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domingo, 29 de outubro de 2017

7º Poetizando e Encantando


 7º Poetizando e Encantando

É  com prazer  que  mais uma vez participo do  Poetizando e Encantando.
7º 
Uma maravilhosa brincadeira, sem competição  indicada pela Profª Lourdes Duarte em seu blog Filosofando na Vida.
Tem como objetivo a interação entre os blogs amigos e desenvolver a criatividade poética.
Mais uma vez participo com alunos.

filosofandonavidaproflourdes.blogspot.com.br/


 Participe você também!

IMAGEM DA SEMANA


Admiro muito o beija flor.
Não estando inspirada para fazer uma poesia com essa bela ave,
Estou participando com essa linda poesia do Leconte de Lisle

O Beija-Flor

O verde beija-flor, rei das colinas,
Vendo o rocio e o sol brilhante
Luzir no ninho, trança d'ervas finas,
Qual fresco raio vai-se pelo ar distante.


Rápido voa ao manancial vizinho,
Onde os bambus sussurram como o mar,
Onde o açoká rubro, em cheiros de carinho,
Abre, e eis no peito úmido a fuzilar.


Desce sobre a áurea flor a repousar,
E em rósea taça amor a inebriar,
E morre não sabendo se a pode esgotar!


Em teus lábios tão puros, minha amada,
Tal minha alma quisera terminar,
Só do primeiro beijo perfumada!



A Vitória Lima está participando com essa linda poesia

EM BUSCA DE UM AMOR
Vitória Lima

Amo a vida como um beija flor
Flores no meu jardim vou cultivar
Para ver o beija flor pairando no ar
E o néctar das flores vir sugar.


Amo a vida mesmo  sofrida
Persisto incansável como um beija flor
De jardim em jardim em busca de flores
Busco um grande amor!

Tenham todos um Domingo feliz e um início de semana com saúde , paz e muito sucesso!


terça-feira, 24 de outubro de 2017

Clara Nunes - Canto das 3 raças e A CONTRIBUIÇÃO DAS TRÊS RAÇAS (ÍNDIOS, NEGROS E EUROPEUS) PARA AFORMAÇÃO DO POVO BRASILEIRO, ANALISANDO OS DIFERENTES CONCEITOS DEMISCIGENAÇÃO




A CONTRIBUIÇÃO DAS TRÊS RAÇAS (ÍNDIOS, NEGROS E EUROPEUS) PARA AFORMAÇÃO DO POVO BRASILEIRO, ANALISANDO OS DIFERENTES CONCEITOS DEMISCIGENAÇÃO


Canto Das Três Raças
Clara Nunes

Ninguém ouviu
Um soluçar de dor
No canto do Brasil

Um lamento triste
Sempre ecoou
Desde que o índio guerreiro
Foi pro cativeiro
E de lá cantou

Negro entoou
Um canto de revolta pelos ares
No Quilombo dos Palmares
Onde se refugiou

Fora a luta dos Inconfidentes
Pela quebra das correntes
Nada adiantou

E de guerra em paz
De paz em guerra
Todo o povo dessa terra
Quando pode cantar
Canta de dor

ô, ô, ô, ô, ô, ô
ô, ô, ô, ô, ô, ô

ô, ô, ô, ô, ô, ô
ô, ô, ô, ô, ô, ô

E ecoa noite e dia
É ensurdecedor
Ai, mas que agonia
O canto do trabalhador

Esse canto que devia
Ser um canto de alegria
Soa apenas
Como um soluçar de dor



      A História do Brasil é marcada por vários fatos e acontecimentos que deixaram marcas profundas na sociedade, e que foram contados e recontados ao longo dos anos com versões renovadas que estiveram de encontro à historiografia tradicional, trazendo um novo olhar sobre a colonização, miscigenação e a questão racial no Brasil. O grande encontro de povos a partida América portuguesa colocou em contato culturas completamente diferentes, cada qual, com os seus costumes, crenças e valores, gerando diversas discussões acerca de brancos, índios engrossa miscigenados. A mestiçagem como fato social só começou a ser percebida no século XIX, sendo, porém entendida por uma sociedade dominada pela noção da superioridade branca, como um fenômeno negativo, que degradava o povo brasileiro. Diversos foram às visões a respeito da problemática da mescla cultural, aparecendo pela primeira vez com Von Martinus que afirmava que para compreender a História brasileira era necessário um estudo das três raças que lhe deram origem; em um período que reinava o sistema escravista, admitir a contribuição de negro na formação étnica brasileira apontava como uma questão desafiadora; no entanto, suas ideias não foram seguidas ao longo do século.

      Na atualidade não existe nenhuma sociedade ou grupo social que não possua a mistura de etnias diferentes. Há exceções como pouquíssimos grupos indígenas que ainda vivem isolados na América Latina ou em algum outro lugar do planeta.
    De modo geral, as sociedades contemporâneas são o resultado de um longo processo de miscigenação de suas populações, cuja intensidade variou ao longo do tempo e do espaço. O conceito “miscigenação” pode ser definido como o processo resultante da mistura a partir de casamentos ou coabitação de um homem e uma mulher de etnias diferentes.
     A miscigenação ocorre na união entre brancos e negros, brancos e amarelos e entre amarelos e negros. O senso comum divide a espécie humana entre brancos, negros e amarelos, que, popularmente, são tidos como "raças" a partir de um traço peculiar – a cor da pele. Todavia, brancos, negros e amarelos não constituem raças no sentido biológico, mas grupos humanos de significado sociológico.
     No Brasil, há o “Mito das três raças”, desenvolvido tanto pelo antropólogo Darcy Ribeiro como pelo senso comum, em que a cultura e a sociedade brasileiras foram constituídas a partir das influências culturais das “três raças”: europeia, africana e indígena.
       Contudo, esse mito não é compartilhado por diversos críticos, pois minimiza a dominação violenta provocada pela colonização portuguesa sobre os povos indígenas e africanos, colocando a situação de colonização como um equilíbrio de forças entre os três povos, o que de fato não houve. Estudos antropológicos utilizaram, entre os séculos XVII e XX, o termo “raça” para designar as várias classificações de grupos humanos; mas desde que surgiram os primeiros métodos genéticos para estudar biologicamente as populações humanas, o termo raça caiu em desuso.
Enfim, "o mito das três raças" é criticado por ser considerado uma visão simplista e biologizante do processo colonizador brasileiro.

Orson Camargo
Colaborador Brasil Escola
Graduado em Sociologia e Política pela Escola de Sociologia e Política de São Paulo – FESPSP
Mestre em Sociologia pela Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP


MITO DAS TRÊS RAÇAS

       O mito das três raças trata-se de uma noção desenvolvida tanto no senso comum quanto em obras de autores como Darcy Ribeiro que afirma que a cultura e a sociedade brasileiras foram constituídas através de influências culturais de três raças: a europeia (i.e. portuguesa), a africana e a indígena.
    Isto é considerado um "mito" por críticos a esse tipo de pensamento por diversos fatores, entre eles:
     Esta ideia de certa maneira minimiza a violência da dominação colonialista exercida pelos portugueses nos povos ameríndios e africanos, colocando a situação de colonização como um relativo equilíbrio de três forças, quando de fato há um desequilíbrio claro e extremo.
há um ataque à ideia de raça enquanto fator definidor de cultura. Há quem diga que raça não existe, aliás.

falar de "três culturas" - é o mesmo que falar "três culturas em desequilíbrio" - seria problemático por que é incorreto considerar os indígenas brasileiros e os povos africanos escravizados como uma coisa só: o que é homogeneizado na visão europeia na realidade são milhares de grupos diferentes cada um com seus costumes etc.
Várias obras literárias reforçam a ideia do mito das três raças. Entre elas podemos citar Casa Grande e Senzala, de Gilberto Freyre (relação entre negros e brancos) e O Guarani, de José de Alencar (relação entre índios e brancos). O documentário O Povo Brasileiro, dirigido por Darcy Ribeiro, é um exemplo de registro da ideia desse mito.
Apesar do mito das três raças tentar caracterizar a formação da sociedade brasileira, muitos de seus partidários não deixam de considerar que, embora haja no Brasil uma grande miscigenação, as diferentes raças brasileiras, no dia a dia, ainda convivem com uma realidade de preconceito.


Repúdio ao ´mito´ das três raças: SERGIO BUARQUE DE HOLANDA


Publicado por José Roberto Ferreira Militao em 25 abril 2011 às 18:40 em Inclusão Social
Por J.Roberto Militão
SERGIO BUARQUE DE HOLANDA e o repúdio ao mito das três raças:
http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/sergio-buarque-e-o-mito-da...

                        Embora não seja nem historiador nem cientista social foi na condição de ativista radical contra a classificação racial dos humanos que, convidado, participei desse debate do sabático aos dois volumes de escritos não clássicos de SBH na busca de mais subsídios para a luta contra o racialismo estatal e contra os defensores da raça estatal, pois, aprendi em “Raízes do Brasil”  a utopia de ser simplesmente humanista e de repúdio à falaciosa classificação racial dos humanos. O desafio da luta contra o racismo é a destruição da crença em ´raças humanas´ a base nuclear do sentimento racista que é a classificação biológica dos humanos em grupos raciais e sua hierarquia implícita, conforme a tradição legada por Aristóteles e que tantos males já produziram à humanidade.

                        Com precisão acadêmica, a partir de 1930, RAÍZES DO BRASIL e CASA GRANDE & SENZALA, romperam e descredenciaram o racialísmo até então crescente nas universidades e intelectualidade brasileira, a tempo de nos salvar da cumplicidade com a tragédia do nazi-fascismo que se anunciava. Em Raízes, SBH não só repudia o mito de que no Brasil se dava o encontro e mestiçagem das três raças: ele recusava o conceito biológico de ´raças humanas´. Não aceitava que o brasileiro seja o fruto da mistura, até então considerada degenerativa, das ´raças´, conforme afirmava a eugenia com base em falsas premissas da biologia ainda rudimentar.
                        Hoje, tanto a biologia avançada e a genética, comprovam que SBH tinha inteira razão: se não há raças biológicas, não poderia haver o ´encontro´ das raças diferentes, repudiando assim o mito. Para Sérgio o pertencimento ´racial´ nos impõe a prisão a uma condição biológica da qual não podemos nos libertar. O “ser nacional” brasileiro, para ele, é fruto da condição humana pelas transições culturais de cada um, de cada povo, de cada momento histórico nos fazendo simplesmente, brasileiros. O "ser nacional", dizia, é fruto de uma determinada cultura. "É um ser cultural´ (mutante) e não um " ser biológico" (imutável). Na condição de humanos podemos optar, como fez ´Che´ GUEVARA por ser universal, continental, nacional ou regional. Podemos ou não mudar a nossa condição e nosso pertencimento. Como pertencentes a uma ´raça´, estaremos dentro de uma jaula biológica, da qual, por ser imutável, jamais podemos nos libertar. Nós não precisamos de direitos segregados, pois apenas queremos  “ser brasileiros” dizia, em 2001, o saudoso professor MILTON SANTOS.
                         A atualidade dessa distinção está entre ser simplesmente humanista e a aceitação dos ideais racistas do século 19 e início do...
continua:
http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/sergio-buarque-e-o-mito-da...

FONTES:
 https://pt.scribd.com/document/143586321/A-Contribuicao-Das-Tres-Racas-Indios-Negros-e-Europeus-Para-a-Formacao-Do-Povo-Brasileiro-Analisando-Os-Diferentes-Conceitos-de-Miscigenacao
http://brasilescola.uol.com.br/sociologia/o-brasil-varias-cores.htm
https://pt.wikipedia.org/wiki/Mito_das_tr%C3%AAs_ra%C3%A7as
http://humanidadesruibarbosa.blogspot.com.br/2012/04/cultura-brasileira-da-diversidade.html
https://www.vagalume.com.br/clara-nunes/canto-das-tres-racas.html


Vem Vencer
Mombaça

Somos a mesma nação
Somos todos irmãos
Todo mundo é a bola

Não adianta odiar
Tá no Dna
Somos a raça humana

Quando a torcida levanta
O tam se adianta
Um grito de paz

Do cartola ao treinador
Do juíz ao torcedor
Somos iguais

Do maqueiro ao médico
Do gandula ao jogador
Somos iguais

Vem vencer
Seus preconceitos de raça
Vem vencer
Seus preconceito de cor

Vem vencer
Seus preconceitos imundos
Pra valer
Ser campeão do mundo

Iluminada a terra do samba
O Brasil de fato
É o país do futebol

Todo mundo joga
Todo mundo dribla
Todo mundo brinca carnaval

De braços abertos
De cara pintada
Orgulho da raça somos nós

Vencer preconceito, ditadura e (?)
Assim a gente acorda e levanta nosso gigante
É no alto falante o brado retumbante
Assim a gente acorda e levanta nosso gigante

Somos a mesma nação
Somos todos irmãos
Todo mundo é a bola

Não adianta odiar
Tá no Dna
Somos a raça humana

Quando a torcida levanta
O TAM se adianta
Um grito de paz

Do cartola ao treinador
Do juiz ao torcedor
Somos iguais

Do maqueiro ao médico
Do gandula ao jogador
Somos iguais

Vem vencer
Seus preconceitos de raça
Vem vencer
Seus preconceito de cor

Vem vencer
Seus preconceitos imundos
Pra valer
Ser campeão do mundo

Iluminada a terra do samba
O Brasil de fato
É o país do futebol

Todo mundo joga
Todo mundo dribla
Todo mundo brinca carnaval

De braços abertos
De cara lavada
Orgulho da raça somos nós

Vem vencer
Seus preconceitos de raça
Vem vencer
Seus preconceito de cor

Vem vencer
Seus preconceitos imundos
Pra valer
Ser campeão do mundo

Vem vencer, vem vencer
Vem vencer, Vem vencer
Vem vencer, Vem vencer

Seus preconceito de cor
Vem vencer
Seus preconceitos imundos
Pra valer
Ser campeão do mundo

Vem vencer
Seus preconceitos de raça
Vem vencer
Seus preconceito de cor

Vem vencer
Seus preconceitos imundos
Pra valer
Ser campeão do mundo

Letra enviada por Playlists Do Vagalume
Encontrou algum erro na letra? Por favor, envie uma correção »
https://www.vagalume.com.br/mombaca/vem-vencer.html


Pesquisa e organização da postagem: Profª Lourdes Duarte


domingo, 22 de outubro de 2017

6º POETIZANDO E ENCANTANDO



HOJE É DIA DO POETIZANDO E ENCANTANDO


É com prazer que participo dessa maravilhosa brincadeira indicada pela Profª Lourdes Duarte em seu blog Filosofando na Vida. 
Sempre procuro motivar nossos alunos escritores a participar conosco.
filosofandonavidaproflourdes.blogspot.com.br/

6º Poetizando e Encantando

IMAGEM DA SEMANA

A vida nos mostra os caminhos que devemos seguir.
Atentos aos novos desafios que surgem,
Temos que saber trilhar os novos caminhos,
Mesmo que encontre flores e espinhos, buscando a felicidade.

Se nas flores encontrar espinhos
Basta saber arrancá-los,
seguir adiante
 e olhar o novo horizonte que surge.
Assim é feita a vida... 
nem só de espinhos,
nem só de flores...



Participação do Aluno Guilherme Oliveira


Chegar ao fim da vida,
 contemplo as maravilhas do Criador!
Ir de encontro  ao Pai,

 entre flores e espinhos
 a vida segue.


Uma nova história,
 escreveremos a cada dia
Nas páginas em branco
 que Ele nos presenteia 
a cada amanhecer!


****************
Recebam nosso abraço com desejos de um feliz Domingo.

Essa flor é prova do nosso carinho e agradecimento pelas visitas.

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

20 DE OUTUBRO DIA DO POETA

20 DE OUTUBRO DIA DO POETA


Ser Poeta
É conseguir ter a mais leve de todas as almas
É conseguir ver a poesia nas coisas mais simples da vida
ou nos fatos e atos que acontecem no dia a dia
Ser Poeta
É ver nas flores a poesia
É conseguir ver no canto dos pássaros a poesia
É transformar o choro ou sorriso em poesia
É saber que a natureza é a poesia viva
É traduzir a beleza das coisas em forma de poesia
É saber admirar a lua, o sol, a chuva, as nuvens em forma de poesia
Para o Poeta a vida é uma poesia em todos os gêneros.


PARABÉNS A TODOS OS POETAS!
LEMBRANDO DO BLOG BIBLIOTECA MADRE ÓDILA

O Dia do Poeta é comemorado em 20 de outubro. A data homenageia os escritores que se dedicam a produção de poesias.
Além disso, ela tem como intuito estimular a leitura de obras poéticas que envolvem a sensibilidade e a criatividade.
Lembre-se que o poeta ou a poetiza são os artistas dedicados a produção de poesias, que geralmente são formadas por versos, estrofes e rimas.
Esta data celebra o profissional, que pode (e deve) ser reconhecido como um artista escritor, que usa de sua criatividade, imaginação e sensibilidade para escrever, em versos, as poesias que faz.
O principal propósito desta data é incentivar a leitura, escrita e publicação de obras poéticas nacionais.
Há séculos as pessoas se emocionam, riem e choram com essas belas produção artísticas, consideradas como uma das Sete Artes Tradicionais.


Como surgiu a data?

    O surgimento do “Dia do Poeta” está relacionado com a fundação do “Movimento Poético Nacional” (MPN). Ele surgiu na cidade de São Paulo em meados da década de 70.
Esse movimento teve origem na residência do poeta, pintor e jornalista modernista Menotti Del Picchia (1892-1988).
Na época, a casa era local de reunião de diversos artistas. Juntos, eles organizavam saraus literários e buscavam difundir a poesia brasileira.
Até hoje, essa data não possui um caráter oficial, ou seja, ela ainda não foi oficializada por nenhuma lei específica.

Poetas Brasileiros

   Para homenagear os Poetas e Poetisas, destacamos esses  imortais brasileiros:  Castro Alves, Olavo Bilac, Gonçalves Dias, Carlos Drummond de Andrade, Mário de Andrade, Manuel Bandeira, Mario Quintana, Manoel de Barros, Machado de Assis, Paulo Leminski, Cacaso, Chacal, João Cabral de Melo Neto, Vinícius de Morais, Ferreira Gullar, Ana Cristina Cesar, Adalgisa Nery, Cecília Meirelles, Cora Coralina, Adélia Prado, Hilda Hilst, Lya Luft, etc



Ser poeta é sentir o mundo girar, tocar o céu sem tirar os pés do chão, observar os detalhes que passam despercebidos a um angulo comum de visão. Ser poeta é não se preocupar tanto em entender a complexidade lá fora, e se dedicar na resolução da bagunça que ocorre por dentro. O amor é uma fábrica de poetas, pois nada se escuta, nada se entende, mas no fundo, uma pessoa sabe muito bem o que sente. Poesia não é rima. Não é uma estrofe bonita, é transformar um sentimento terrível em um texto admirável.


SER POETA
Florbela Espanca

Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Aquém e de Além Dor!


É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!


É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim...
É condensar o mundo num só grito!


E é amar-te, assim, perdidamente...
É seres alma, e sangue, e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente!




FONTES: https://www.calendarr.com/brasil/dia-do-poeta/

https://www.todamateria.com.br/dia-do-poeta/
Um lindo mimo , presente da Donetzka Cercck L. Alvarez



domingo, 15 de outubro de 2017

5º Poetizando e Encantando



Domingo chegou vamos para mais um Poetizando e Encantando
A Profª Lourdes Duarte, em seu blog Filosofando na Vida nos convida a desenvolver nossa criatividade com uma imagem que ela indica. Interpretando a imagem, escrevemos uma poesia ou um pensamento.
Estamos gostando da brincadeira, venha você também participar, aqui participamos com alunos.

 Imagem Sugerida

O orgulho e a inveja é pedra bruta nos corações dos ignorantes, onde a tempestade das lágrimas ofusca o brilho
do seu olhar.
Há quem encontre pedra bruta e confundindo com pedra comum a joga fora, então um dia alguém encontra e resolve lapidar e descobre ser possuidor da joia mais preciosa do mundo!


Hoje com a participação do aluno Mateus Felipe.

Somo humanos, nesta selva de pedra que vivemos
Embora muitos, no lugar do coração tenha uma pedra
Ou pela dureza da vida, petrificou,
Corpo, alma e coração;
Mesmo assim, a vida é maravilhosa!





segunda-feira, 9 de outubro de 2017

João Cabral de Melo Neto Poeta brasileiro

“A vida não se resolve com palavras.”


João Cabral de Melo Neto
Poeta brasileiro


O Engenheiro
João Cabral de Melo Neto


A luz, o sol, o ar livre
envolvem o sonho do engenheiro.
O engenheiro sonha coisas claras:
Superfícies, tênis, um copo de água. 


O lápis, o esquadro, o papel;
o desenho, o projeto, o número:
o engenheiro pensa o mundo justo,
mundo que nenhum véu encobre. 


(Em certas tardes nós subíamos
ao edifício. A cidade diária,
como um jornal que todos liam,
ganhava um pulmão de cimento e vidro).


A água, o vento, a claridade,
de um lado o rio, no alto as nuvens,
situavam na natureza o edifício
crescendo de suas forças simples.



Biografia de João Cabral de Melo Neto

      João Cabral de Melo Neto é um autor reconhecido na literatura brasileira pelas poesias modernistas. Pertencente à geração de 45 do modernismo nacional, João Cabral apresentou características surrealistas em suas poesias, que eram marcadas pelo rigor formal e pela estruturação fixa. 

     Nascido em Recife, Pernambuco, o contato com a literatura de cordel marcou os primeiros contatos de Cabral com as letras. Ainda menino, o escritor lia as histórias para os funcionários do engenho do seu pai. Já no Rio de Janeiro, frequentou encontros literários e conheceu importantes autores nacionais. Lembrado pelo talento para escrever, o autor também foi diplomata, tendo morado em vários países.


   João Cabral de Melo Neto (1920-1999) foi um poeta e diplomata brasileiro. Autor de “Morte e Vida Severina”, poema dramático que o consagrou. Foi eleito membro da Academia Brasileira de Letras. Recebeu o Prêmio da Poesia, do Instituto Nacional do Livro, o Prêmio Jabuti da Academia Brasileira do Livro e o Prêmio da União Brasileira de Escritores, pelo livro “Crime na Calle Relator”.
, Pernambucano, filho de Luís Antônio Cabral de Melo e de Carmem Carneiro Leão Cabral de Melo. Irmão do historiador Evaldo Cabral de Melo e primo do poeta Manuel Bandeira e do Sociólogo Gilberto freire. Passou sua infância entre os engenhos da família nas cidades de São Loureço da Mata e Moreno. Estudou no Colégio Marista, no Recife. Amante da leitura lia tudo o que tinha acesso, no colégio e na casa da avó.

    Em 1941, participa do Primeiro Congresso de Poesia do Recife, lendo o opúsculo "Considerações sobre o Poeta Dormindo". Em 1942 publica sua primeira coletânea de poemas, com o livro "Pedra do Sono", onde predomina uma atmosfera vaga de surrealismo e absurdo. Depois de se tornar amigo do poeta Joaquim Cardoso e do pintor Vicente do Rego Monteiro, transfere-se para o Rio de Janeiro.

   Durante os anos de 1943 e 1944, trabalhou no Departamento de Arregimentação e Seleção de Pessoal do Rio de Janeiro. Em 1945 publica seu segundo livro "O Engenheiro", custeado pelo empresário e poeta Augusto Frederico Schmidt. Realiza seu segundo concurso público, e em 1947 ingressa na carreira diplomática passando a viver em várias cidades do mundo, como Barcelona, Londres, Sevilha, Marselha, Genebra, Berna, Assunção, Dacar e outras.

    Em 1950, publicou o poema "O Cão Sem Plumas", a partir de então começa a escrever sobre temas sociais. Em 1956 escreve o poema "Morte e Vida Severina", responsável por sua popularidade. Trata-se de um aoto de Natal que persegue a tradição dos autos medievais, fazendo uso da redondilha, do ritmo e da musicalidade. Foi levado ao palco do Teatro da Universidade Católica de São Paulo (TUCA), em 1966, musicada por Chico Buarque de Holanda. O poema narra a trajetória de um retirante, que para livrar-se de uma vida de privações no interior, ruma para a capital. Na cidade grande o retirante depara-se com uma vida de dificuldades e miséria.

   João Cabral de Melo Neto foi casado com Stella Maria Barbosa de Oliveira, com quem teve cinco filhos. Casou pela segunda vez com a poetisa Marly de Oliveira. Foi eleito membro da Academia Brasileira de Letras, para a cadeira nº 37, tomando posse em 6 de maio de 1969. Em 1992, começa a sofrer de cegueira progressiva, doença que o leva à depressão.
João Cabral de Melo Neto morreu no Rio de Janeiro, no dia 9 de outubro de 1999, vítima de ataque cardíaco.



Prêmios Literário

Prêmio José de Anchieta, de poesia, do IV Centenário de São Paulo, em 1954.
Prêmio Olavo Bilac, da Academia Brasileira de Letras, em 1955.
Prêmio de Poesia do Instituto Nacional do Livro, em 1993.
Prêmio Bienal Nestlé, pelo conjunto da obra.
Prêmio da União Brasileira de Escritores pelo livro "Crime na Calle Relator", 1988


Obras de João Cabral de melo Neto

Pedra do Sono, 1942
O Engenheiro, 1945
Psicologia da Composição, 1947
O Cão Sem Plumas, 1950
O Rio, 1954
Morte e Vida Severina, 1956
Paisagens com Figuras, 1956
Uma Faca Só Lâmina, 1956
Quaderna, 1960
Dois Parlamentos, 1960
Terceira Feira, 1961
Poemas Escolhidos, 1963
A Educação Pela Pedra, 1966
Museu de Tudo, 1975
A Escola das Facas, 1980
Poesia Crítica, 1982
Auto do Frade, 1984
Agrestes, 1985
O Crime na Calle Relator, 1987
Sevilha Andando, 1989

Algumas das suas poesias e contos.



Por trás do que lembro,
ouvi de uma terra desertada,
vaziada, não vazia,
mais que seca, calcinada.
De onde tudo fugia,
onde só pedra é que ficava,
pedras e poucos homens
com raízes de pedra, ou de cabra.
Lá o céu perdia as nuvens,
derradeiras de suas aves;
as árvores, a sombra,
que nelas já não pousava.
Tudo o que não fugia,
gaviões, urubus, plantas bravas,
a terra devastada
ainda mais fundo devastava.
João Cabral de Melo Neto


Os Três Mal-Amados

O amor comeu meu nome, minha identidade, meu retrato. O amor comeu minha certidão de idade, minha genealogia, meu endereço. O amor comeu meus cartões de visita. O amor veio e comeu todos os papéis onde eu escrevera meu nome.

O amor comeu minhas roupas, meus lenços, minhas camisas. O amor comeu metros e metros de gravatas. O amor comeu a medida de meus ternos, o número de meus sapatos, o tamanho de meus chapéus. O amor comeu minha altura, meu peso, a cor de meus olhos e de meus cabelos.

O amor comeu meus remédios, minhas receitas médicas, minhas dietas. Comeu minhas aspirinas, minhas ondas-curtas, meus raios-X. Comeu meus testes mentais, meus exames de urina.

O amor comeu na estante todos os meus livros de poesia. Comeu em meus livros de prosa as citações em verso. Comeu no dicionário as palavras que poderiam se juntar em versos.

Faminto, o amor devorou os utensílios de meu uso: pente, navalha, escovas, tesouras de unhas, canivete. Faminto ainda, o amor devorou o uso de meus utensílios: meus banhos frios, a ópera cantada no banheiro, o aquecedor de água de fogo morto mas que parecia uma usina.

O amor comeu as frutas postas sobre a mesa. Bebeu a água dos copos e das quartinhas. Comeu o pão de propósito escondido. Bebeu as lágrimas dos olhos que, ninguém o sabia, estavam cheios de água.

O amor voltou para comer os papéis onde irrefletidamente eu tornara a escrever meu nome.

O amor roeu minha infância, de dedos sujos de tinta, cabelo caindo nos olhos, botinas nunca engraxadas. O amor roeu o menino esquivo, sempre nos cantos, e que riscava os livros, mordia o lápis, andava na rua chutando pedras. Roeu as conversas, junto à bomba de gasolina do largo, com os primos que tudo sabiam sobre passarinhos, sobre uma mulher, sobre marcas de automóvel.

O amor comeu meu Estado e minha cidade. Drenou a água morta dos mangues, aboliu a maré. Comeu os mangues crespos e de folhas duras, comeu o verde ácido das plantas de cana cobrindo os morros regulares, cortados pelas barreiras vermelhas, pelo trenzinho preto, pelas chaminés. Comeu o cheiro de cana cortada e o cheiro de maresia. Comeu até essas coisas de que eu desesperava por não saber falar delas em verso.

O amor comeu até os dias ainda não anunciados nas folhinhas. Comeu os minutos de adiantamento de meu relógio, os anos que as linhas de minha mão asseguravam. Comeu o futuro grande atleta, o futuro grande poeta. Comeu as futuras viagens em volta da terra, as futuras estantes em volta da sala.

O amor comeu minha paz e minha guerra. Meu dia e minha noite. Meu inverno e meu verão. Comeu meu silêncio, minha dor de cabeça, meu medo da morte.
João Cabral de Melo Neto


O Relógio
João Cabral de Melo Neto


Ao redor da vida do homem
há certas caixas de vidro,
dentro das quais, como em jaula,
se ouve palpitar um bicho.


Se são jaulas não é certo;
mais perto estão das gaiolas
ao menos, pelo tamanho
e quadradiço de forma.


Umas vezes, tais gaiolas
vão penduradas nos muros;
outras vezes, mais privadas,
vão num bolso, num dos pulsos.


Mas onde esteja: a gaiola
será de pássaro ou pássara:
é alada a palpitação,
a saltação que ela guarda;


e de pássaro cantor,
não pássaro de plumagem:
pois delas se emite um canto
de uma tal continuidade
João Cabral de Melo Neto




…E não há melhor resposta
que o espetáculo da vida:
vê-la desfiar seu fio,
que também se chama vida,
ver a fábrica que ela mesma,
teimosamente, se fabrica,
vê-la brotar como há pouco
em nova vida explodida;
mesmo quando é assim pequena
a explosão, como a ocorrida;
mesmo quando é uma explosão
como a de há pouco, franzina;
mesmo quando é a explosão
de uma vida severina.”


O belíssimo trecho acima refere-se à parte final do premiado poema dramático “Morte e Vida Severina”, escrito por João Cabral de Melo Neto em 1955 a pedido de Maria Clara Machado para encenação no teatro “O Tablado.” O poema foi ainda objeto de espetáculos que percorreram diversas capitais brasileiras e europeias.
Morte e Vida Severina narra a saga de Severino, retirante que percorre longa jornada de sua cidade de origem no sertão nordestino até a capital Recife em busca de melhores condições de vida. Durante o percurso, Severino se depara com a morte muitas vezes e ela é representada em diversas situações, como no trecho em que o retirante encontra o rio Capibaribe com seu curso interrompido pela seca. Severino, desesperançado diante de tanta miséria e fome, pensa frequentemente em desistir e “saltar fora da vida”. Mas,  o otimismo ressurge no trecho final do texto, quando Severino assiste ao nascimento de uma criança, que simboliza a “explosão da vida” e a esperança de um tempo mais justo.

Pesquisa e posganização da postagem, Profª Lourdes Duarte 



http://educacao.globo.com/literatura/assunto/autores/joao-cabral-de-melo-neto.html
https://literaturaemcontagotas.wordpress.com/2008/09/09/208/


domingo, 8 de outubro de 2017

4º POETIZANDO E ENCANTANDO



4º 

POETIZANDO E ENCANTANDO
do blog FILOSOFANDO NA VIDA DA Profª Lourdes Duarte

filosofandonavidaproflourdes.blogspot.com.br
Link  

Olá amigos e queridos seguidores!
É com carinho que estamos participando do quarto Poetizando e Encantando. Objetivos da brincadeira: usar a criatividade poetizando a partir de uma imagem sugerida pela Lourdes e promover a interação entre amigos e amigas seguidores. 
Estou amando a brincadeira pois fico encantada com as maravilhosas participações. Venha você também participar!


A Imagem sugerida 

Ao entardecer um fenomenal crepúsculo,
Solitário numa estrada deserta,
Me contrai músculo por músculo,
A saudade demais aperta,
Como fui impotente e minúsculo,
Em não ficar alerta,
Ao teu poder maiúsculo...


Vamos a participação dos alunos Guilherme e Vitória.
Parabéns aos dois pela linda criatividade poética!

Caso outros  envi suas poesia, voltarei a postagem.

Contemplando o céu ao longe
A nostalgia bate em meu peito
Vem amor, junto aos raios crepusculares
Alegar meus dias negros.
Guilherme Oliveira

TRISTONHO
Aluna Vitoria Lima


Solitário e tristonho
Imerso na solidão
Contemplo o crepúsculo que anuncia
Luzes que irão penetrar no meu coração.
Chega de sofrer por quem não me merece!


Abraços, tenham todos um belo Domingo