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terça-feira, 5 de setembro de 2017

PRINCIPAIS EXPOENTES DA EDUCAÇÃO NO BRASIL

PRINCIPAIS EXPOENTES DA EDUCAÇÃO NO BRASIL







Anísio Teixeira (1900-1971)


Educador, nascido em Caitité (BA), formou-se em Direito no Rio e em Educação nos Estados Unidos (Universidade de Columbia). Formulou e sustentou, em situações de grande pressão, a tese de dinheiro público para a escola pública, embora reconhecesse e apoiasse o papel complementar da escola privada. Sua cruzada pela renovação do sistema educacional só foi interrompida nos momentos em que setores o boicotaram, em 1935 e 1964.

Na década de 20 liderou três reformas educacionais, na Bahia, no Ceará e no antigo Distrito Federal. Também são realizações de Anísio Teixeira a Universidade de Brasília, o Instituto de Pesquisas Educacionais, a Fundação Nacional de Ciência, o Instituto de Educação, pioneiro no Brasil na formação superior de professores para a escola primária, entre muitos outros.

Algumas de suas principais obras são: Educação para a Democracia, A Educação e a Crise Brasileira, A Universidade e a Liberdade Humana, Educação não é Privilégio e Educação no Brasil.



 Paulo Freire (1921 1997)


Paulo Régis Neves Freire, educador pernambucano, nasceu na cidade do Recife. Foi alfabetizado pela mãe, que o ensina a escrever com pequenos galhos de árvore no quintal da casa da família. Com 10 anos de idade, a família  mudou para a cidade de Jaboatão.

Na adolescência começou a desenvolver um grande interesse pela língua portuguesa. Com 22 anos de idade, Paulo Freire começa a estudar Direito na Faculdade de Direito do Recife. Enquanto cursava a faculdade de direito, casou-se com a professora primária Elza Maia Costa Oliveira. Com a esposa, tem teve cinco filhos e começou a lecionar no Colégio Oswaldo Cruz em Recife.

No ano de 1947 foi contratado para dirigir o departamento de educação e cultura do Sesi, onde entra em contato com a alfabetização de adultos. Em 1958 participa de um congresso educacional na cidade do Rio de Janeiro. Neste congresso, apresenta um trabalho importante sobre educação e princípios de alfabetização. De acordo com suas ideias, a alfabetização de adultos deve estar diretamente relacionada ao cotidiano do trabalhador. Desta forma, o adulto deve conhecer sua realidade para poder inserir-se de forma crítica e atuante na vida social e política

No começo de 1964, foi convidado pelo presidente João Goulart para coordenar o Programa Nacional de Alfabetização. Logo após o golpe militar, o método de alfabetização de Paulo Freire foi considerado uma ameaça à ordem, pelos militares.Viveu no exílio no Chile e na Suíça, onde continuou produzindo conhecimento na área de educação. Sua principal obra, Pedagogia do Oprimido, foi lançada em 1969. Nela, Paulo Freire detalha seu método de alfabetização de adultos. Retornou ao Brasil no ano de 1979, após a Lei da Anistia.

Durante a prefeitura de Luiza Erundina, em São Paulo, exerceu o cargo de secretário municipal da Educação. Depois deste importante cargo, onde realizou um belo trabalho, começou a assessorar projetos culturais na América Latina e África. Morreu na cidade de São Paulo, de infarto, em 2/5/1997.

Suas principais obras foram: Pedagogia do oprimido; Educação e mudança; A importância do ato de ler (em três artigos que se completam); Alfabetização - Leitura do mundo, leitura da palavra; À sombra desta mangueira; Pedagogia da Autonomia; Pedagogia da indignação cartas pedagógicas e outros escritos.



Darcy Ribeiro (1922 1997)


Nasceu em Montes Claros, Minas Gerais. Antropólogo renomado, político atuante, escritor destacado na literatura (membro da Academia Brasileira de Letras) e educador brilhante e inovador. É difícil imaginar que alguém pudesse realizar tudo isso e em grandes partidas, de modo tão efetivo como fez. Este é o verbete de quem viu e conviveu com alguns desses projetos, e conversou algumas vezes com seu autor. Tais conversas me levaram a ver no Darcy um diferencial de intenções e uma disposição em realizá-las.

Dentre seus livros, pode-se citar O processo civilizatório (1968), traduzido em todo o mundo; é o início da grande obra Estudos de antropologia da civilização, que culminou com O povo brasileiro (1997). De toda sua obra já foram impressas umas 150 edições em todo o mundo. Com o romance Maíra (1977), Tristão de Athayde o colocou ao lado de Gonçalves Dias na história da literatura brasileira. Seus projetos são igualmente grandes e ambiciosos. Criou, junto com o Marechal Rondon, o Serviço de Proteção ao Índio (SPI), que deu origem à Funai; organizou uma nova escola básica e uma nova universidade; fez, junto com Niemeyer e Brizola, o Sambódromo (RJ), logo copiado em todo o Brasil.

Para arrematar, tem um feito que poucas pessoas sabem: sua participação decisiva na instalação da sede permanente do Parlamento Latino-Americano no conjunto arquitetônico do Memorial da América Latina, em São Paulo, em 1993. Com a finalidade de dar continuidade aos seus ideais e preservar sua memória, deixou a Fundação Darcy Ribeiro organizada e em boas mãos, com sede no Rio de Janeiro.



  Florestan Fernandes (1920 1995)



Florestan Fernandes foi um militante do ensino democrático. nasceu na cidade de São Paulo, de origem pobre, estuda com dificuldade e destaca-se pela disciplina e esforço. Torna-se professor da Universidade de São Paulo (USP) na década de 40, sendo afastado pelo regime militar em 1969. A partir daí passa a lecionar em universidades do Canadá e dos Estados Unidos. Denuncia a marginalização do negro na sociedade na tese A Integração do Negro nas Sociedades de Classe (1964). Dedica-se, também, ao estudo das sociedades indígenas, da educação e da modernização, além da análise crítica da sociologia. Aborda o processo revolucionário latino-americano em Capitalismo Dependente e Classes Sociais na América Latina (1973).

Em 1975 escreve A Revolução Burguesa no Brasil, sobre as classes dominantes do país e sua resistência às mudanças históricas. Volta ao Brasil em 1977, passa a lecionar na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC), a partir de 1979, retornando à USP em 1986. É considerado o fundador da sociologia crítica no Brasil. O sociólogo não só refletiu sobre a Escola brasileira, apontando seu caráter elitista, como também atuou pessoalmente em defesa da Educação para todos. Além da atividade acadêmica, destaca-se pela militância política de esquerda, elegendo-se deputado federal pelo Partido dos Trabalhadores (PT) em 1986, para a Assembléia Nacional Constituinte, e em 1990. Morreu em São Paulo.

Mestres Brasileiros


Anísio, Paulo, Darcy e Florestan foram os principais pensadores pela Educação aqui no Brasil. Há outros mestres que também escreveram seu nome na história da Educação Nacional, e podemos citar os seguintes: Manoel Bergström Lourenço Filho, Helena Antipoff, Fernando de Azevedo, Pascoal Lemme, Durmeval Mendes, Cecília Meireles, Aparecido Joly Gouveia, Rui Barbosa, Padre Manoel da Nóbrega, Edgar Roquette Pinto, Gustavo Capanema, Alceu Amoroso Lima, Antônio de Sampaio Dória, Antônio Ferreira de Almeida Júnior, Armando Álvaro Alberto, Celson Sukow da Fonseca, José Getúlio da Frota Pessoa, José Joaquim da Cunha de Azevedo Coutinho, José Mário Pires Azanha, Manoel José Bonfim, Nísia Floresta, Valnir Chagas, Júlio Mesquita Filho, Bertha Maria Júlia Lutz, Heitor Villa-Lobos, Irineu Guimarães e Humberto Mauro.



Fonte: http://www.webartigos.com/artigos

  Organização da postagem: Profª Lourdes Duarte

PRODUÇÃO X TRABALHO

(Texto de Sociologia - 2º ano do Ensino Médio, 2º bimestre) “O modo de produção da vida material condiciona o processo, em geral, da vida social, política e espiritual” Karl Marx








1. A PRODUÇÃO


Bens: são todas as coisas materiais produzidas para satisfazer as necessidades das pessoas.

Serviços: são todas as atividades econômicas voltadas para a satisfação de necessidades e que não estão relacionadas diretamente à produção de bens. Os bens e serviços resultam da transformação de recursos da natureza em objetos úteis à vida humana. E isso só acontece por meio do trabalho nos processos de produção.

Processo de produção: o processo de produção é formado por três componentes principais associados: trabalho, matéria-prima, instrumentos de produção.




2. O TRABALHO


Por trabalho entende-se toda atividade humana que resulte em bens ou serviços. Todo trabalho resulta da combinação de dois tipos de atividade: manual e intelectual. O que varia é a proporção com que esses dois aspectos entram no processo de produção. Não existe trabalho exclusivamente manual ou exclusivamente intelectual, mas, sim, predominantemente intelectual.

O trabalho pode ser classificado conforme o grau de capacitação exigido do profissional. Assim temos: trabalho qualificado –  só pode ser realizado com um certo grau de aprendizagem e conhecimento técnico; trabalho não qualificado – pode ser realizado praticamente sem aprendizagem. Essa classificação não é uma simples divisão teórica. Ela atinge profundamente a vida das pessoas, pois diferentes salários são atribuídos conforme o grau de capacitação ou qualificação exigido pelas tarefas a cumprir.



3. MATÉRIA-PRIMA


Por matéria-prima deve-se entender os componentes iniciais do produto que, no processo de produção, são transformados até adquirirem a forma de bem final. Antes de serem transformados em matéria-prima, tais componentes encontram-se na natureza sob a forma de recursos naturais.




4. INSTRUMENTOS DE PRODUÇÃO


Todas as coisas que direta ou indiretamente nos permitem transformar matéria-prima em bem final são chamadas de instrumentos de produção. É o caso das ferramentas, dos equipamentos e das máquinas. O local de trabalho, iluminação, a ventilação e tos as instalações necessárias á atividade produtiva também são instrumentos de produção. Assim, instrumento de produção é todo bem utilizado pelo ser humano na produção de outros bens e serviços.

Os meios de produção sem matéria -a ventilação instrumentos de trabalho não se pode produzir. Eles são necessários para realizar qualquer tipo de trabalho. Os meios de produção são  a matéria-prima e os instrumentos de produção.



5. AS FORÇAS PRODUTIVAS


Todo processo produtivo combina o trabalho com os meios de produção. Sem o trabalho humano nada pode ser produzido; sem os meios de produção o homem não pode trabalhar. Ao conjunto dos meios de produção somados ao trabalho humano damos o nome de forças produtivas. Assim, forças produtivas = meios de produção + trabalho humano.



6. RELAÇÕES DE PRODUÇÃO


No processo produtivo, as pessoas dependem umas das outras para obter os resultados pretendidos. Dessa forma, para produzir os bens e serviços de que necessitam, os indivíduos estabelecem relações entre si. Tais relações são chamadas de relações de produção.

O trabalho é necessariamente um ato social. As relações de produção mais importantes são aquelas que se estabelecem entre os proprietários dos meios de produção e os trabalhadores. Isso porque todo processo produtivo conta sempre com pelo menos dois agentes sociais básicos: trabalhadores e proprietários dos meios de produção.

São relações de produção que organizam e definem a sociedade. Existem diversos tipos de sociedade. Entre essas relações de produção está o erigem de propriedade. Por exemplo, se o trabalho de uma sociedade é feito majoritariamente por escravos, temos um regime de propriedade no qual os proprietários dos portadores da força de trabalho.

Cada um deles em suas próprias relações de produção. A esse conjunto de forças produtivas e relações de produção damos o nome de modo de produção.


Marx e os modos de produção


Na produção social da própria vida, os homens estabelecem relações determinadas, necessárias e independentes de sua vontade. Essas relações de produção correspondem a uma determinada etapa de desenvolvimento das suas forças produtivas materiais.

A totalidade dessas relações de produção forma a estrutura econômica da sociedade. Essa estrutura é a base real sobre a qual se levanta uma superestrutura jurídica e política, e à qual correspondem formais sociais determinadas de consciência.

O modo de produção de vida material condiciona o processo de vida social, política e espiritual. Ou seja, não é consciência dos homens que determina o seu ser, mas, ao contrário, é o seu ser social que determina sua consciência.

Em determinada etapa de seu desenvolvimento, as forças produtivas entram em contradição com as relações de produção existentes. Essas relações – o regime de propriedade, por exemplo - , que antes eram formas de desenvolvimento das forças produtivas, transforma-se em seu maior obstáculo.

Sobrevém, então, uma época de revolução social.

Mas uma formação social nunca desaparece antes que estejam desenvolvidas todas as suas forças produtivas. E novas relações de produção mais adiantadas não substituem as antigas, antes que suas condições materiais de existência tenham sido geradas no próprio seio da velha sociedade.

Em grandes traços, podem ser caracterizados como épocas progressivas da formação econômica da humanidade os modos de produção asiático, antigo, feudal e burguês moderno.

(adaptado de: Karl Marx. Para a crítica da economia política. In: Marx. São Paulo, Abril Cultural, 1978. P. 129-30. Coleção Os Pensadores.)



7. MODOS DE PRODUÇÃO: A HISTÓRIA DA TRANSFORMAÇÃO DA SOCIEDADE


Modo de produção é a maneira pela qual a sociedade produz seus bens e serviços, como os utiliza e como os distribui. É chamado também de sistema econômico. Modo de produção= forças produtivas + relações de produção.

Cada sociedade tem uma forma própria de produção, seu modo de produção. Este é constituído por fatores dinâmicos, que estão em constante mudança: as forças produtivas, que se modificam com o desenvolvimento dos métodos de trabalho, com o avanço tecnológico e científico; e as relações de produção, também sujeitas a transformações. Com o tempo, o desenvolvimento das forças produtivas acarreta mudanças e até ruptura (por meio de revoluções) nos modos de produção. Esse processo de desenvolvimento é responsável pelo surgimento de alguns dos principais modos de produção. São eles: comunal primitivo, escravista, asiático, feudal, capitalista e socialista. Agora vamos estudar aqueles que precederam o modo de produção pré-capitalista.

Modo de produção primitivo comunal: por volta de 10000 a.C., a espécie humana começou a cultivar a terra, produzindo cereais, verduras, legumes e frutas. A comunidade primitiva (ou modo de produção comunal) foi a primeira forma de organização humana. As pessoas trabalhavam em conjunto. A terra era o principal meio de produção. Tanto ela quanto os frutos do trabalho eram propriedade coletiva, comunal, isto é, de todos.

Não existia ainda a ideia de propriedade privada dos meios de produção, portanto não havia a oposição entre proprietários e trabalhadores. As relações de produção eram relações de cooperação, baseada na propriedade coletiva dos meios de produção.

Modo de produção escravista: na sociedade escravista, os meios de produção (terras e instrumentos de produção) e os escravos eram propriedade do senhor. O escravo era considerado um instrumento, um objeto, como um animal ou uma ferramenta. As relações de produção eram de domínio e de sujeição.

Os senhores eram proprietários dos portadores da força de trabalho (os escravos), dos meios de produção (terras, minas, oficinas artesanais, instrumentos de produção) e do produto do trabalho. Havia um rígido controle dos escravos dominados e regras para regular a ordem social. Foi necessário, portanto, que surgisse o Estado para garantir o interesse dos senhores.


O escravismo colonial

O conceito de modo de produção escravista colonial foi desenvolvido particularmente pelo historiador brasileiro Jacob Gorender.

Segundo Gorender, o escravismo colonial mostra a dinâmica interna da produção colonial brasileira, evidenciando o papel central que o trabalhador direto – o escravo – desempenha em sua estrutura.

O escravismo brasileiro é diferente do modo de produção vigente na Grécia e na Roma antigas, que também tinham por base o trabalho escravo, exatamente por ser colonial. Isto é, os proprietários dos meios de produção e a comercialização do fruto do trabalho estavam sob o controle da metrópole portuguesa, e não da própria colônia.

Ao mesmo tempo, a organização da produção tinha por base a platation – grandes latifúndios voltados para uma só cultura destinada á exportação (cana-de–açucar, café etc.). Outra característica do escravismo colonial é que ela atendia aos interesses do capitalismo mercantil dominante na Europa.

Para Gorender, esse modo de produção apresenta três aspectos principais.

1. Economia voltada predominantemente para o mercado externo (isto é, produzia-se tendo em vista a exportação, e não o consumo interno), dependendo desse mercado externo o estímulo necessário ao desenvolvimento das forças produtivas.

2. Troca-se gêneros agropecuários ou matérias-primas minerais por produtos manufaturados fabricados na metrópole ou em algum outro país europeu.

3. Fraco ou nenhum controle da colônia sobre a comercialização no mercado externo.

A mistura de trabalho escravo e capitalismo mercantil (dominante na metrópole) criou uma sociedade peculiar. Porque, apesar de existir um pouco de agricultura de subsistência, um pouco de comércio e um pouco de acumulação e prosperidade na Bahia, no Recife e no Rio de Janeiro, não houve acumulação capitalista na Colônia.

“Os mercadores coloniais constituíam uma burguesia mercantil integrada na ordem escravista, e tão interessada na sua conservação quanto os plantadores”, explica Gorender. Boa parte desses mercadores, aliás, se dedicava ao tráfico de escravos da áfrica para o Brasil colonial e imperial.

(baseado em: Jacob Gorender. O escravismo colonial. 5 ed. São Paulo, Ática, 1988.)



Modo asiático de produção: também chamado de sociedade hidráulica, o modo de produção asiático predominou na índia e no Egito da antiguidade, bem como nas civilizações pré-colombianas dos incas (nos países andinos), maias (leste do México) e astecas (do México à Nicarágua).

Trata-se de sociedades fechadas, equipadas com um estado forte e uma burocracia muito eficiente, capaz de manter o poder total do Estado, ao qual toda sociedade estava subordinada.

No modo asiático de produção, os meios de produção e a força de trabalho pertenciam ao estado, encarnado no Imperador. Abaixo dele, o grupo mais privilegiado era o dos sacerdotes, nobres e guerreiros. Mas o grupo mais poderoso era o dos administradores públicos, que atuavam em nome do Estado.

Modo de produção feudal: o modo de produção feudal predominou na Europa ocidental entre o século V e o século XVI. Em alguns casos, prolongou-se até o século XVIII ou mesmo XIX. A sociedade feudal estruturou-se sobre a divisão entre senhores e servos. As relações de produção no feudalismo baseavam-se na propriedade do senhor sobre a terra e no trabalho agrícola do servo.

Os servos não viviam como os escravos; eles tinham o direito de cultivar um pedaço de terra cedido pelo senhor, sendo obrigados, em troca, apagar-lhe impostos, rendas, e ainda a trabalhar nas terras do senhor sem nada receber.. O servo tinha direito ao usufruto da terra, mas não podia comprá-la ou vendê-la.

Outra diferença importante entre o servo e o escravo é que o escravo era propriedade do senhor, que podia vendê-lo, alugá-lo, emprestá-lo e até libertá-lo, se quisesse. Já o servo, na condição de pessoa, não era propriedade de seu senhor, mas estava ligado ao lote de terra no qual trabalhava. Caso o senhor vendesse esse lote a outra pessoa, esta era obrigada a manter o servo na propriedade.

A economia feudal, como a escravista, se baseava no campo. Só que, nesse sistema, as cidades tinham pouca importância. Os proprietários dos meios de produção – nobres e bispos – mantinham-se em seus feudos, tinham seus próprios exércitos e gozavam de considerável independência política em relação ao rei.

(OLIVEIRA, Pérsio Santos. Introdução à Sociologia. 25ªed. reform. e atual. São Paulo, Ática, 2004, pp. 85-94. [Texto adaptado])

Postado por Epitácio Rodrigues





Professor da rede pública do estado do Ceará e pesquisador na área de Filosofia. Coautor do livro "As Portas do Tempo nos Muros da Vida".

Marx e os modos de produção

Na produção social da própria vida, os homens estabelecem relações determinadas, necessárias e independentes de sua vontade. Essas relações de produção correspondem a uma determinada etapa de desenvolvimento das suas forças produtivas materiais.

A totalidade dessas relações de produção forma a estrutura econômica da sociedade. Essa estrutura é a base real sobre a qual se levanta uma superestrutura jurídica e política, e à qual correspondem formais sociais determinadas de consciência.

O modo de produção de vida material condiciona o processo de vida social, política e espiritual. Ou seja, não é consciência dos homens que determina o seu ser, mas, ao contrário, é o seu ser social que determina sua consciência.

Em determinada etapa de seu desenvolvimento, as forças produtivas entram em contradição com as relações de produção existentes. Essas relações – o regime de propriedade, por exemplo - , que antes eram formas de desenvolvimento das forças produtivas, transforma-se em seu maior obstáculo.

Sobrevém, então, uma época de revolução social.

Mas uma formação social nunca desaparece antes que estejam desenvolvidas todas as suas forças produtivas. E novas relações de produção mais adiantadas não substituem as antigas, antes que suas condições materiais de existência tenham sido geradas no próprio seio da velha sociedade.

Em grandes traços, podem ser caracterizados como épocas progressivas da formação econômica da humanidade os modos de produção asiático, antigo, feudal e burguês moderno.

(adaptado de: Karl Marx. Para a crítica da economia política. In: Marx. São Paulo, Abril Cultural, 1978. P. 129-30. Coleção Os Pensadores





7. MODOS DE PRODUÇÃO: A HISTÓRIA DA TRANSFORMAÇÃO DA SOCIEDADE

Modo de produção é a maneira pela qual a sociedade produz seus bens e serviços, como os utiliza e como os distribui. É chamado também de sistema econômico. Modo de produção= forças produtivas + relações de produção.

Cada sociedade tem uma forma própria de produção, seu modo de produção. Este é constituído por fatores dinâmicos, que estão em constante mudança: as forças produtivas, que se modificam com o desenvolvimento dos métodos de trabalho, com o avanço tecnológico e científico; e as relações de produção, também sujeitas a transformações. Com o tempo, o desenvolvimento das forças produtivas acarreta mudanças e até ruptura (por meio de revoluções) nos modos de produção. Esse processo de desenvolvimento é responsável pelo surgimento de alguns dos principais modos de produção. São eles: comunal primitivo, escravista, asiático, feudal, capitalista e socialista. Agora vamos estudar aqueles que precederam o modo de produção pré-capitalista.

Modo de produção primitivo comunal: por volta de 10000 a.C., a espécie humana começou a cultivar a terra, produzindo cereais, verduras, legumes e frutas. A comunidade primitiva (ou modo de produção comunal) foi a primeira forma de organização humana. As pessoas trabalhavam em conjunto. A terra era o principal meio de produção. Tanto ela quanto os frutos do trabalho eram propriedade coletiva, comunal, isto é, de todos.

Não existia ainda a ideia de propriedade privada dos meios de produção, portanto não havia a oposição entre proprietários e trabalhadores. As relações de produção eram relações de cooperação, baseada na propriedade coletiva dos meios de produção.

Modo de produção escravista: na sociedade escravista, os meios de produção (terras e instrumentos de produção) e os escravos eram propriedade do senhor. O escravo era considerado um instrumento, um objeto, como um animal ou uma ferramenta. As relações de produção eram de domínio e de sujeição.

Os senhores eram proprietários dos portadores da força de trabalho (os escravos), dos meios de produção (terras, minas, oficinas artesanais, instrumentos de produção) e do produto do trabalho. Havia um rígido controle dos escravos dominados e regras para regular a ordem social. Foi necessário, portanto, que surgisse o Estado para garantir o interesse dos senhores.





O escravismo colonial

O conceito de modo de produção escravista colonial foi desenvolvido particularmente pelo historiador brasileiro Jacob Gorender.

Segundo Gorender, o escravismo colonial mostra a dinâmica interna da produção colonial brasileira, evidenciando o papel central que o trabalhador direto – o escravo – desempenha em sua estrutura.

O escravismo brasileiro é diferente do modo de produção vigente na Grécia e na Roma antigas, que também tinham por base o trabalho escravo, exatamente por ser colonial. Isto é, os proprietários dos meios de produção e a comercialização do fruto do trabalho estavam sob o controle da metrópole portuguesa, e não da própria colônia.

Ao mesmo tempo, a organização da produção tinha por base a platation – grandes latifúndios voltados para uma só cultura destinada á exportação (cana-de–açucar, café etc.). Outra característica do escravismo colonial é que ela atendia aos interesses do capitalismo mercantil dominante na Europa.

Para Gorender, esse modo de produção apresenta três aspectos principais.

1. Economia voltada predominantemente para o mercado externo (isto é, produzia-se tendo em vista a exportação, e não o consumo interno), dependendo desse mercado externo o estímulo necessário ao desenvolvimento das forças produtivas.

2. Troca-se gêneros agropecuários ou matérias-primas minerais por produtos manufaturados fabricados na metrópole ou em algum outro país europeu.

3. Fraco ou nenhum controle da colônia sobre a comercialização no mercado externo.

A mistura de trabalho escravo e capitalismo mercantil (dominante na metrópole) criou uma sociedade peculiar. Porque, apesar de existir um pouco de agricultura de subsistência, um pouco de comércio e um pouco de acumulação e prosperidade na Bahia, no Recife e no Rio de Janeiro, não houve acumulação capitalista na Colônia.

“Os mercadores coloniais constituíam uma burguesia mercantil integrada na ordem escravista, e tão interessada na sua conservação quanto os plantadores”, explica Gorender. Boa parte desses mercadores, aliás, se dedicava ao tráfico de escravos da áfrica para o Brasil colonial e imperial.


(baseado em: Jacob Gorender. O escravismo colonial. 5 ed. São Paulo, Ática, 1988.)



Modo asiático de produção: também chamado de sociedade hidráulica, o modo de produção asiático predominou na índia e no Egito da antiguidade, bem como nas civilizações pré-colombianas dos incas (nos países andinos), maias (leste do México) e astecas (do México à Nicarágua).

Trata-se de sociedades fechadas, equipadas com um estado forte e uma burocracia muito eficiente, capaz de manter o poder total do Estado, ao qual toda sociedade estava subordinada.

No modo asiático de produção, os meios de produção e a força de trabalho pertenciam ao estado, encarnado no Imperador. Abaixo dele, o grupo mais privilegiado era o dos sacerdotes, nobres e guerreiros. Mas o grupo mais poderoso era o dos administradores públicos, que atuavam em nome do Estado.


Modo de produção feudal: o modo de produção feudal predominou na Europa ocidental entre o século V e o século XVI. Em alguns casos, prolongou-se até o século XVIII ou mesmo XIX. A sociedade feudal estruturou-se sobre a divisão entre senhores e servos. As relações de produção no feudalismo baseavam-se na propriedade do senhor sobre a terra e no trabalho agrícola do servo.

Os servos não viviam como os escravos; eles tinham o direito de cultivar um pedaço de terra cedido pelo senhor, sendo obrigados, em troca, apagar-lhe impostos, rendas, e ainda a trabalhar nas terras do senhor sem nada receber.. O servo tinha direito ao usufruto da terra, mas não podia comprá-la ou vendê-la.

Outra diferença importante entre o servo e o escravo é que o escravo era propriedade do senhor, que podia vendê-lo, alugá-lo, emprestá-lo e até libertá-lo, se quisesse. Já o servo, na condição de pessoa, não era propriedade de seu senhor, mas estava ligado ao lote de terra no qual trabalhava. Caso o senhor vendesse esse lote a outra pessoa, esta era obrigada a manter o servo na propriedade.

A economia feudal, como a escravista, se baseava no campo. Só que, nesse sistema, as cidades tinham pouca importância. Os proprietários dos meios de produção – nobres e bispos – mantinham-se em seus feudos, tinham seus próprios exércitos e gozavam de considerável independência política em relação ao rei.


(OLIVEIRA, Pérsio Santos. Introdução à Sociologia. 25ªed. reform. e atual. São Paulo, Ática, 2004, pp. 85-94. [Texto adaptado])



FONTE: http://filosofiaprofrodrigues.blogspot.com.br/2011/06/base-economica-da-sociedade.html

Organização da postagem : Profª Lourdes Duarte

sábado, 2 de setembro de 2017

O QUE É UM ACRÓSTICO:

O que é um Acróstico:


      Acróstico é um substantivo masculino, que descreve uma composição literária normalmente poética em que as letras iniciais, do meio ou do fim formam nomes ou palavras em concreto.
Esta palavra tem origem no grego akrostichís, sendo que akro significa “extremo” e stikhis, que significa linha ou verso. Em inglês, acróstico é traduzido como acrostic.
No acróstico, a palavra formada pelas primeiras letras é lida na vertical. Muitas vezes a palavra formada verticalmente é um nome próprio ou pode também ser um aforismo, ou seja, uma máxima ou regra.
   Acróstico é um gênero de composição geralmente poética, que consiste em formar uma palavra vertical com as letras iniciais ou finais de cada verso gerando um nome próprio ou uma sequência significativa.
Os acrósticos já existiam na antiguidade com escritores gregos e latinos e na Idade Média com os monges. Foi um gênero muito utilizado no período barroco, durante os séculos XVI e XVII, e ainda hoje é muito utilizado por pessoas de várias faixas etárias, classes sociais e culturas diferentes.
Esta forma de expressão requer criatividade, pois está relacionada com o mundo da poesia.

Exemplos de acrósticos

Os acrósticos são frequentemente usados como forma de expressar o romantismo, como o seguinte exemplo de um acróstico de amor:

Algo maravilhoso aconteceu em mim quando
Meus olhos encontraram os seus pela primeira vez
O mundo ganhou uma nova cor e o meu coração foi
Renovado depois de uma eternidade de solidão.

Acróstico de nomes

São muito populares os acrósticos de nomes, que são dedicados a pessoas especiais, como a mãe, namorado ou amigo. Na maior parte destes casos, cada letra corresponde a um adjetivo que caracteriza a pessoa em questão, como é possível ver no exemplo feito com o nome "Pedro".

Paciente
Especial
Dinâmico
Risonho
Otimista


    Segundo a Enciclopédia Britânica, o acróstico é utilizado desde a antiguidade, inclusive nos livros bíblicos dos Provérbios e dos Salmos.
Em português o acróstico apareceu no Cancioneiro geral (século XVI) e chegou a ser feito por Camões, no soneto CCIX, cujo primeiro verso é “Vencido está de amor meu pensamento".
Há muitas variantes: o acróstico alfabético, em que se vai enfileirando o alfabeto verticalmente; o mesóstico, em que as letras da palavra-chave aparecem no meio da composição, no final de cada primeiro hemistíquio ou início do segundo; e outras modalidades ainda mais complicadas.
Fizeram-se acrósticos em prosa, com as letras do começo de cada parágrafo, e se chegou a verdadeira mania de acrósticos nos tempos do barroco.

Um trabalho de autor nacional sobre acrósticos, é o de Dorival Pedro Lavirod. De sua autoria é a fábula intitulada “O Sapo e a Borboleta”, cujos versos são os seguintes:


Sabia que sou mais bonita?
A borboleta disse ainda ao sapo:
Pobre batráquio asqueroso,
O que você é me causa nojo!
E o sapo, com toda calma do mundo,
Assim respondeu à borboleta:
Bonita é minha natureza anfíbia,
O que, também, me protege mais,
Rios e solo me dão guarida,
Brejos e até mesmo matagais!
O que você faz para se defender?
Livre, viajo sobre todos os animais!
E, num segundo, o sapo projetou
Tamanha língua no espaço,
Acabando, assim, com o embaraço!

     Os acrósticos podem ser simples, com frases, nomes ou palavras que não tenha ligação entre si, ou ainda poemas completos. Podem ser encarados como atividade lúdica, tornando-se um jogo muito interessante. Assim, uma das funções pode ser ressaltar as qualidades ou defeitos de alguém.
Pode-se dar evidência às letras em cada verso para evidenciar a quem são dedicados, ou ainda deixá-las sem evidência alguma, para torná-las secretas. Depende da intenção com que se fez o acróstico. Os acrósticos são ainda encontrados na Bília, principalmente nos Salmos, e em alguns poemas com o objetivo de revelar sua autoria.
Podemos dizer que o acróstico parece englobar três funções: 1) uma procura de virtuosidade própria dos poetas palacianos; 2) um carácter lúdico que designa todo um jogo de espírito sutil; 3) um certo gosto pelo secreto.
Exemplo:


Portugal, séc. XV, “meu pensamento”:

Vencido está de amor meu pensamento,
O mais que pode ser vencida a vida,
Sujeita a vos servire instituída,
Oferecendo tudo a vosso intento.
Contente deste bem, louva o momento
Ou hora em que se viu tão bem perdida;
Mil vezes desejando a tal ferida,
Otra vez renovar seu perdimento.
Com esta pretensão está segura
A causa que me guia nesta empresa.
Tão sobrenatural, honrosa e alta,
Jurando não seguir outra ventura,
Votando só para vós rara firmeza,
Ou ser no vosso amor achado em falta.

     Neste caso a frase é Vosso como cativo, mui alta senhora, e constitui um duplo acróstico, composição difícil, na qual a leitura de duas séries de letras separadas forma uma frase significativa. Mas se relermos o repertório das curiosidades poéticas deparamos com o pentacróstico aue repete cinco vezes a mesma palavra, em cinco partes verticais dos versos (v. Tratatus de Executoribus de Silvestre de Morais, Tome II, Lisboa, 1730, p. 11).
    O acróstico dissimula a palavra, que ele dá, escondendo-a; e requer do leitor uma certa esperteza para descobrir a sua subtileza. Relaciona-se com a adivinha e liga-se logicamente com ela pois existem enigmas em verso cujo nome figura em acróstico. Um autor pode assinar com um tipo de assinatura cifrada o seu próprio nome em acróstico.

    Acróstico é quando utilizam as letras de uma palavra para formar outras palavras ou uma frase correspondente. Por exemplo, utiliza-se o nome de uma pessoa para fazer um acróstico com adjetivos que expressem as qualidades dela.

Amiga
Linda
Inteligente
Nobre
Estudiosa

    No acróstico, a letra utilizada pode ser a letra inicial da palavra, como no exemplo acima, ou pode ser a última letra, a do meio, não importa muito a posição. Veja abaixo mais alguns exemplos.
      Não é só com palavras e adjetivos que os acrósticos são feitos. É muito comum também se utilizar de frases mais longas para escrever o acróstico. Fica mais elaborado, bem bonito e especial. A baixo mostramos o exemplo de uma poesia feita no formato de um acróstico pela poetisa paranaense Santher:


Magia
Amor
Encantamento

Exemplo usando a letra final:

DoM
AlmA
LevE


Acrósticos POESIAS
Vejamos o acróstico utilizado pela poetisa paranaense Santher:

Minha Razão de Viver

Felicidade maior que se 
Instalou em minha vida... 
Luz que ilumina e me mostra o 
Horizonte a seguir... Abrigo 
Onde repouso meus 
Sonhos, sem nunca pensar em desistir

 CHICA BRINCA DE POESIA?

 Esta linda poesia foi para nossa amiga Chica, postado por 
http://majoli-rabiscosdaalma.blogspot.com.br/2012/08/chica-brinca-de-poesia.html

Chica brinca de poesia?
Hesita não, faz com maestria
Inova a cada novo dia
Convidando-nos a sonhar
Acalentando nosso caminhar


Busca sempre imagens marcantes
Reflexões que são importantes
Induzindo-nos a renascer
Nos mostrando como é bom viver
Colocando em nossa alma
Algo que nos trás calma


De vez em quando faz estrepolia
E a gente ferra a rir, contagia


Por ser assim tão transparente
Os amigos sempre se fazem presente
Ela consegue prender nossa atenção
Sim, já de antemão, mexe com nossa emoção
Irradiando simpatia
A Chica é pura alegria


 Chica brinca de poesia?
 ♥ ♥ ♥

Odete Ferreira

Poesias na vida do dia-a-dia…
http://portate-mal.blogspot.com.br

P alavras soltas em brisa suave
O ndas de sentidos molhados
E ncantos em lagos espelhados
S entimentos desordenados
I nventados em almas acordadas
A madas palavras fazem poetas



 Acróstico Natureza

Fátima Ferreira
http://publicarteepoesia.blogspot.com.br
Nativos o mundo
Abraça pra cuidar da
Terra e plantar, com 
União a colheita 
Rural só traz lucros em 
Especial pra quem 
Zelar o que Deus criou pra então 
Alimentar e prosperar o seu produtor...


Dina  Fernandes O.Souza
dinapoetisadapaz
https://afetocolorido.blogspot.com.br/

onte que deveria ser de amor,
A nos unir em irmandade de sangue,
M ostrar a força da Unidade fraternal,
I  nteragir e acatar ensinamentos da retidão,
abor em conjunto, primícias de progresso,
I ndo ao encontro da conquista e vitória.
A ssim Deus nosso Pai, preconizou.

 Acróstico (Primavera)

Autora:By esiamari
http://esiamari.blogspot.com.br

                    E chegada a estação 
                    Salutar... muitas flores, futuros frutos, 
                    Tantos ipês que já floriram - um primor.
                    A mais simples árvore floresce,
                    Mostrando sua graça e cor;
                    Os beija-flores fazendo festa
                    Sob o sol e todo seu calor.

                    Neste período lindo do ano
                    A natureza brinda seu esplendor soberano.

                           Pretextos para largos sorrisos
                    Rondam aqui e acolá; vamos
                    Investir num plantio quando a chuva chegar.
                    Mesmo adiando o enlace,
                    As noivas de maio estão 
                    Velejando para cá;
                    Entre sonhos e desejos a realizar,
                    Resplandece o aroma das flores,
                    A beleza das cores em cada olhar.
 Pesquisa e organização da postagem, Profª Lourdes Duarte

Fontes:
https://www.significados.com.br/acrostico/
http://www.infoescola.com/literatura/acrostico/
http://www.fernandodannemann.recantodasletras.com.br
http://muraldosescritores.ning.com
http://www.fcsh.unl.pt/invest/edtl/verbetes/A/acrostico.htm
https://www.estudokids.com.br/o-que-e-um-acrostico/
http://portate-mal.blogspot.com.br/2011/04/acrostico-poesia.html