O dia da consciência negra, se
comemora no dia 20 de novembro. Mesmo a data já tenha sido comemorada, deixamos
aqui a nossa homenagem e o nosso grito; CHEGA DE PRECONCEITO E DE RACISMO! Todo dia é dia da consciência negra.
Profº Eduardo Holing escreveu o
seguinte sobre Consciência Negra
Num mundo de competição e
individualismo, a diferença é motivo de discriminação dominação. Num mundo de
solidariedade, a diferença é motivo de enriquecimento complementação. O caminho
é distante? Quando sabemos a direção, basta caminhar. Dia da Consciência
Negra, 20 de novembro, não vamos perder a oportunidade de dar mais um passo.
Consciência negra
Francisco Carneiro Barbosa
Chega de racismo
De história mal contada
Chega de hipocrisia
De mentira esfarrapada
Esse preconceito infeliz
Que por aí diz
Que negro não vale nada.
O negro também precisa
Ser privilegiado
Chega de arrogância
Branco tenha cuidado
Com o preconceito em alta
Pois quem muito se exalta
É sempre humilhado.
Preto, branco e mulato
Vamos nos unir
O preconceito é horrível
E não é para existir
Já que todos somos irmãos
Essa grande nação
Espalhada por aí.
A consciência negra
Quer exatamente
Provar que somos iguais
E não diferentes
São lutas populares
Como as de Zumbi dos Palmares
Que morreu pela sua gente.
É preciso desde já
Com amor todo gentil
Acabar com o preconceito
E ver em nosso Brasil
O negro sorrindo tanto
Como a Daiane dos Santos,
Pelé e Gilberto Gil.
Vozes
Angela Padilha
Quando virá a alforria?
Sinto ainda o chicote
Nas costas torturadas
Pelo desprezo, do nada,
Do que sou, do que fui,
De onde nem sei se vou...
Quando virá o dia
Em que soltarão os grilhões,
Cicatrizarão as feridas
E terei amor pela vida
Que o futuro pode me proporcionar?
Vozes na lembrança,
Choros incontidos,
Estalos cortando o ar e os feridos
A cantar...Sempre cantando suas dores,
Na maneira exata de dizer:
Sou gente!Independente de não querer...
Quando???
Poema Consciência
Negra
“Sou a alma que ontem
nasceu no mundo.
Sou filha da África,
Dos olhos de pérolas,
Do sorriso de marfim,
Dos sons dos atabaques em noite de luar,
Da roda de capoeira,
Do jongo ao maculelê.
Sou da raça que
irradia perfume de alegria.
Sou semente da história humana,
De vida apesar de tanta dor.
Dos canaviais e
senzalas,
Das mãos calejadas, exploradas e injustiçadas.
Podem tirar a minha
vida,
Menos o direito de sonhar,
De ter esperança…
De lutar por dignidade e respeito,
Nem que seja em grito mudo,
Clamando por igualdade e justiça,
E de acreditar num amanhã melhor.”
Chegamos ao 10º poetizando e Encantando. Uma maravilhosa brincadeira, sem competição indicada pela Profª Lourdes Duarte em seu blog Filosofando na Vida. filosofandonavidaproflourdes.blogspot.com.br/
Venha você também participar!
IMAGEM DA SEMANA
Este é o meu poetizando com a participação do aluno guilherme Oliveira.
Soneto é um poema composto de catorze
versos, divididos em dois quartetos (duas estrofes com quatro versos) e dois
tercetos (duas estrofes com três versos).
O soneto possui versos metrificados e
rimados e, classicamente, esses versos são decassílabos (com dez sílabas
métricas) ou alexandrinos (com doze sílabas métricas).
Foi
provavelmente criado pelo poeta e humanista italiano Francesco Petrarca
(1304-1374).
A palavra
soneto (do italiano “sonetto”) significa pequeno som ao referir-se à sonoridade
produzida pelos versos.
Tipos de
Soneto
O soneto petrarquiano ou regular é o mais experimentado. No
entanto, Willian Shakespeare (1564-1616) criou o soneto inglês, composto de 3
quartetos (estrofes de quatro versos) e 1 dístico (estrofe de dois versos).
Há também o soneto monostrófico, o qual apresenta uma única
estrofe composta pelos catorze versos. E o soneto estrambótico, aquele que
conta com versos ou estrofes adicionais.
Estrutura do
Soneto
Os sonetos são geralmente produções literárias de conteúdo
lírico formados, nessa ordem, por dois quartetos e dois tercetos.
No interior da estrutura do soneto, faz se necessário
observar alguns conceitos básicos:
estrofe
verso
métrica
rima
Estrofe e
Verso
Importante
ressaltar que o verso corresponde a frase ou palavra que compõem cada linha de
uma poesia. Enquanto a estrofe é o conjunto de versos de uma das seções do
poema.
Assim, de
acordo com o número de versos que compõem uma estrofe, elas são classificadas
em:
1 verso:
Monóstico
2 versos:
Dístico
3 versos:
Terceto
4 versos:
Quarteto ou Quadra
5 versos:
Quintilha
6 versos:
Sextilha
7 versos:
Septilha
8 versos:
Oitava
9 versos:
Nona
10 versos:
Décima
Mais de dez
versos: estrofe irregular
Saiba mais
sobre o tema com a leitura dos artigos:
Fonte: https://www.todamateria.com.br/soneto/
Florbela Espanca
Florbela Espanca nasceu em Vila Viçosa em 1894 e morreu em 1930, com apenas 36
anos em Matosinhos, sendo vitima de suicidio. Foi uma poeta famosa que produziu
.
Livro de Mágoas, Saudade
entre outros.
Transcrição de Análise do poema
"Amar" de Florbela Espanca.
Análise do poema "Amar" de
Florbela Espanca.
Constituição estrófica do poema, rima e métrica
O poema neste trabalho analisado é composto por 4 estrofes: duas quadras e dois
tercetos, ou seja, um soneto.
Esquema rimático:1ª estrofe-
abab
,2ª estrofe-
abba
, 3ª e 4ª estrofes-
ccd eed
.
A rima é rica nas 2 primeiras estrofes e pobre nos versos "d" mas
rica nos outros.
Os versos deste poema são todos decassílabos, têm 10 sílabas métricas cada um.
Tema
O tema deste texto é o
amor
e
o que é amar
. "Eu quero amar, amar perdidamente!"
Divisão do poema em partes e sentimentos evidenciados pelo eu lírico
Na primeira estrofe, o sujeito poético mostra o quanto quer amar e que não tem
nenhuma pessoa que ama mais. Na segunda o eu poético recorda que teve várias
paixões na vida e afirma que não se pode ter apenas uma. Na terceira e quarta
estrofes o eu lírico diz que as pessoas têm de aproveitar a vida pois foi para
isso que Deus nos deu a vida e um dia há-de acabar. Espera também que no dia da
sua morte ele consiga livrar se do seu velho corpo para ter uma nova vida. Ao longo do poema o eu poético sente amor e esperança no futuro
Recursos expressivos e seu valor. O poema contém repetição na primeira estrofe,versos 1 e 4, que significa que o
sujeito poético quer amar muito e contém interrogação retórica na segunda
estrofe, versos 5 e 6, que significa que o sujeito poético pensa se amar é bom
ou mau, se deve recordar as paixões ou não.[[
Título do poema
O título do poema é "Amar" porque o sujeito poético fala do
que é amar
, da sua
experiência com o amor
e de que se
o deve aproveitar
.
Alguns sonetos de Florbela Espanca
AMAR
Eu quero amar, amar perdidamente!
Amar só por amar: Aqui... além...
Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente…
Amar! Amar! E não amar ninguém!
Recordar? Esquecer? Indiferente!...
Prender ou desprender? É mal? É bem?
Quem disser que se pode amar alguém
Durante a vida inteira é porque mente!
Há uma Primavera em cada vida:
É preciso cantá-la assim florida,
Pois se Deus nos deu voz, foi pra cantar!
E se um dia hei-de ser pó, cinza e nada
Que seja a minha noite uma alvorada,
Que me saiba perder... pra me encontrar...
Se Tu Viesses
Ver-me...
Se tu viesses
ver-me hoje à tardinha,
A essa hora dos mágicos cansaços,
Quando a noite de manso se avizinha,
E me prendesses toda nos teus braços...
Quando me lembra: esse sabor que tinha
A tua boca... o eco dos teus passos...
O teu riso de fonte... os teus abraços...
Os teus beijos... a tua mão na minha...
Se tu viesses quando, linda e louca,
Traça as linhas dulcíssimas dum beijo
E é de seda vermelha e canta e ri
E é como um cravo ao sol a minha boca...
Quando os olhos se me cerram de desejo...
E os meus braços se estendem para ti...
Florbela Espanca, in "Charneca em Flor"
Fanatismo
Minh'alma, de sonhar-te, anda perdida
Meus olhos andam cegos de te ver!
Não és sequer razão de meu viver,
Pois que tu és já toda a minha vida!
Não vejo nada assim enlouquecida...
Passo no mundo, meu Amor, a ler
No misterioso livro do teu ser
A mesma história tantas vezes lida!
Tudo no mundo é frágil, tudo passa...
Quando me dizem isto, toda a graça
Duma boca divina fala em mim!
E, olhos postos em ti, vivo de rastros:
"Ah! Podem voar mundos, morrer astros,
Que tu és como Deus: princípio e fim!..."
(Livro de Soror Saudade, 1923)
Florbela Espanca
Pesquisa e organização da postagem: Profªs Lourdes Duarte e
É com muito prazer que participo do 9º poetizando e Encantando. Uma maravilhosa brincadeira, sem competição indicada pela Profª Lourdes Duarte em seu blog Filosofando na Vida. filosofandonavidaproflourdes.blogspot.com.br/
IMAGEM PARA O POETIZANDO
Minha participação com o aluno Guilherme
O vinho que brindamos a vida
É o mesmo que brindamos o amor
O vinho que é
consagrado no altar
Transforma-se em vida
Para quem acredita no
mistério
Do Divino amor!
O vinho da vida
Ou o vinho do amor,
Adoça meus lábios
Esquenta meu coração
O vinho tinto do
amor!
Tim..Tim...
Participação das alunas Vitória Lima e lívia
Vinho tinto
Consagrado ou não
Vindo de um fruto
E se tornou o vinho
do amor do PORTO chegou!
Tim .. Tim para a
vida
E viva o amor
O amor humano
Ou o amor de Deus
O amor é amor,
E o maior amor é
Deus.
Presentinho da Lourdes Duarte
Tenham todos um domingo feliz e um início de semana de muita paz, sucesso e aprendizagens! Abraços
Por Luiz Carlos Amorim – Escritor
– Http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br
Não gosto de política, mas ela influi
diretamente na minha vida e na vida de todos os cidadãos, então não posso ficar
alheio a ela. Ouço pessoas dizendo que não querem saber de política, que não
adianta muito votar nesse ou naquele candidato porque são todos iguais. Ou
então vejo algumas pessoas aceitando algum benefício em troca do voto,
favorecendo a entrada no poder público de candidatos que, comprando votos,
mostram bem a que vem.
Pois todos deveríamos prestar muita
atenção na política, mesmo que seja a politicagem que grassa em nosso meio, até
mais, por causa disso, pois ela afeta, e muito, a vida de cada um de nós.
Devemos, sim, procurar saber tudo o que for possível sobre os candidatos, antes
de uma eleição. O que não devemos é acreditar em todas as suas promessas e
mentiras. E se não houver em quem votar, podemos anular o voto, que é a única
maneira de manifestar nossa indignação com o estado de coisas que se arrasta de
há tanto tempo.
Precisamos saber votar e precisamos saber cobrar trabalho daqueles em quem
votamos. Porque são os representantes que elegemos para dirigir nossas cidades,
nossos Estados e nosso país, que administrarão a seu bel prazer a saúde, a
educação, a segurança, a infraestrutura publicas. São os vereadores,
prefeitos, deputados, senadores que vão dirigir nossos destinos. São eles que,
uma vez colocados no poder legislativo pelo nosso voto, aprovarão leis que nos
prejudicarão e deixarão de aprovar leis que beneficiariam a sociedade como um
todo. São eles que, céleres, legislarão em causa própria. Isso tudo sem falar
da corrupção e da impunidade que dilapidam o dinheiro público e impedem que os
recursos formados pela grande quantidade de impostos que pagamos sejam
aplicados em mais obras.
Então a política influi em tudo na vida de cada cidadão. Todos precisamos estar
atentos tanto quando formos votar, quanto depois das eleições, quando nossos
“representantes” estiverem “trabalhando” para o povo. Porque eles estão lá,
ganhando seus altos salários que eles mesmos se deram, para servir o povo. O
povo é quem paga seus salários milionários e os recursos que são “desviados” e
que nunca são devolvidos aos cofres públicos.
A política – no nosso caso a politicagem – está presente em tudo, favorecendo
ou prejudicando a vida de cada cidadão. Há que nos conscientizarmos disso, para
que não nos iludamos, achando que o que está acontecendo não tem nada a ver
conosco.
Temos de ser otimistas
Autor: ryokiproductions
Escrever sobre política é sempre
adentrar numa seara árida. É trilhar caminhos pedregosos e perigosos. Bem se
diz que jamais devemos discutir sobre religião e política, pois cada um tem a
sua visão sobre esses assuntos e dificilmente haverá acordo.
Porém, não escrever sobre esses temas
pode ser interpretado como um ato de alienação, quando não de profundo
desprezo. Assim, atendendo a pedidos e embora a contragosto, vou pôr no papel –
melhor dizendo, no computador – algumas ideias muito particulares sobre isso.
Devo esclarecer que serei sincero e que, de alguma forma, essa maneira de
pensar e de encarar tão espinhosos assuntos tem orientado minhas atitudes e,
por fim, a minha vida. Não é minha intenção catequizar ninguém, não pretendo
assumir um tom professoral de quem detém o Conhecimento e tenta transferi-lo
para outras cabeças. Tão somente exponho aqui o meu modo – muito pessoal – de
ver a Religião e a Política.
Comecemos pela Religião.
Nasci de uma família católica, cresci católico, estudei em colégio de padres
beneditinos – Colégio Santo Américo – e sou obrigado a admitir que, talvez, a
saturação de missas, rezas, orações e tudo o mais que caracteriza a vida de
católico apostólico romano foi responsável por eu ter me tornado mais agnóstico
do que qualquer outra coisa. Graças a Deus, como diria um outro agnóstico, um
famoso psicoterapeuta meu amigo.
De fato, não posso aceitar que
vivamos à sombra espiritual de uma organização multinacional – a Igreja
Católica – biliardária e altamente lucrativa, que se arvora o direito de
pleitear que os mais beneficiados pela deusa Fortuna dêem dinheiro para ajudar
os necessitados e, como qualquer intermediário, fique com uma parte polpuda
dessas doações.
Como entender que os executivos (leia-se bispos, cônegos, monsenhores,
arcebispos e cardeais) dessa instituição que se autodenomina “caritativa” usem
automóveis de luxo cujo valor em dinheiro poderia alimentar muitas famílias e
por muito tempo. Da mesma maneira, não vejo cabimento nos jantares desses
senhores, em que são servidos pratos refinados em serviçosm de porcelana,
talheres de prata-de-lei e cristais de Sèvres (veja “A Ceia dos Cardeais”, de
Júlio Diniz e que retrata muito bem uma inútil e fútil ostentação praticada, em
detrimento absoluto do que deveria ser o objetivo maior daqueles que se dizem
“Ministros do Senhor”.
Mas que Senhor seria este? Seria
aquele Deus onipotente, onisciente e boníssimo que aprendemos a adorar em nossa
já remota infância e adolescência? Um Deus boníssimo, pai de todos aqui nesta
dimensão, permitiria que crianças – puras e inocentes – sofressem com doenças
incuráveis, com a fome que grassa pelo mundo? Permitira que essas crianças
fossem violentadas e abusadas por seus próprios ministros, seus representantes
aqui na Terra? Um Deus boníssimo não teria a conotação de punição – leia-se
“vingança” – que a própria Bíblia transmite. Vingou-se o Senhor em Sodoma e
Gomorra, em Pompéia e em tantas outras situações mencionadas nas Sagradas
Escrituras… E agora, vingou-se de quê no Japão? E as criancinhas que morreram?
Tinham alguma culpa em cartório? Teria sido essa punição porque aquele povo
nossa antípoda teria se desenvolvido depressa demais e, com isso, desafiado
seus desígnios?
Por que temos de crescer no “temor a
Deus”? É isso que dizem os padres e as beatas… Temos de “temer” a Deus. Por
quê? Um líder que lastreia sua liderança no temor não é um líder, é um tirano.
E quanto à dita onipotência? Se ele tudo pode, não deveria permitir tanta
desigualdade no mundo… Não deveria permitir – e terias poder para tanto – que
animais fossem maltratados, que seres humanos passassem por tantas
dificuldades… que o planeta fosse destruído.
Enfim, a vida seria muito mais fácil
e melhor se esse Deus fosse aquilo que os padres e nossa própria família nos
disseram que seria: um Deus boníssimo, que tudo sabe, que tudo pode e que é,
antes de tudo, a representação do perdão e não do castigo, da punição, da
vingança. Um Deus que exige sacrifícios, que exige a imolação dos sentidos e
dos instintos em nome da salvação da alma – cuja existência ainda está para ser
provada.
No que concerne à Política, a
situação é ainda mais espinhosa, uma vez que é possível argumentar e
contra-argumentar com base em fatos que, distorcidos ou não, aí estão para
corroborar ou contradizer ideias e pensamentos, quando não atitudes
propriamente ditas.
Neste nosso país – como, aliás, em
muitos outros – a Política acabou por se tornar uma profissão altamente
lucrativa. E com a vantagem de não se poder meter na cadeia, através de um
processo normal, um político acusado de, por exemplo, corrupção. O processo tem
de ser autorizado por seus pares e tem de ser levado a cabo através do STJ.
Objetivo: dificultar ao máximo e permitir a impunidade. No fundo, manifestação
clara de corporativismo.
Mas temos de ser otimistas. Não
podemos pensar apenas no lado negativo da Política – ou seria dos políticos?
Vamos tentar enxergar o que tem acontecido de bom para o povo, pois enfim, a
Política tem de existir para beneficiar o povo, para suprir suas necessidades
básicas, para minimizar o sofrimento que foi imposto por aquele Deus de quem
falamos linhas atrás.
Assim, deixando de lado as discussões
sobre uma nova polarização da política brasileira em apenas dois partidos (PT e
PSDB), praticamente voltando para o que aconteceu durante os governos militares
com o Arena e o PMDB, o que vai acontecer com a extinção – irrevogável – do DEM
(antigo PFL), vamos pensar de maneira positiva e elogiar o que é óbvio: a vida
do povo melhorou desde que o PT assumiu a presidência e o que era situação
passou a ser oposição.
Não, não estou jogando confete sobre
o PT! Mas não dá para negar que a política econômica vem dado certo – se vai
continuar assim, se o pesadelo da inflação não vai voltar, isso é outra
história. Porém, o Manteiga tem lidado bem com o seu affair e o povo tem tido
mais oportunidades de consumir. Basta ver que as chamadas Classes C e D têm
modificado para melhor (leia-se mais) as suas intenções e efetivações de
compras. E a classe média? Esta continua na mesma, arcando com a maior parte
dos impostos e com o menor progresso financeiro. Parece, mesmo, estar destinada
a desaparecer…
Diz-se – e não sem razão – que toda a estrutura de uma sociedade está lastreada
no tripé formado pela Educação, Saúde e Segurança. Nestes três campos, o governo
tem, pelo menos, se esforçado. A Educação fez progressos, o ensino
universitário se disseminou, o básico da mesma maneira. Se funciona, se
realmente é capaz de formar profissionais competentes, também é outra história
e devemos lembrar – sempre – do papel do aluno nessa formação. Quem quer
estuda. Quem tem uma meta para alcançar luta faz de tudo para atingi-la. Temos
de lembrar (depois de assistir às denúncias feitas pela televisão) que o
problema da merenda escolar é muito mais das prefeituras do que do governo
federal. As fraudes, desvios e mal-versações do dinheiro destinado à
alimentação das crianças das escolas públicas ocorrem no seio das prefeituras
municipais e não no Planalto. Até mesmo no âmbito das diretorias das escolas.
A Saúde é, de fato, um imenso abacaxi
a ser descascado. Porém, se houver honestidade e boa vontade, é uma tarefa que
deixa de ser impossível, mais uma vez, em nível municipal. Prova disso estás,
por exemplo, aqui em São José dos Campos (SP) onde o SUS funciona maravilhosamente
bem. Tive prova disso comigo mesmo, dependente que estou de medicações caras,
cadeira de rodas, consultas e tratamento fisioterápico. Impossibilitado de me
locomover, minha esposa conseguiu tudo – de graça – através do SUS. E, sem a
necessidade de “molhar a mão” de ninguém! Pudessem todos os municípios deste
Brasil Gigante seguir o exemplo…
Certamente o sofrimento do povo
diminuiria bastante. O sofrimento imposto por aquele Deus boníssimo aqui já
mencionado.
Quanto à Segurança, ainda está
sofrível. Temos de lembrar que a criminalidade tem as raízes mais profundas
fincadas na falta de educação e de cultura. Melhorando a educação do povo,
certamente cairão os índices de criminalidade. Sou obrigado, nesse ponto a dar
razão ao bom Cristóvão Buarque, de quem discordo em muitos outros aspectos. As
UPPs no Rio de Janeiro estão desempenhando seu papel e favelas, antes
consideradas zonas de guerra, estão transformadas em comunidades pacificadas e,
por causa disso, prósperas. Lembremos que uma das atividades da “ocupação”
dessas favelas é justamente levar um pouco mais de educação para aquele povo.
Começa-se pelas crianças e, num prazo que antropologicamente temos de
considerar como médio, obteremos a diminuição dos índices de crimes – quaisquer
que sejam. O governo está, portanto, se esforçando. Ao povo cumpre a tarefa de
ajudar.
Hoje em dia, devemos adicionar ao
tripé mencionado, Educação, Saúde e Segurança, uma quarta perna, a Preservação
do Meio Ambiente. Vamos chamá-la simplesmente de Ecologia.
Esta perna tornou-se de extrema importância a partir do momento em que nos
conscientizamos da necessidade que há em preservar para sobreviver. E este item
só pode ser levado a cabo se a população realmente ajudar. Assim, por exemplo,
não adianta estabelecer um rodízio de automóveis baseado nas placas dos carros,
pois sempre haverá quem possa comprar um segundo veículo para poder rodar no
dia do rodízio. São poucos os que têm possibilidade de agir assim? Não, não
são. Com a facilidade de crédito para adquirir automóveis, praticamente
qualquer um pode fazê-lo. O rodízio é bom e necessário, mas poderia haver uma
determinação para que o automóvel particular fosse melhor utilizado. Por
exemplo, não circular apenas com o motorista, o que acontece na imensa maioria
dos casos. Vamos levar para a cidade três vizinhos. Serão três carros a menos
circulando. Vamos usar mais o transporte coletivo. Este está precário? Aí sim,
o governo teria de tomar uma posição e melhorá-lo. A diminuição dos gastos com
doenças respiratórias causadas pelo escapamento dos carros, acidentes de
trânsito e etc., certamente compensariam o investimento na melhoria do
transporte coletivo.
E, mais uma vez, estaríamos sendo
obrigados a entender que a perna mais importante é a Educação. Educação que
começa com as nossas crianças, passa para nós, adultos através de nossos filhos
e chega à classe política.
Um político bem educado não é aquele
que sorri e tem sempre palavras brandas e de conforto. Não é aquele que come
melancia com garfo e faca – não mordendo a fatia e cuspindo o caroço no chão –
mas sim aquele que sabe o que tem de fazer para beneficiar o povo que o elegeu.
É principalmente aquele que, durante
o mandato, age com honestidade, não se deixa corromper e jamais esquece de ser,
no mínimo, um patriota.