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sexta-feira, 20 de outubro de 2017

20 DE OUTUBRO DIA DO POETA

20 DE OUTUBRO DIA DO POETA


Ser Poeta
É conseguir ter a mais leve de todas as almas
É conseguir ver a poesia nas coisas mais simples da vida
ou nos fatos e atos que acontecem no dia a dia
Ser Poeta
É ver nas flores a poesia
É conseguir ver no canto dos pássaros a poesia
É transformar o choro ou sorriso em poesia
É saber que a natureza é a poesia viva
É traduzir a beleza das coisas em forma de poesia
É saber admirar a lua, o sol, a chuva, as nuvens em forma de poesia
Para o Poeta a vida é uma poesia em todos os gêneros.


PARABÉNS A TODOS OS POETAS!
LEMBRANDO DO BLOG BIBLIOTECA MADRE ÓDILA

O Dia do Poeta é comemorado em 20 de outubro. A data homenageia os escritores que se dedicam a produção de poesias.
Além disso, ela tem como intuito estimular a leitura de obras poéticas que envolvem a sensibilidade e a criatividade.
Lembre-se que o poeta ou a poetiza são os artistas dedicados a produção de poesias, que geralmente são formadas por versos, estrofes e rimas.
Esta data celebra o profissional, que pode (e deve) ser reconhecido como um artista escritor, que usa de sua criatividade, imaginação e sensibilidade para escrever, em versos, as poesias que faz.
O principal propósito desta data é incentivar a leitura, escrita e publicação de obras poéticas nacionais.
Há séculos as pessoas se emocionam, riem e choram com essas belas produção artísticas, consideradas como uma das Sete Artes Tradicionais.


Como surgiu a data?

    O surgimento do “Dia do Poeta” está relacionado com a fundação do “Movimento Poético Nacional” (MPN). Ele surgiu na cidade de São Paulo em meados da década de 70.
Esse movimento teve origem na residência do poeta, pintor e jornalista modernista Menotti Del Picchia (1892-1988).
Na época, a casa era local de reunião de diversos artistas. Juntos, eles organizavam saraus literários e buscavam difundir a poesia brasileira.
Até hoje, essa data não possui um caráter oficial, ou seja, ela ainda não foi oficializada por nenhuma lei específica.

Poetas Brasileiros

   Para homenagear os Poetas e Poetisas, destacamos esses  imortais brasileiros:  Castro Alves, Olavo Bilac, Gonçalves Dias, Carlos Drummond de Andrade, Mário de Andrade, Manuel Bandeira, Mario Quintana, Manoel de Barros, Machado de Assis, Paulo Leminski, Cacaso, Chacal, João Cabral de Melo Neto, Vinícius de Morais, Ferreira Gullar, Ana Cristina Cesar, Adalgisa Nery, Cecília Meirelles, Cora Coralina, Adélia Prado, Hilda Hilst, Lya Luft, etc



Ser poeta é sentir o mundo girar, tocar o céu sem tirar os pés do chão, observar os detalhes que passam despercebidos a um angulo comum de visão. Ser poeta é não se preocupar tanto em entender a complexidade lá fora, e se dedicar na resolução da bagunça que ocorre por dentro. O amor é uma fábrica de poetas, pois nada se escuta, nada se entende, mas no fundo, uma pessoa sabe muito bem o que sente. Poesia não é rima. Não é uma estrofe bonita, é transformar um sentimento terrível em um texto admirável.


SER POETA
Florbela Espanca

Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Aquém e de Além Dor!


É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!


É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim...
É condensar o mundo num só grito!


E é amar-te, assim, perdidamente...
É seres alma, e sangue, e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente!




FONTES: https://www.calendarr.com/brasil/dia-do-poeta/

https://www.todamateria.com.br/dia-do-poeta/
Um lindo mimo , presente da Donetzka Cercck L. Alvarez



domingo, 15 de outubro de 2017

5º Poetizando e Encantando



Domingo chegou vamos para mais um Poetizando e Encantando
A Profª Lourdes Duarte, em seu blog Filosofando na Vida nos convida a desenvolver nossa criatividade com uma imagem que ela indica. Interpretando a imagem, escrevemos uma poesia ou um pensamento.
Estamos gostando da brincadeira, venha você também participar, aqui participamos com alunos.

 Imagem Sugerida

O orgulho e a inveja é pedra bruta nos corações dos ignorantes, onde a tempestade das lágrimas ofusca o brilho
do seu olhar.
Há quem encontre pedra bruta e confundindo com pedra comum a joga fora, então um dia alguém encontra e resolve lapidar e descobre ser possuidor da joia mais preciosa do mundo!


Hoje com a participação do aluno Mateus Felipe.

Somo humanos, nesta selva de pedra que vivemos
Embora muitos, no lugar do coração tenha uma pedra
Ou pela dureza da vida, petrificou,
Corpo, alma e coração;
Mesmo assim, a vida é maravilhosa!





segunda-feira, 9 de outubro de 2017

João Cabral de Melo Neto Poeta brasileiro

“A vida não se resolve com palavras.”


João Cabral de Melo Neto
Poeta brasileiro


O Engenheiro
João Cabral de Melo Neto


A luz, o sol, o ar livre
envolvem o sonho do engenheiro.
O engenheiro sonha coisas claras:
Superfícies, tênis, um copo de água. 


O lápis, o esquadro, o papel;
o desenho, o projeto, o número:
o engenheiro pensa o mundo justo,
mundo que nenhum véu encobre. 


(Em certas tardes nós subíamos
ao edifício. A cidade diária,
como um jornal que todos liam,
ganhava um pulmão de cimento e vidro).


A água, o vento, a claridade,
de um lado o rio, no alto as nuvens,
situavam na natureza o edifício
crescendo de suas forças simples.



Biografia de João Cabral de Melo Neto

      João Cabral de Melo Neto é um autor reconhecido na literatura brasileira pelas poesias modernistas. Pertencente à geração de 45 do modernismo nacional, João Cabral apresentou características surrealistas em suas poesias, que eram marcadas pelo rigor formal e pela estruturação fixa. 

     Nascido em Recife, Pernambuco, o contato com a literatura de cordel marcou os primeiros contatos de Cabral com as letras. Ainda menino, o escritor lia as histórias para os funcionários do engenho do seu pai. Já no Rio de Janeiro, frequentou encontros literários e conheceu importantes autores nacionais. Lembrado pelo talento para escrever, o autor também foi diplomata, tendo morado em vários países.


   João Cabral de Melo Neto (1920-1999) foi um poeta e diplomata brasileiro. Autor de “Morte e Vida Severina”, poema dramático que o consagrou. Foi eleito membro da Academia Brasileira de Letras. Recebeu o Prêmio da Poesia, do Instituto Nacional do Livro, o Prêmio Jabuti da Academia Brasileira do Livro e o Prêmio da União Brasileira de Escritores, pelo livro “Crime na Calle Relator”.
, Pernambucano, filho de Luís Antônio Cabral de Melo e de Carmem Carneiro Leão Cabral de Melo. Irmão do historiador Evaldo Cabral de Melo e primo do poeta Manuel Bandeira e do Sociólogo Gilberto freire. Passou sua infância entre os engenhos da família nas cidades de São Loureço da Mata e Moreno. Estudou no Colégio Marista, no Recife. Amante da leitura lia tudo o que tinha acesso, no colégio e na casa da avó.

    Em 1941, participa do Primeiro Congresso de Poesia do Recife, lendo o opúsculo "Considerações sobre o Poeta Dormindo". Em 1942 publica sua primeira coletânea de poemas, com o livro "Pedra do Sono", onde predomina uma atmosfera vaga de surrealismo e absurdo. Depois de se tornar amigo do poeta Joaquim Cardoso e do pintor Vicente do Rego Monteiro, transfere-se para o Rio de Janeiro.

   Durante os anos de 1943 e 1944, trabalhou no Departamento de Arregimentação e Seleção de Pessoal do Rio de Janeiro. Em 1945 publica seu segundo livro "O Engenheiro", custeado pelo empresário e poeta Augusto Frederico Schmidt. Realiza seu segundo concurso público, e em 1947 ingressa na carreira diplomática passando a viver em várias cidades do mundo, como Barcelona, Londres, Sevilha, Marselha, Genebra, Berna, Assunção, Dacar e outras.

    Em 1950, publicou o poema "O Cão Sem Plumas", a partir de então começa a escrever sobre temas sociais. Em 1956 escreve o poema "Morte e Vida Severina", responsável por sua popularidade. Trata-se de um aoto de Natal que persegue a tradição dos autos medievais, fazendo uso da redondilha, do ritmo e da musicalidade. Foi levado ao palco do Teatro da Universidade Católica de São Paulo (TUCA), em 1966, musicada por Chico Buarque de Holanda. O poema narra a trajetória de um retirante, que para livrar-se de uma vida de privações no interior, ruma para a capital. Na cidade grande o retirante depara-se com uma vida de dificuldades e miséria.

   João Cabral de Melo Neto foi casado com Stella Maria Barbosa de Oliveira, com quem teve cinco filhos. Casou pela segunda vez com a poetisa Marly de Oliveira. Foi eleito membro da Academia Brasileira de Letras, para a cadeira nº 37, tomando posse em 6 de maio de 1969. Em 1992, começa a sofrer de cegueira progressiva, doença que o leva à depressão.
João Cabral de Melo Neto morreu no Rio de Janeiro, no dia 9 de outubro de 1999, vítima de ataque cardíaco.



Prêmios Literário

Prêmio José de Anchieta, de poesia, do IV Centenário de São Paulo, em 1954.
Prêmio Olavo Bilac, da Academia Brasileira de Letras, em 1955.
Prêmio de Poesia do Instituto Nacional do Livro, em 1993.
Prêmio Bienal Nestlé, pelo conjunto da obra.
Prêmio da União Brasileira de Escritores pelo livro "Crime na Calle Relator", 1988


Obras de João Cabral de melo Neto

Pedra do Sono, 1942
O Engenheiro, 1945
Psicologia da Composição, 1947
O Cão Sem Plumas, 1950
O Rio, 1954
Morte e Vida Severina, 1956
Paisagens com Figuras, 1956
Uma Faca Só Lâmina, 1956
Quaderna, 1960
Dois Parlamentos, 1960
Terceira Feira, 1961
Poemas Escolhidos, 1963
A Educação Pela Pedra, 1966
Museu de Tudo, 1975
A Escola das Facas, 1980
Poesia Crítica, 1982
Auto do Frade, 1984
Agrestes, 1985
O Crime na Calle Relator, 1987
Sevilha Andando, 1989

Algumas das suas poesias e contos.



Por trás do que lembro,
ouvi de uma terra desertada,
vaziada, não vazia,
mais que seca, calcinada.
De onde tudo fugia,
onde só pedra é que ficava,
pedras e poucos homens
com raízes de pedra, ou de cabra.
Lá o céu perdia as nuvens,
derradeiras de suas aves;
as árvores, a sombra,
que nelas já não pousava.
Tudo o que não fugia,
gaviões, urubus, plantas bravas,
a terra devastada
ainda mais fundo devastava.
João Cabral de Melo Neto


Os Três Mal-Amados

O amor comeu meu nome, minha identidade, meu retrato. O amor comeu minha certidão de idade, minha genealogia, meu endereço. O amor comeu meus cartões de visita. O amor veio e comeu todos os papéis onde eu escrevera meu nome.

O amor comeu minhas roupas, meus lenços, minhas camisas. O amor comeu metros e metros de gravatas. O amor comeu a medida de meus ternos, o número de meus sapatos, o tamanho de meus chapéus. O amor comeu minha altura, meu peso, a cor de meus olhos e de meus cabelos.

O amor comeu meus remédios, minhas receitas médicas, minhas dietas. Comeu minhas aspirinas, minhas ondas-curtas, meus raios-X. Comeu meus testes mentais, meus exames de urina.

O amor comeu na estante todos os meus livros de poesia. Comeu em meus livros de prosa as citações em verso. Comeu no dicionário as palavras que poderiam se juntar em versos.

Faminto, o amor devorou os utensílios de meu uso: pente, navalha, escovas, tesouras de unhas, canivete. Faminto ainda, o amor devorou o uso de meus utensílios: meus banhos frios, a ópera cantada no banheiro, o aquecedor de água de fogo morto mas que parecia uma usina.

O amor comeu as frutas postas sobre a mesa. Bebeu a água dos copos e das quartinhas. Comeu o pão de propósito escondido. Bebeu as lágrimas dos olhos que, ninguém o sabia, estavam cheios de água.

O amor voltou para comer os papéis onde irrefletidamente eu tornara a escrever meu nome.

O amor roeu minha infância, de dedos sujos de tinta, cabelo caindo nos olhos, botinas nunca engraxadas. O amor roeu o menino esquivo, sempre nos cantos, e que riscava os livros, mordia o lápis, andava na rua chutando pedras. Roeu as conversas, junto à bomba de gasolina do largo, com os primos que tudo sabiam sobre passarinhos, sobre uma mulher, sobre marcas de automóvel.

O amor comeu meu Estado e minha cidade. Drenou a água morta dos mangues, aboliu a maré. Comeu os mangues crespos e de folhas duras, comeu o verde ácido das plantas de cana cobrindo os morros regulares, cortados pelas barreiras vermelhas, pelo trenzinho preto, pelas chaminés. Comeu o cheiro de cana cortada e o cheiro de maresia. Comeu até essas coisas de que eu desesperava por não saber falar delas em verso.

O amor comeu até os dias ainda não anunciados nas folhinhas. Comeu os minutos de adiantamento de meu relógio, os anos que as linhas de minha mão asseguravam. Comeu o futuro grande atleta, o futuro grande poeta. Comeu as futuras viagens em volta da terra, as futuras estantes em volta da sala.

O amor comeu minha paz e minha guerra. Meu dia e minha noite. Meu inverno e meu verão. Comeu meu silêncio, minha dor de cabeça, meu medo da morte.
João Cabral de Melo Neto


O Relógio
João Cabral de Melo Neto


Ao redor da vida do homem
há certas caixas de vidro,
dentro das quais, como em jaula,
se ouve palpitar um bicho.


Se são jaulas não é certo;
mais perto estão das gaiolas
ao menos, pelo tamanho
e quadradiço de forma.


Umas vezes, tais gaiolas
vão penduradas nos muros;
outras vezes, mais privadas,
vão num bolso, num dos pulsos.


Mas onde esteja: a gaiola
será de pássaro ou pássara:
é alada a palpitação,
a saltação que ela guarda;


e de pássaro cantor,
não pássaro de plumagem:
pois delas se emite um canto
de uma tal continuidade
João Cabral de Melo Neto




…E não há melhor resposta
que o espetáculo da vida:
vê-la desfiar seu fio,
que também se chama vida,
ver a fábrica que ela mesma,
teimosamente, se fabrica,
vê-la brotar como há pouco
em nova vida explodida;
mesmo quando é assim pequena
a explosão, como a ocorrida;
mesmo quando é uma explosão
como a de há pouco, franzina;
mesmo quando é a explosão
de uma vida severina.”


O belíssimo trecho acima refere-se à parte final do premiado poema dramático “Morte e Vida Severina”, escrito por João Cabral de Melo Neto em 1955 a pedido de Maria Clara Machado para encenação no teatro “O Tablado.” O poema foi ainda objeto de espetáculos que percorreram diversas capitais brasileiras e europeias.
Morte e Vida Severina narra a saga de Severino, retirante que percorre longa jornada de sua cidade de origem no sertão nordestino até a capital Recife em busca de melhores condições de vida. Durante o percurso, Severino se depara com a morte muitas vezes e ela é representada em diversas situações, como no trecho em que o retirante encontra o rio Capibaribe com seu curso interrompido pela seca. Severino, desesperançado diante de tanta miséria e fome, pensa frequentemente em desistir e “saltar fora da vida”. Mas,  o otimismo ressurge no trecho final do texto, quando Severino assiste ao nascimento de uma criança, que simboliza a “explosão da vida” e a esperança de um tempo mais justo.

Pesquisa e posganização da postagem, Profª Lourdes Duarte 



http://educacao.globo.com/literatura/assunto/autores/joao-cabral-de-melo-neto.html
https://literaturaemcontagotas.wordpress.com/2008/09/09/208/


domingo, 8 de outubro de 2017

4º POETIZANDO E ENCANTANDO



4º 

POETIZANDO E ENCANTANDO
do blog FILOSOFANDO NA VIDA DA Profª Lourdes Duarte

filosofandonavidaproflourdes.blogspot.com.br
Link  

Olá amigos e queridos seguidores!
É com carinho que estamos participando do quarto Poetizando e Encantando. Objetivos da brincadeira: usar a criatividade poetizando a partir de uma imagem sugerida pela Lourdes e promover a interação entre amigos e amigas seguidores. 
Estou amando a brincadeira pois fico encantada com as maravilhosas participações. Venha você também participar!


A Imagem sugerida 

Ao entardecer um fenomenal crepúsculo,
Solitário numa estrada deserta,
Me contrai músculo por músculo,
A saudade demais aperta,
Como fui impotente e minúsculo,
Em não ficar alerta,
Ao teu poder maiúsculo...


Vamos a participação dos alunos Guilherme e Vitória.
Parabéns aos dois pela linda criatividade poética!

Caso outros  envi suas poesia, voltarei a postagem.

Contemplando o céu ao longe
A nostalgia bate em meu peito
Vem amor, junto aos raios crepusculares
Alegar meus dias negros.
Guilherme Oliveira

TRISTONHO
Aluna Vitoria Lima


Solitário e tristonho
Imerso na solidão
Contemplo o crepúsculo que anuncia
Luzes que irão penetrar no meu coração.
Chega de sofrer por quem não me merece!


Abraços, tenham todos um belo Domingo

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Patativa do Assaré Um grande poeta Nordestino. Isto é Brasil!



Onde a verdade aparece a mentira é destruída

Patativa do Assaré




Patativa do Assaré Um grande poeta Nordestino.


Desilusão
Patativa do Assaré
(Antônio Gonçalves da Silva)


Como a folha no vento pelo espaço
Eu sinto o coração aqui no peito,
De ilusão e de sonho já desfeito,
A bater e a pulsar com embaraço.


Se é de dia, vou indo passo a passo
Se é de noite, me estendo sobre o leito,
Para o mal incurável não há jeito,
É sem cura que eu vejo o meu fracasso.


Do parnaso não vejo o belo monte,
Minha estrela brilhante no horizonte
Me negou o seu raio de esperança,


Tudo triste em meu ser se manifesta,
Nesta vida cansada só me resta
As saudades do tempo de criança.

(Mantida a grafia original)


Há dor que mata a pessoa
Sem dó nem piedade.
Porém não há dor que doa
Como a dor de uma saudade.
Patativa do Assaré


Biografia de Patativa do Assaré


Poeta popular e cantador repentista de viola nordestino nascido em Serra de Santana, pequena propriedade rural, no município e a três léguas da cidade de Assaré, no Sul do Ceará, um dos maiores poetas populares do Brasil, retratista do árido universo da caatinga nordestina cuja obra foi registrada em folhetos de cordel, discos e livros.


Patativa do Assaré (1909-2002) foi um poeta popular, compositor, cantor e repentista brasileiro. Foi um dos maiores poetas populares do Brasil. Com uma linguagem simples, porém poética, retratava a vida sofrida e árida do povo do sertão. Projetou-se com a música "Triste Partida" em 1964, uma toada de retirantes, gravada por Luiz Gonzaga, o rei do baião. Seus livros, traduzidos em vários idiomas, foram tema de estudos na Sorbonne, na cadeira de Literatura Popular Universal.
Patativa do Assaré (Antônio Gonçalves da Silva) (1909-2002) nasceu no município de Assaré, interior do Ceará, a 623 km da capital Fortaleza. Filho dos agricultores Pedro Gonçalves da Silva e Maria Pereira da Silva, ainda pequeno ficou cego do olho direito. Órfão de pai aos oito anos de idade começou a trabalhar no cultivo da terra.
Com pouco acesso à educação, frequentou durante quatro meses sua primeira e única escola onde aprendeu a ler e escrever e se tornou apaixonado pela poesia.
Logo começou a fazer repentes e se apresentar em festas locais. Antônio Gonçalves da Silva recebeu o apelido de Patativa, pois sua poesia era comparada à beleza do canto dessa ave. Foi casado com Belinha, com quem teve nove filhos. Com vinte anos começou a viajar por várias cidades nordestinas e diversas vezes se apresentou na Rádio Araripe.
Com uma linguagem simples, porém poética, retratava em suas poesias o árido universo da caatinga nordestina e de seu povo sofrido e valente do sertão. Viajou para o Pará em companhia de um parente José Alexandre Montoril, que lá morava, onde passou cinco meses fazendo grande sucesso como cantador. De volta ao Ceará continuou na mesma vida de pobre agricultor e cantador. Sua projeção em todo o Brasil se iniciou a partir da gravação de "Triste Partida" em 1964, toada de retirante de sua autoria gravada por Luiz Gonzaga, o Rei do Baião.
Teve inúmeros folhetos de cordel e poemas publicados em revistas e jornais e publicou "Inspiração Nordestina" (1956), "Cantos de Patativa" (1966). Figueiredo Filho publicou seus poemas comentados em Patativa do Assaré (1970). Gravou seu primeiro LP "Poemas e Canções" (1979) uma produção do cantor e compositor cearense Fagner. Apresentou-se com o cantor Fagner no Festival de Verão do Guarujá (1981), período em que gravou seu segundo LP, "A Terra é Naturá", lançado também pela CBS.
A política também foi tema da obra e de sua vida. Durante o regime militar, ele criticava os militares e chegou a ser perseguido. Participou da campanha das Diretas já, em 1984 e publicou o poema "Inleição Direta 84".
Ao completar 85 anos foi homenageado com o LP "Patativa do Assaré - 85 Anos de Poesia" (1994), com participação das duplas de repentistas Ivanildo Vila Nova e Geraldo Amâncio e Otacílio Batista e Oliveira de Panelas. Tido como fenômeno da poesia popular nordestina, com sua versificação límpida sobre temas como o homem sertanejo e a luta pela vida, seus livros foram traduzidos em diversos idiomas e tornaram-se temas de estudo na Sorbonne, na cadeira da Literatura Popular Universal, sob a regência do Professor Raymond Cantel.
Antônio Gonçalves da Silva, sem audição e cego desde o final dos anos 90, morre em consequência de falência múltipla dos órgãos, no dia 8 de julho de 2002, em sua casa, em Assaré, Ceará, aos 93 anos.



Poesias de Patativa do Assaré

A Festa da Natureza
ABC do Nordeste Flagelado
Aos Poetas Clássicos
A Terra dos Posseiros de Deus
A Terra é Naturá
A Triste Partida
Caboclo Roceiro
Cante Lá, Que Eu Canto Cá
Dois Quadros
Eu Quero
Flores Murchas
Inspiração Nordestina
Linguagem dos Óio
Mãe Preta
Nordestino Sim, Nordestino Não
O Burro
O Peixe
O Poeta da Roça
O Sabiá e o Gavião
O Vaqueiro
Saudade
Vaca Estrela e Boi Fubá



Saudade

Saudade dentro do peito
É qual fogo de monturo
Por fora tudo perfeito,
Por dentro fazendo furo.


Há dor que mata a pessoa
Sem dó e sem piedade,
Porém não há dor que doa
Como a dor de uma saudade.


Saudade é um aperreio
Pra quem na vida gozou,
É um grande saco cheio
Daquilo que já passou.


Saudade é canto magoado
No coração de quem sente
É como a voz do passado
Ecoando no presente



Patativa do Assaré


Qunca diga nordestino
Que Deus lhe deu um destino
Causador do padecer
Nunca diga que é o pecado
Que lhe deixa fracassado
Sem condições de viver.


Não guarde no pensamento
Que estamos no sofrimento
É pagando o que devemos
A Providência Divina
Não nos deu a triste sina
De sofrer o que sofremos.


Deus o autor da criação
Nos dotou com a razão
Bem livres de preconceitos
Mas os ingratos da terra
Com opressão e com guerra
Negam os nossos direitos.


Não é Deus quem nos castiga
Nem é a seca que obriga
Sofrermos dura sentença
Não somos nordestinados
Nós somos injustiçados
Tratados com indiferença.


Sofremos em nossa vida
Uma batalha renhida
Do irmão contra o irmão
Nós somos injustiçados
Nordestinos explorados
Mas nordestinados não


Há muita gente que chora
Vagando de estrada afora
Sem terra, sem lar, sem pão
Crianças esfarrapadas
Famintas, escaveiradas
Morrendo de inanição


Sofre o neto, o filho e o pai
Para onde o pobre vai
Sempre encontra o mesmo mal
Esta miséria campeia
Desde a cidade à aldeia
Do Sertão à capital


Aqueles pobres mendigos
Vão à procura de abrigos
Cheios de necessidade
Nesta miséria tamanha
Se acabam na terra estranha
Sofrendo fome e saudade


Mas não é o Pai Celeste
Que faz sair do Nordeste
Legiões de retirantes
Os grandes martírios seus
Não é permissão de Deus
É culpa dos governantes


Já sabemos muito bem
De onde nasce e de onde vem
A raiz do grande mal
Vem da situação crítica
Desigualdade política
Econômica e social


Somente a fraternidade
Nos traz a felicidade
Precisamos dar as mãos
Para que vaidade e orgulho
Guerra, questão e barulho
Dos irmãos contra os irmãos


Jesus Cristo, o Salvador
Pregou a paz e o amor
Na santa doutrina sua
O direito do bangueiro
É o direito do trapeiro
Que apanha os trapos na rua


Uma vez que o conformismo
Faz crescer o egoísmo
E a injustiça aumentar
Em favor do bem comum
É dever de cada um
Pelos direitos lutar

Por isso vamos lutar
Nós vamos reivindicar
O direito e a liberdade
Procurando em cada irmão
Justiça, paz e união
Amor e fraternidade


Somente o amor é capaz
E dentro de um país faz
Um só povo bem unido
Um povo que gozará
Porque assim já não há
Opressor nem oprimido



Fontes: http://brasilescola.uol.com.br/biografia/patativa-do-assare.htm

http://www.releituras.com/patativa_menu.asp

Pesquisa e organização da postagem professoras: Elza Interaminense e Lourdes Duarte.



...Faz pena o nortista, tão forte e tão bravo, morrer descriminado e como escravo no NORTE do SUL.
Patativa do Assaré

terça-feira, 3 de outubro de 2017

Quem Ama Perdoa Autor Guilherme Oliveira

Pensamento do aluno Guilherme Oliveira.




Foi a partir dali que eu percebi que, não importa quanto mal a pessoa te faça, o perdão é a melhor saída!
Quem ama perdoa e luta para que esse amor nunca se acabe. São uma das proezas do amor, o perdão, pois ninguém é perfeito, nem mesmo você!


Autor: Guilherme Oliveira.

domingo, 1 de outubro de 2017

3º Poetizando e Encantando



Poetizando e Encantando 



TERCEIRO SELINHO



Brincadeira , POETIZANDO E ENCANTANDO
do blog FILOSOFANDO NA VIDA DA Profª Lourdes Duarte

filosofandonavidaproflourdes.blogspot.com.br
Link  

Olá amigos e queridos seguidores!

Olá amigos é com carinho que estamos participando do terceiro Poetizando e Encantando. Objetivos da brincadeira: usar a criatividade poetizando a partir de uma imagem sugerida pela Lourdes e promover a interação entre amigos e amigas seguidores. 


A Imagem sugerida foi esta
A imagem nos mostra que da simplicidade surgem as coisas mais belas.
O amor pela natureza, o cuidado com os animais.
 A vida que segue!



PARTICIPAÇÃO DOS ALUNOS ESCRITORES



Rosas sertanejas

São rosas como em qualquer outro lugar
Mas de uma coisa tenho certeza
Os espinhos! Igual a esses não há!

Mateus Felipe

*** 


Uma casinha singela
Com flores tão belas
Da argila seca, nasce
Rosas delicadas e belas
Para enfeitar as morenas
E deixá-las mais belas.

Aluno, Guilherme Oliveira

****


A essência da vida, está na simplicidade das coisas
 e nas atitudes simples que fazem toda a diferença.


Autores: Guilherme Oliveira  e Lívia Vitória