquáticos como os crustáceos, sistema traqueal em insetos e pulmão foliáceo em aranhas.

Sistema nervoso



O sistema nervoso dos artrópodes é composto por gânglios sendo um central que se liga a um cordão nervoso que percorre todo o corpo. Os órgãos sensoriais são chamados de sensilas que podem ser mecano e quimiorreceptores como poros, pelos e cerdas são projeções da cutícula, já que a mesma é uma barreira entre o corpo doa animais e o meio. Eles podem ter, além dos olhos simples, os olhos compostos tendo, cada uma das unidades, um nervo exclusivo ligado. Devido a isso, os olhos compostos são especializados na detecção de movimentos. Os olhos de alguns artrópodes são especializados em visão diurna ou noturna, ou seja, eles têm alto grau de dificuldade para se adaptar a mudança de luminosidade.



Reprodução



Os artrópodes são dioicos (indivíduos com órgãos reprodutores masculinos e indivíduos com órgãos reprodutores femininos) e a maioria faz fecundação interna. Alguns tem cuidado parental nos primeiros momentos da vida da prole. Eles podem se desenvolver indiretamente, passando pelo estagio de larva, ou diretamente.

 Saiba mais.




Crustáceos

Os crustáceos (subfilo Crustacea) fazem parte do filo dos artrópodes, pois tem o corpo coberto com exoesqueleto quitinoso (geralmente rígido por causa de acumulo de carbonato de cálcio), segmentado, com apêndices (patas, antenas, asas) articulados e birremes, ou seja, dois ramos que saem da mesma base e são modificados conforme a função de cada indivíduo. A forma geral dos crustáceos é dividida em cabeça e corpo, porém cada uma dessas divisões tem subdivisões.

    A lagosta é um crustáceo. Foto: Zerosub / Shutterstock.com
A cabeça é dividida em seis segmentos. O primeiro (pré-segmentar) é chamado de ácron e nos demais estão dispostos os olhos pedunculados, um par de antenas e as peças bucais formadas por um par de mandíbulas e dois pares de maxilas tendo os palpos no final de cada uma auxiliando na manipulação dos alimentos. Alguns animais formam uma carapaça dura na cabeça formado pela fusão dos segmentos.

O corpo pode ser dividido em duas partes (cefalotórax e abdômen) ou em três partes (cabeça, tórax e abdômen) e quantos segmentos há em cada uma dessas partes é variável sendo específico de cada espécie. O télson e urópodes juntos formam o último segmento do abdômen chamado de leque caudal que ajuda na locomoção. No corpo estão presentes os apêndices de locomoção que são geralmente cinco ou mais. Os pereópodes estão localizados no tórax e os pleópodes localizados no abdômen.
Os crustáceos são, em sua maioria marinhos, mas também tem representantes terrestre se de água doce, apresentam uma grande variedade de formas e funções. Os mais conhecidos são os que comemos como por exemplo camarões, lagostas, caranguejos. Porém, há também alguns crustáceos que são fixos em substratos como pedras e navios como as cracas; há os microscópicos que podem formar o zooplâncton que serve de comida para baleia, por exemplo.
Devido a rigidez do exoesqueleto os crustáceos não podem crescer continuamente, por isso eles se desenvolvem gradualmente nos ciclos de muda ou ecdise. Este ciclo é controlado por fatores ambientais e hormonais. Dentre os ambientais estão a disponibilidade de alimentos e a temperatura. Nesse ciclo há o rompimento da carapaça entre o abdômen e o tórax e a carapaça vai se destacando do corpo. A novo exoesqueleto dos animais é fino e flexível, então eles conseguem crescer até que o exoesqueleto endureça novamente. O período entre as duas mudas é curto quando o animal é jovem e vai ficando mais longo conforme o animal vai envelhecendo.

Digestão

O sistema digestivo dos crustáceos é completo. O estômago pode ser composto por duas câmaras: a cardíaca, que ajuda a triturar os alimentos devido a presença de dentinhos calcificados, e a pilórica, que digere os alimentos com enzimas.

Circulação

Os sistemas circulatórios e respiratórios estão conectados. O sistema circulatório é considerado aberto, ou seja, o sangue sai do coração pela aorta, circula em um espaço conhecido como hemocele e volta para os vasos sanguíneos. Nos lados de cada segmento do tórax tem brânquias que fazem as trocas gasosas e tem vasos sanguíneos infiltrados.

Excreção

Os excretas presentes na hemocele são levados para as glândulas verdes onde ocorre a filtração e a liberação pelo poro que se abre na base das antenas ou das maxilas.

Sistema nervoso

O sistema nervoso dos crustáceos é composto por um cérebro ganglionar que manda nervos para os demais órgãos e segmentos onde estão presentes gânglios menores. O sistema sensorial é composto pelos olhos, pelos mecanorreceptores e quimiorreceptores que estão presentes nas antes e nas peças bucais.

Reprodução

Os crustáceos são, em sua maioria, dioicos e realização fecundação interna e com desenvolvimento indireto que pode ser por metamorfose e anamorfose (desenvolvimento gradual), sendo as larvas geralmente livre natantes.


Aracnídeos


Aracnídeos, espécies mais conhecidas, aranhas, carrapatos e escorpiões

     Os aracnídeos (classe Arachnida) fazem parte do filo dos artrópodes, pois tem os apêndices articulados, o corpo metamerizado e exoesqueleto de quitina. Essa classe inclui os conhecidos ácaros, aranhas e escorpiões. Eles vivem em ambientes quentes, úmidos e sombreados como dentro de troncos, travesseiros, embaixo de pedras.
Os aracnídeos são organismos pertencentes à classe Arachnida do filo dos Artrópodes. Desta classe fazem parte mais de 60.000 espécies, entre elas: aranhas, carrapatos, escorpiões, etc.

Anatomia

Seus corpos são divididos em cefalotórax (prossoma) e abdômen (opistossoma). No prossoma ficam as quelíceras, pedipalpos e 4 pares de patas. Os pedipalpos são apêndices parecidos com as patas usados para segurar as presas também para o parceiro no momento da cópula; as quelíceras são apêndices com função de injetar veneno (se animal venenoso), manipular o alimento e carregar os ovos. O opistossoma pode ser segmentado e ter alguns apêndices específicos para a função de cada indivíduo, como a fiandeira em aranhas que formam teias.


Características principais



Os aracnídeos são animais artrópodes, encontrados em ambientes de terra firme. Os animais que representam os aracnídeos são aranhas, escorpiões, ácaros e carrapatos. As aranhas podem ser encontradas em matas, pântanos, desertos e casas, sendo que muitas espécies de aranhas vivem em buracos no solo, enquanto outras vivem em teias construídas por elas mesmas.
Os escorpiões se escondem durante o dia em tocas, cascas de árvores, madeiras, pedras e às vezes no interior das casas (dentro dos sapatos, guarda-roupas, etc.). Esses animais são muito ativos durante a noite, quando saem para caçar suas presas, que são principalmente insetos.




      Dentro desta enorme variedade, a grande maioria desta espécie é composta  por animais terrestres que respiram através de traquéias. Contudo, alguns realizam a respiração cutânea e outros possuem pulmões folhosos.

       Os aracnídeos são em sua maior parte, predadores, algumas espécies, inclusive, possuem glândulas de veneno com o qual abatem as suas presas. 
O corpo de todos os aracnídeos é dividido em cefalotórax e abdome. Nos carrapatos e ácaros essas partes são fundidas; e no abdome dos escorpiões há uma cauda, em cuja ponta há um aguilhão, onde o animal guarda o veneno.
      Possuem um par de quelíceras (nas aranhas as quelíceras servem para injetar veneno) e também pedipalpos, que ajudam a espremer a presa. Além disso, os pedipalpos atuam como órgãos gustativos, ou seja, é através dessas estruturas que esses animais sentem o sabor dos alimentos. As aranhas ainda possuem pequenas estruturas chamadas de fiandeiras que produzem uma substância que, em contato com o ar, se transforma em fio, com o qual a aranha tece sua teia, ou faz um casulo para colocar seus ovos, ou guarda seu alimento.

Reprodução

Sua reprodução se dá por meio de fecundação interna, geram ovos de onde saem diminutos seres que não passarão por metamorfose.
Eles são dioicos (indivíduos com órgãos reprodutores femininos separadamente de indivíduos com órgãos reprodutores masculinos). Algumas adaptações para a vida em ambiente terrestre foram desenvolvidas para o sucesso desses animais. Por exemplo, proteção dos embriões contra ressecamento, adaptações para transferência de espermatozoide usando os pedipalpos e até mesmo as quelíceras. As espécies da ordem dos ácaros e alguns opiliões possuem órgão para introdução do espermatozoide na fêmea. Certas espécies, como a da viúva negra, desenvolveram comportamentos para sucesso reprodutivo, como as fêmeas matarem os machos após a cópula.


Sistema digestivo


A digestão é extracelular, ou seja, enzimas são liberadas para que a presa seja digerida parcialmente fora do corpo do predador. Quando o alimento está liquefeito é engolido passando pelo sistema digestivo completo para que ocorra a digestão intracelular. A excreção é feita pelos túbulos de Malpighi em aracnídeos pequenos e pelas glândulas coxais em aracnídeos maiores. As glândulas coxais estão localizadas no cefalotórax com as aberturas nas bases das patas.

Respiração

A troca gasosa é feita por pulmão foliáceo em escorpiões e algumas aranhas. Esta estrutura é formada por diversos filamentos paralelos que capturam oxigênio. A troca gasosa também pode ser feita por traqueias em opiliões, ácaros e algumas aranhas. A circulação de todos é aberta, ou seja, sai dos vasos para a cavidade corporal e o coração é localizado dorsalmente.

Sistema nervoso

O sistema nervoso é formado por um gânglio cerebral central fundidos no prossoma. Os nervos seguem para o opistossoma pelo cordão nervoso ventral e vão se ramificando ao longo do corpo. Os animais são dotados de cerdas presente em todo corpo que servem para quimiorrecepção. Alguns animais possuem mais de dois olhos que servem para percepção de luz ou até mesmo olhos compostos.

Classificação

     Os aracnídeos são divididos em quatro principais ordens. A ordem Acari tem animais parasitas e inclui os ácaros, os carrapatos e os micuins que podem transmitir doenças como febre maculosa. A ordem Araneae compreende todas as aranhas que tem os dutos de veneno desembocando nas quelíceras e dois pares de olhos. Na ordem Opiliones estão os opiliões que tem pernas maiores que o corpo. Os escorpiões estão na ordem Scorpiones. Estes têm o cefalotórax e abdômen fundidos, olhos medianos ou laterais e o último segmento é chamado de agulhão, pois é onde se encontra a glândula de veneno e é modificado para inoculação de veneno, além de terem os pedipalpos muito desenvolvidos e modificados em garras.
Uma outra ordem não muito conhecida é a Pseudoscorpiones. A curiosidade sobre esta ordem se encontra no fato dos animais lembrarem visualmente os escorpiões verdadeiros pois tem os pedipalpos também bem desenvolvidos e modificados em garras, mas o prossoma e o opistossoma não são fundidos, sendo a separação só vista ventralmente e o último segmento não é modificado para a inoculação de veneno.

Curiosidades:

- Uma curiosidade sobre alguns aracnídeos como as aranhas e os ecorpiões, é o fato de que as primeiras são capazes de sobreviver em muitos tipos de ambientes, já os escorpiões são mais facilmente encontrados em regiões mais áridas. Contudo, ambos podem viver próximos da água. Algumas aranhas, inclusive, são capazes de andar sobre a água para capturar suas presas.

- O ramo da Zoologia que estuda os aracnídeos é conhecido como Aracnologia.


OS  ÁCAROS E OS CARRAPATOS

 
Ácaro que fica na poeira de nossas casas visto em microscópio eletrônico

      Os ácaros são animais microscópicos e por isso não conseguimos vê-los a olho nu. Há espécies de ácaros que atacam aves e mamíferos e que também podem transmitir algumas doenças aos seres humanos, como é o caso da sarna. Há espécies de ácaros que vivem na poeira que se acumula em móveis, tapetes, bichos de pelúcia, etc., e que causam várias alergias respiratórias.

O carrapato perfura a pele do animal com suas quelíceras para sugar o sangue

       Os carrapatos são aracnídeos hematófagos, ou seja, alimentam-se de sangue e podem transmitir doenças para animais domésticos e até mesmo para os seres humanos. Esses animais podem ser encontrados em gramados ou em frestas das paredes, onde ficam até encontrar um hospedeiro.
Os aracnídeos mais perigosos para os seres humanos são as aranhas e os escorpiões, que possuem um veneno produzido por glândulas especiais e que pode causar muitos estragos. É importante lembrar que a maioria das aranhas é inofensiva, mas para evitar acidentes com aranhas e escorpiões, devemos tomar alguns cuidados, como:

- Verificar se há alguns desses animais dentro de roupas e calçados antes de vesti-los/calçá-los;
- Andar sempre calçado;
- Não acumular lixo, entulho, madeira, tijolos, próximos a residências, porque atraem os escorpiões que vêm em busca de abrigo e alimento;
- Não colocar a mão desprotegida em buracos ou embaixo de madeiras.




Animais diplópodes e quilópodes
Animais quilópodes


ANIMAIS QUILÓPODES

Os animais chamados de quilópodes e diplópodes pertencem ao subfilo Uniramia.
Os exemplares mais conhecidos entre os quilópodes são as centopeias e as lacraias, mas já foram descritas cerca de 580 espécies encontradas na natureza. São animais com o corpo formado por tronco e cabeça (com um par de antenas). O tronco é alongado, com a presença de inúmeros metâmeros torácicos e abdominais. Cada metâmero possui um par de pernas longas.
A classe dos quilópodes (Filo Chilopoda) é um dos quatro grupos do subfilo Myriapoda, localizado no filo dos Artrópodes do reino animal. Atualmente existem aproximadamente 2.800 espécies de quilópodes vivas.

Os quilópodes possuem estruturas na cabeça em forma de garras que servem para injetar o veneno na presa. São animais carnívoros e alimentam-se de besouros, minhocas, larvas e até pequenos vertebrados. São animais com reprodução sexuada, fecundação interna e desenvolvimento direto. O sistema digestivo é completo e a excreção é feita por túbulos de Malpighi. O sistema circulatório é aberto e o sistema nervoso é ganglionar e ventral e a respiração é traqueal. Possuem visão por meio de ocelos; e cerdas táteis como órgãos sensoriais.

    Os animais dessa classe são encontrados geralmente em lugares sombrios, como troncos em decomposição, galerias pluviais e lixo. São animais que não se enrolam, são muito velozes e podem atingir de 5 a 25 cm de comprimento. Seu veneno não é letal para o homem, porém causa muita dor.
A classe Diplopoda é composta por animais que vivem em ambientes úmidos, sob folhas e troncos em decomposição. Seus exemplares mais conhecidos são os piolhos-de-cobra e embuás. Também conhecidos com milípedes (mil pés), são animais lentos que se enrolam quando se sentem ameaçados.

Têm o corpo formado por cabeça, tórax e abdome, sendo que a cabeça é pequena e apresenta um par de antenas. O tórax desses animais é curto e formado por quatro metâmeros, sendo que do segundo ao quarto metâmero torácico também há a presença de um par de antenas. Possuem dois pares de patas por segmento.


Locomoção

A movimentação dos quilópodes é em ziguezague. Seu corpo está bem próximo ao solo devido aos seus pés que são curtos e localizados na parte central de seus segmentos.

Sistema digestivo

Sendo predadores agressivos de pequenos invertebrados, os quilópodes atacam suas presas usando seus pares de garras localizados em sua boca injetando, com essas, grandes quantidades de veneno produzido por suas glândulas. Os quilópodes de tamanho maior podem também envenenar pequenos vertebrados (pássaros pequenos, sapos, cobras e lagartos) com a quantidade de veneno contido em sua mandíbula, paralisando-os.
Após a entrada pela boca, os alimentos são direcionados para um grande esôfago o qual é expandido para que se possa armazenar uma grande quantidade de comida. O processo de digestão começa na moela que contém espinhos e tritura os alimentos que após isso são absorvidos no intestino.
Sistema excretor
Seu sistema excretor conta com duas estruturas que filtram os líquidos corporais. Essas estruturas são chamadas de túbulos de Malpighi que apresentam de uma a duas aberturas para excreção.

Sistema de defesa

Como sistema de defesa, os quilópodes possuem espalhadas por todo seu corpo glândulas especiais que liberam toxinas repelentes, as quais causam irritação nos olhos e pele de seus predadores. Além, do sistema de liberação de toxina eles também se enrolam em seu próprio corpo formando um espiral para se protegerem dos perigos.
Sistema nervoso
Seu sistema nervoso é composto por dois pares de glândulas sensoriais em cada um dos segmentos corporais. O “cérebro” dos quilópodes é dividido em três partes distintas, sendo elas o protocerebro (responsável pelas estruturas dos olhos), o deutocerebro (responsável pelas estrturas das antenas) e o tritocerebro (associado com o restante do corpo).

Sistema circulatório

O sistema circulatório de seu corpo começa com o sangue passando pelo coração (também chamado de ostia) depois sendo enviado para a cabeça, sendo, então, direcionado para largas câmaras de armazenamento e após isso é enviado para os sinos pericardiais e depois voltando para o coração. Os quilópodes têm um par de ostia de em cada segmento do corpo.

Sistema respiratório

Nos quilópedes, o sistema respiratório é o traqueal. Esse sistema é um conjunto de tubos ramificados que por meio de contrações musculares fazem com que o ar entra e saia do corpo.
Sistema reprodutor
Na maioria dos quilópodes um dos segmentos é especializado para os órgãos genitais, possuindo duas aberturas em sequência no final do segmento específico. Após, a copulação as fêmeas depositam seus ovos em um ninho e o protegem durante o período de desenvolvimento do feto até os ovos chocarem.
Habitat
Os quilópodes têm preferência por locais escuros e úmidos como embaixo de pedras e madeira onde tem sua alimentação facilitada por conta de, nesses locais, encontrarem maiores números de plantas mortas caídas no solo e alguns pequenos insetos.

Sistemática

Os quilópodes têm 5 ordens: Scutigeromorpha, Craterostigmomorpha, Geophilomorpha, Lithobiomorpha e Scolopendromorpha.


As mais conhecidas são a Geophilomorpha, composta por centopeias com formato de verme e as Lithobiomorpha, que inclui as lacraias.






  Diplópodes são animais importantes para a decomposição de detritos orgânicos. Além disso, eles possuem substâncias de defesa tóxicas e de forte odor.


São animais com reprodução sexuada, fecundação interna e desenvolvimento direto. O sistema digestivo é completo e a excreção é feita por túbulos de Malpighi. O sistema circulatório é aberto, o sistema nervoso é ganglionar e ventral e a respiração é traqueal. Possuem visão por meio de ocelos; e cerdas táteis como órgãos sensoriais.
A classe dos Diplópodes (Diplopoda) faz parte do subfilo Myriapoda, filo dos Artrópodes. Hoje são mais de 10.000 espécies ao redor do mundo.
Estrutura corporal
Os diplópodes possuem seu corpo divididos em segmentos que são fundidos e chamados diplosegmentos. Os diplópodes possuem normalmente um corpo formado por um esqueleto reforçado por cálcio e carbono. Cada segmento possui dois pares de pernas.

Locomoção


Os diplópodes se locomovem de forma devagar, em ziguezague.
Habitat

Diplópodes preferem locais escuros e úmidos, pois, além de sua proteção também facilita sua alimentação, que consiste em plantas mortas caídas no solo e alguns pequenos invertebrados.
Sistema digestivo
Em sua maioria são predadores de pequenos invertebrados, tais como, vermes, caracóis e alguns artrópodes. Os diplópodes seguram suas presas com as estruturas da maxila e, com garras venenosas, injetam veneno paralisando as presas. O alimento entra pela boca, passa pelo esôfago, que pode ser expandido, vai para a moela, onde começa a digestão mecânica e vai para o intestino onde é absorvido.

Sistema excretor

Os túbulos de Malpighi são duas estruturas que filtram o líquido corporal dos animais. Os excretas depois são liberados por um ou duas aberturas excretoras.
Sistema de defesa
Quando se sentem ameaçados, seu sistema de preservação faz com que eles se enrolarem em seu próprio corpo formando um espiral. Além disso, os diplópodes possuem glândulas especiais espalhadas pelo corpo que liberam toxina ou fluídos repelentes, que causa irritação nos olhos e pele de seus predadores.

Sistema reprodutor

Na maioria dos diplópodes o segmento de número 70 é modificado para que armazenem os órgãos genitais, possuindo duas aberturas no final desse segmento. Após, a copulação as fêmeas depositam seus ovos em um ninho e os protegem até eclodirem.

Sistema circulatório

No sistema circulatório o sangue é mandando do coração (ou ostia) para a região anterior do corpo, depois é direcionado para largas câmaras hemocélicas, então retornam para os sinos pericardiais e em sequência volta para o coração.

Sistema respiratório

O sistema respiratório nos diplópodes é traqueal. Este sistema é constituído por um conjunto de tubos ramificados que por meio de contrações musculares o ar entra e sai.

Sistema nervoso

O sistema nervoso dos diplópodes é composto por dois pares de glândulas sensoriais por cada segmento do corpo. O "cérebro" deles é dividido em protocerebro (responsável pelos olhos), o deutocerebro (responsável pelas antenas) e o tritocerebro (associado com o restante do corpo).
Sistemática
A classe Diplopoda tem duas subclasses. A subclasse Penicillata contém somente uma ordem. Já a classe Chilognatha possui 14 ordens. O diplópode mais conhecido é o embuá ou gongolo, também conhecido como piolho-de-cobra que pertence a subordem Chilognatha, ordem Julida.




PESQUISA E ORGANIZAÇÃO DA POSTAGEM- Professores
Lourdes Duarte
Elza Interaminese e 
Eduardo Xavier



Referências bibliográficas:

 https://www.sobiologia.com.br/conteudos/Reinos3/Artropodes.php
https://www.infoescola.com/biologia/artropodes-arthropoda/
http://www.fiocruz.br/biosseguranca/Bis/infantil/artropodes.htm
https://www.infoescola.com/biologia/quilopodes/
Hickman, Princípios integrados de zoologia, 14 edição, 2008 – Páginas 415 a 418
Brusca & Brusca, Invertebrados, 2 edição, 2007 – Páginas 664 a 679
Brusca e Brusca. Invertebrados - 2ª Edição.
 https://www.todabiologia.com/zoologia/aracnideos.htm
https://www.infoescola.com/biologia/aracnideos-arachnida/

Hickman, Princípios integrados de zoologia, 14 edição, 2008 – Páginas 415 a 418
https://alunosonline.uol.com.br/biologia/animais-diplopodes-quilopodes.html
https://escolakids.uol.com.br/aracnideos.htmPor Paula Loured Graduada em Biologia



sábado, 18 de agosto de 2018

49ª EDIÇÃO DO POETIZANDO E ENCANTANDO.

Retornando as atividades do blog, participando da 49ª EDIÇÃO DO POETIZANDO E ENCANTANDO.
    



Objetivo da brincadeira


A brincadeira tem como objetivo a  interação entre amigos, visitando e comentando   os blogues  participantes.


 A partir de uma ou mais  imagens indicada pela Profª  Lourdes Duarte a cada semana,em seu blog Filosofando na vida, desenvolve-se a  criatividade escrevendo  versos, poesias, pensamentos ou mensagens.
É uma brincadeira sem competição, participa-se com o coração e o amor a poesia.



REGRAS IMPORTANTES DA BC


- Seguir  meu   blog e dos amigos e amigas participantes.

- Deixar seu comentário, nesta postagem comunicando sua participação para que eu possa adicionar seu link.



- Visitar os blogs participantes e comentar na postagem, para fortalecer essa interação e apreciar as lindas participações que todos organizam com muito carinho e competência.


IMAGENS ESCOLHIDAS




Minha participação e da aluna Mariana Nascimento.



A LONGA ESTRADA DA VIDA
Autora: Elza Interaminense

Na longa estrada da vida a busca se faz constante e os erros são bastantes, mas com eles aprendemos muito.
As dificuldades sempre surgem e com elas crescemos, evoluímos. Lembre-se, Crescer não é evoluir, crescer é ficar maior. Evoluir é ficar melhor.
As alegrias e tristezas precisam fazer parte, para sabermos que nem tudo é como queremos.
Alguns permanecem conosco, enquanto outros se vão para termos a certeza de que ninguém é propriedade de ninguém  e  assim seguirmos em frente, persistindo, tentando nos encontrar com o verdadeiro sentido da vida.
Como diz Marília Masgalos,
“Pode haver tempestade à tua volta, nada te detém quando a tua vontade é evoluir, seres melhor. Subirás degrau a degrau em paz e caminharás na estada de vida com serenidade, persistindo sempre.”




O TEMPO
Autora: (aluna)   Mariana Nascimento




O tempo, como seria a vida se o tempo não existisse! Será que o tempo seria como ele é! Ou será que não teria vida!
São questionamentos que não se calam, mas pensando bem é o tempo que nos faz realizar, é o que nos faz entender tudo, é o que cura, e se não cura alivia, é o que nos faz entender o que é certo ou errado, o que temos que fazer e como fazer para nos tornamos pessoas melhores ou pessoas diferentes de todos.
Gosto muito de um pensamento de Fernando Teixeira de Andrade, que diz:
“Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos”.
Existe tempo para tudo, para viver e ser feliz, para sentir saudade, para aprender e reaprender... “e com organização e tempo, acha-se o segredo de fazer tudo e bem feito”, já dizia Pitágoras.
O tempo é uma luz que nos direciona em tudo. Lembre-se do pensamento de Albert Einstein
“A distinção entre passado, presente e futuro é apenas uma ilusão teimosamente persistente”. Viva o presente e aproveite bem todo o seu tempo.